1) É um literatura fácil (palatável) de entender, maniqueísta e que exige pouco para se ter um ewntendimento superficial (e normalmente errado) do conteúdo.
2) É cria do “universo nerd” de onde a maioria da direita (não é correto usar o termo extrema direita, as ideias postas pelo Bolsonaro e Trump são as ideias da direita partidária ao longo dos tempos) se criou e nasceu, o que cria um certo conforto.
3) A maioria é composta por histórias de bem x mal que, como disse o autor da FSP, recaem no esforço, mérito e valores sociais rígidos como base moral e ética; esses que são valores que não funcionam em 99% das vezes mas que, dentro da ideia da direita, são valores complementares ao cristianismo e ao capitalismo.
O resumo? eu digo que é porque esse tipo de literatura é fácil e remete a direita à sua origem (chans, nerds). A história que serve de argumento para esses livros (The Witcher fala sobre racismo, miscigenação e imigração; Senhor dos Anéis fala sobre democracia e relações interraciais; As brumas de Avalon fala sobre feminismo e empoderamento feminino e assim por diante) importa menos do que a história que é mostrada de forma superficial para entreter.
Fantasia não é inerentemente de direita ou de esquerda. Enquanto a direita pode se identificar com o heroísmo individualista, a esquerda abraça suas mensagens de coletividade e resistência. Daria para fazer exatamente o mesmo texto usando personalidades de esquerda e sua fascinação por Cem Anos de Solidão, A Casa dos Espíritos e vários outros realismos fantásticos que saíram em tempos de ditadura.
Quem quiser entender melhor esse povo aí sugiro pesquisar sobre tecnocracia, onde vc pega um Peter Thiel que acha que a tecnologia vai salvar o mundo.
Bem louco esse artigo.
Me parece que falta base teórica para essa direita, indecisa entre a conservação das tradições que garantiam o poder histórico de alguns, e o protagonismo do mundo tecnológico e mutável que também lhe é essencial para a manutenção no poder.
Eles acabam tratando essa contradição raptando e distorcendo narrativas como lhes convém.
O ponto da atração por heróis da fantasia acho que é a fixação com símbolos. Fáceis de transmitir e grudam na cabeça de multidões, são bem difíceis de quebrar ou desfazer, por mais que o papel deles tenha sido distorcido no caminho.
Porque:
1) É um literatura fácil (palatável) de entender, maniqueísta e que exige pouco para se ter um ewntendimento superficial (e normalmente errado) do conteúdo.
2) É cria do “universo nerd” de onde a maioria da direita (não é correto usar o termo extrema direita, as ideias postas pelo Bolsonaro e Trump são as ideias da direita partidária ao longo dos tempos) se criou e nasceu, o que cria um certo conforto.
3) A maioria é composta por histórias de bem x mal que, como disse o autor da FSP, recaem no esforço, mérito e valores sociais rígidos como base moral e ética; esses que são valores que não funcionam em 99% das vezes mas que, dentro da ideia da direita, são valores complementares ao cristianismo e ao capitalismo.
O resumo? eu digo que é porque esse tipo de literatura é fácil e remete a direita à sua origem (chans, nerds). A história que serve de argumento para esses livros (The Witcher fala sobre racismo, miscigenação e imigração; Senhor dos Anéis fala sobre democracia e relações interraciais; As brumas de Avalon fala sobre feminismo e empoderamento feminino e assim por diante) importa menos do que a história que é mostrada de forma superficial para entreter.
Fantasia não é inerentemente de direita ou de esquerda. Enquanto a direita pode se identificar com o heroísmo individualista, a esquerda abraça suas mensagens de coletividade e resistência. Daria para fazer exatamente o mesmo texto usando personalidades de esquerda e sua fascinação por Cem Anos de Solidão, A Casa dos Espíritos e vários outros realismos fantásticos que saíram em tempos de ditadura.
Quem quiser entender melhor esse povo aí sugiro pesquisar sobre tecnocracia, onde vc pega um Peter Thiel que acha que a tecnologia vai salvar o mundo.
Bem louco esse artigo.
Me parece que falta base teórica para essa direita, indecisa entre a conservação das tradições que garantiam o poder histórico de alguns, e o protagonismo do mundo tecnológico e mutável que também lhe é essencial para a manutenção no poder.
Eles acabam tratando essa contradição raptando e distorcendo narrativas como lhes convém.
O ponto da atração por heróis da fantasia acho que é a fixação com símbolos. Fáceis de transmitir e grudam na cabeça de multidões, são bem difíceis de quebrar ou desfazer, por mais que o papel deles tenha sido distorcido no caminho.