Contexto: Vi esse vídeo sobre a discussão recente da deputada do PSOL apoiar a provável candidata de democratas nos EUA (Kamala Harris), a defesa da deputada a essa candidata se tornou um certa vergonha alheia nas redes sociais para parte da esquerda.
O argumento do autor do vídeo (cujo eu concordo), é que não apenas a direita brasileira passou por uma processo de colonização dos temas e discursos ao longo dos anos, mas também a esquerda institucional, sem entrar em discussões acaloradas e irritadas: vocês acham que nossos políticos foram ‘colonizados’ pela retórica americana? que nossa esquerda passou a aderir com pouco pensamento critico os discursos democratas e nossa direita a dos republicanos?
(Não conheço o autor do vídeo, mas sei que ele fez campanha para o Ciro Gomes em 2022 bom levar isso em consideração caso vá ver o vídeo)
Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS
não é “a esquerda” em geral que tem essa atitude vergonha, mas a “esquerda identitária”, bancada por ONGs americanas (ou frentes para a CIA, ou de propriedade de bilionários judeus)
a mesma “esquerda” quem encampou as “xornadas de xunho” em 2013, “não vai ter copa”, etc
dica: pense num sol
As “jornadas de junho” foi meio que um cavalo de tróia político (que eu me lembro que fui contra pois sentia algo podre no meio e até na época cortei amizades e redes sociais dado os excessos), mas não cabe uma discussão aqui profunda.
O “Não vai ter Copa” foi uma estupidez no final que admito que eu tinha um discurso em partes apoiando (ou parafraseando a Maria Elis, eu tava torcendo pela briga).
Só digo que é um erro similar a qual atualmente o Lula / Haddad vem sofrendo. Não adianta ficar notíciando “melhoras na economia” ou dizer que “os impostos são para os riscos” enquanto a população lida com aumento de transporte público (e/ou piora na qualidade), oscilação de preços de alimentos, má qualidade em alguns serviços públicos, etc… Como disseram abaixo: precisamos de atitudes, não de palavras ou cortes para as redes. Pena que não depende só de presidente e ministro para isso…
Só espero daqui a uns 5 dias, a preocupação maior seja:
– Enaltecer políticos bons (os que realmente ajudam a população ao invés de vender voto ou ficar com cortes nas redes).
– Expor políticos ruins (os que foram corruptos e/ou criminosos plenos, apoiaram golpistas e golpes contra a democracia, só veem a base eleitoral deles sem ver outras pessoas, compra voto, etc…)
– Saber divulgar sem poluir a cidade ( mais um ano de carro de som, santinhos sujando ruas, jornais apócrifos e vendo “os piores vídeos de candidatos a vereador” no horário eleitoral e nas redes me soa meio que só sabemos lidar com isso e tem gente que ganha dinheiro público para entretenimento barato e besta).
Hora de se preocupar com os políticos locais…
Parabéns pelo discurso completamente olavista.
Vou seguir o comentário do Alexandre Faustini e por um ponto extra que até parte das redes tá zoando com essa esquerda que elogia os americanos.
Gente, estamos em ano eleitoral. Enquanto se discute sobre Estados Unidos, galera tá esquecendo da própria rua e do próprio bairro. É ano de pensar em prefeito e vereador.
“Mas aí estou em uma cidade entre escolher entre ruins e piores”. Pior que tenho que concordar lá com o Faustini pois a esquerda no Brasil tem esta falha grave de ter perdido o protagonismo de liderar redes comunitárias em São Paulo. Seja porque nos últimos anos a dita “direita” e criminosos enxortaram muitos para fora de seus lugares onde vivem, a esquerda em si não é tão vista na rua quanto gente de direita e corruptos.
Desde o começo do ano vejo na rua gente adesivando o carro com o nome de algum candidato. Para mim isso é crime eleitoral, mas para o TSE não é. Se fosse, nem teria isso. Talvez a lei esteja errada e a pessoa tem o direito de “ver e ser vista sempre”. Mas não vejo assim.
Política deveria ser um processo de escolha de lideranças para lidar com o dinheiro público para que ele volte ao público em forma de serviços públicos. O que mais vejo é gente vendendo o voto, esperando cargo comissionado ou licitação com carta marcada, etc…
Cansa.
De fato – e isso serve para mim também – falta um pouco de acompanhar sobre a cidade. Como desculpa, posso dizer que os poucos jornais locais existentes estão na mão da “elite política” e não são tão confiáveis. E não vou ficar confiando e vendo vídeo sobre política da cidade em tiktok, facebook, mesacasts e similares sobre. Pois a gente vê o vídeo e sente que não tem tanto foco, muitas vezes sendo mais uma fofoca do que algo relevante.
Para mim só seria relevante se a cidade onde resido virar notícia na página polícial da grande mídia. Dado o nível dos políticos da cidade, é o que resta.
O que acontece lá acaba afetando a gente aqui, então normal querer mostrar simpatia por um candidato menos pior, mas concordo que o pessoal exagera na dose.
É isso
Os EUA possuem um partido com duas linhas políticas um tanto distantes, em democratas e republicanos. E sinceramente, um país poderoso aplaca suas disputas internas para garantir seus interesses na anarquia entre Estados, como fazem muito bem China, Rússia, Irã, Vietnã, Coreia Popular…
E sim, o debate aqui é um espraiamento do que acontece nos EUA, vide aqui se discutir o uso de pronomes na descrição de gênero, assunto que faz mais sentido em inglês pq neste idioma apenas o pronome denota gênero.
Essa discussão do pronome neutro eu realmente nunca tinha parado pra pensar por esse lado ‘linguístico’ da coisa, interessante.
No que diz respeito ao discurso, é indiferente. O que conta são ações. Já nota-se que ambos são a face da mesma moeda.
Entre a esquerda e a direita brasileira, eu torço pela briga.
O problema dessa briga é que quem apanha é o pobre.
Se a Kamala Harris ganhar a eleição, ela será a primeira mulher negra a mandar jogar bombas no Oriente Médio. E se Trump ganhar a eleição (o que eu sinceramente espero que não ocorra), será novamente o sujeito laranja, o topete que fala (m*rda) que mandará jogar bombas no Oriente Médio. A disputa está entre o ruim e o horrível.
Lembrei também de quando o governador do RS, Eduardo Leite, assumiu a sua homossexualidade. Ele se tornou um governador homoafetivo que priorizou a agenda fiscal e abraçou o neoliberalismo: É só ver o que aconteceu no RS há poucos meses atrás.
Mas, no Brasil, encaram tudo como se fosse partida de futebol. Convenhamos, tem hora que isso é um saco.
PS: Engraçado q eu acabei de ver um vídeo dos Galãs Feios a respeito disso…
https://youtu.be/k5rpmMbm1zU?si=OHgK8vdWp1tpyZfN
Quem começou com essa colonização foi justamente a esquerda, ao passar a focar muito em pautas identitárias que antes eram pouco relevantes no debate político brasileiro. E pra mim, foi isso que permitiu a ascensão da direita brasileira, pq em âmbito socioeconômico estavam a anos luz de conseguirem enfrentar a esquerda.