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“Pluribus” e a mente de colmeia sol2070.in

Achei interessante esta leitura de Pluribus. Por coincidência, estou assistindo a uma docussérie do Adam Curtis em que ele aborda tangencialmente essa questão à luz da Guerra Fria (Você não me sai da cabeça):

Em Pluribus, é mais ou menos a mesma coisa: os problemas coletivos são todos resolvidos ao custo da perda da individualidade. A diferença é que a série foca no drama pessoal de uma mulher imune à transformação.

9 comentários

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  1. Valeu por compartilhar. Vi os episódios disponíveis até agora. Como diz a pessoa que escreveu o texto linkado, “não sei pra onde vai”, mas é bem interessante o começo. Assim como o seu xará Rodrigo aqui embaixo (ou acima), eu também vi muito da inteligência artificial na colmeia, sempre prontas para agradar e dar uma resposta simpática na lógica circular da auto-confirmação.

    Poxa, Can’t Get You Out of My Head é o melhor do Adam Curtis pra mim (talvez não tão profundo quanto o Hypernomalization, mas compensado pelo lado sound & vision primoroso). Não tinha pensado na relação com Pluribus, mas realmente tem umas conexões.

    [SPOILER até ep 04]

    Vamos ver pra onde vai… Especialmente com a chegada do Paraguaio, considerando que estadunidenses em produções mainstream costumam estragar suas boas ideias ao botar o “resto do mundo” na trama.

  2. Um paralelo que acho importante levar em conta, até por causa das entrevistas recentes do Vince Gilligan, é com a inteligência artificial.

    [SPOILERS até ep. 2]

    O “vírus” se apropriou de todas as memórias e conhecimentos dos infectados sem pedir permissão (mais ou menos como as IA fizeram com livros, filmes, músicas, artigos, etc.) para criar isso que ele chama de “mundo mais eficiente” (que é uma promessa parecida com as que fazem os CEO de empresas de IA).

    As respostas dos infectados também são sempre meio ChatGPTísticas: respondem tudo, às vezes meio evasivamente, não sabem dizer não, sempre falam coisas pra agradar quem perguntou, sem nunca contestar. O indiano é o típico nerdola do Discord que usa as IAs para fazer as mulheres mais belas possíveis o desejarem, não se importando se pra isso a IA está usando imagem não autorizada de alguém, etc.

    1. >Essa docussérie menciona “hive mind”?

      Não menciona explicitamente, ao menos até o terceiro episódio. O assunto aparece quando ele aborda o movimento dos estadunidenses de irem morar em subúrbios, e como isso aflorou um individualismo que desembocou em paranoia e outros problemas psicológicos.

    2. Eu não curti muito o Shifty (nem o anterior, Traumazone). Acho que o Shifty é interessante, mas extremamente cheio de histórias e contexto britânico. Pra mim não foi nem tão cabeçudo, mas sim ultra-focado no reino unido (o que deve ser ótimo para um britânico, mas não pra mim).

      Acho que mergulho inicial mais legal no Curtis é o que o Ghedin tá asssistindo, o Can’t Get You Out of My Head. É amplo (em termos históricos), bonito, com música muito foda.

      1. Ainda estou na metade, mas tenho achado o escopo de Você não me sai da cabeça um pouco amplo demais. Ele se propõe a falar de China, Reino Unido e EUA, sem um fio condutor aparente. (Ou estou comendo bola e não saquei ainda qual é. Ou, ainda, tudo faça sentido na reta final.)

        Ainda prefiro O século do ego. É bem amarrada, mais curta e com um foco mais fechado — a instrumentalização dos desejos e da psiquê humana pela publicidade/capitalismo.

  3. Vou tentar ver essa docusserie. Porque até agora tudo que assisti no Pluribus me fez entender que é uma sátira as teorias de conspiração daquele canal chamado Gaia. Digo, esse canal mostra os estudos de varias teorias da conspiração de alguns especialistas.