Descobri um perfil no Instagram, o @acordejaa, que tenta tirar a pessoa do scroll down infinito das redes sociais, lembrando ela de “acordar”. Queria saber se existem outros e saber a opinião se acham que realmente funciona? Pra mim, tem funcionado.
15 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Achei interessante as reflexões deste aqui: https://www.instagram.com/danilopatzdorf/
Discordo que seja “melhores drinques para quem quer parar de beber”. Quem está viciado precisa se tratar, mas quem quer refletir sobre a questão, ainda que de forma slow, pode se inspirar em perfis que propõem olhares diversos sobre o tema.
A maioria aqui comentou como é isso é contraditório, mas entendo mais ou menos o seu desejo, entrar na rede social rapidamente só para ver as atualizações mais importantes, e cair fora. Eu moro fora do Brasil e uso o Instagram para saber o que anda acontecendo com a família e os conhecidos, e também acompanhar alguns poucos perfis de youtubers ou conteúdo sobre viagens. Tenho conseguido manter o uso bem limitado, ficando alguns dias sem entrar até.
O que acho que pode ajudar é:
– Seguir no máximo 200 perfis.
– Deixar de seguir perfis que postam muitos stories (i.e., grande parte dos maiores influencers).
– Seguir páginas de causas que te motivam (ambiental, social, etc.), pois essas páginas acabam por postar conteúdos bem light, sem intenção de lucrar, que na verdade até diminuem a vontade de olhar Instagram.
– Silenciar pessoas da sua rede que postam muito conteúdo polêmico, que te causam raiva, tipo aquele primo que fica postando reels de coaches xingando o Hadad, etc.
– Não clicar, nem ficar olhando a aba “Explorar”.
– Não ver Reels.
– Tirar o atalho do app das suas telas principais.
Fazendo isso, dá pra ter um uso mais limitado, sem aquela vontade de ficar abrindo o app da rede a cada 5 minutos.
Esqueci de mencionar que tem uma opção no Instagram de não mostrar conteúdo sugerido durante 30 dias, o que na prática não te mostra conteúdo algorítmico de contas que você não segue, e isso diminui muito o impulso de usar a rede. Eu sempre seleciono essa opção a cada mês, e nem propaganda aparece mais pra mim 😁
bom dia Fonseca, sigo todos os seus conselhos durante meu dia a dia mas as vezes por conta do estresse do trabalho busco uma alienação fútil como forma também de sentir que estou por dentro do que todos estão comentando, passando horas vendo reels e muitos memes, memes repetidos ou super parecidos. Fiquei bastante interessada nessa função que comentou sobre o sugerido pois eu odeio com todas as minhas forças anúncios e publicações que chamam minha atenção e me prendem mais minutos em tela.
Adorei a sugestão, vou adotar. Pra mim, deveria ser uma opção que poderia ser permanente e não somente 30 dias. Pra quem tem interesse, fica nas Configurações: Sugestão de conteúdo > Suspender publicações sugeridas no feed
Me sinto muito representado por tudo o que foi dito aqui nas respostas, então vou tentar sintetizar em tópicos, sugestões do que é possível fazer, no âmbito individual, para acabar ou pelo menos reduzir o vício em redes sociais (algumas delas inclusive podem e devem ser combinadas):
– deletar essa merda;
– usar algum app, como “Bem-estar digital”, para limitar o tempo de uso do aplicativo;
– deletar o aplicativo do celular e olhar as redes somente pelo computador;
– definir dias e horários para olhar as redes sociais;
– substituir o tempo gasto nas redes por passatempos e entretenimentos mais saudáveis: ler, jogar xadrez, caminhar, cuidar de pets, frequentar um coletivo, construir ou reformar móveis, jardinagem, etc;
– substituir as redes sociais comerciais, por livres e não comerciais, como o Mastodon, Lemmy, Pixelfed e demais redes do Fediverso;
– andar com algum objeto que você vai recorrer quando pintar o tédio e a vontade de olhar o celular. Ex.: livro de bolso, e-reader, palavras cruzadas, etc.;
– estudar, ler e se informar sobre o vício em redes sociais e sobre vícios em geral;
– avisar amigos das atitudes que está tomando, para que eles possam te apoiar;
– votar em candidatos que vão pelo menos lutar para regularizar esse caralho.
Espero ter ajudado, eu tenho um blogue, onde falo bastante de assuntos como esse, caso se interesse: https://blog.ayom.media/felipe-siles/
Também recomendo fortemente os livros do Cal Newport, é uma referência bem importante pra mim.
Também dá pra se envolver ou pelo menos fortalecer financeiramente grupos e coletivos que lutam pela regulamentação da big tech.
Pra mim, penso de forma parecida com o Ghedin, utilizaria uma analogia diferente, esse tipo de perfil é como vape para fumante, continua sendo viciante, diminui aparentemente a quantidade de cigarros mas você continua dentro desse fumódromo , e a qualquer momento pode ter uma recaída e acabar aceitando um cigarro aqui e outro ali.
As redes sociais já estão tão incrustradas na sociedade e nosso modo de vida que somente uma ação pesada, como foi a campanha contra cigarros e a proibição de fumar em qualquer local, pode reduzir significativamente esse problema, regras pesadas precisam ser aplicadas a esse modelo de negócio para que esse laboratório virtual pare de realizar experimentos nos usuários.
Desinstalei apps,
Limitei o tempo de tela,
Deletei minha conta do twitter
e,
principalmente,
peguei livros de literatura para ler nos momentos que ficava rolando tela.
tem funcionado
Não vejo muito sentido em querer curar o vício nas redes sociais seguindo perfis nas próprias redes sociais. O melhor me parece se afastar delas. Algumas alternativas para isso:
– Apagar o perfil;
– Usar os recursos do seu celular para impor um limite em minutos diários de uso do app;
– Apagar o app (usar apenas o webapp);
– Diminuir a quantidade de perfis que você segue;
– Não acessar a aba Explorar;
– Evitar ficar rolando o feed da tela inicial;
– Para perfis que você tem mais interesse em acompanhar, criar o costume de visitá-los periodicamente para ver as novidades, em vez de confiar na mistura geral do feed.
Para mim, é meio que “quais os melhores drinks para quem quer parar de beber”. Não questiono a intenção de quem cria e quem segue esses perfis, mas acho que, na tentativa de sanar um mal, eles acabam fortalecendo esse mesmo mal.
Oi Alan, excelente tópico. Bom, não uso Instagram, mas tem uma rede interessante que gosto de acessar chamada minus.social. Na verdade, é um experimento de um professor chamado Ben Grosser. Basicamente, você escreve um post para todos os inscritos, não tem essa de seguidores. O diferencial é que você tem apenas 100 posts, nem mais, nem menos. Eu mesma só posto o que realmente é pertinente, ou seja, quase sempre acesso para ler os desabafos e comentar, vale o detox. Boa sorte e feliz 2025!
Interessante a rede.
A pessoa pode excluir um post antigo para publicar um novo?
A melhor forma de acabar com o vício é meio que procurar seu próprio jeito de achar uma forma de acabar. Porque lembremos que a mecânica das redes é de vício mesmo. E de fato, mesmo quando estamos em algo simples como aqui, há um certo vício pois queremos ver as reações, respostas, e tudo mais sobre as conversas e relacionamentos que temos online.
Não tem “bala de prata” (ou melhor, a única seria o fim das redes per si, mas bem…). Ter noção de o quanto uma tecnologia de rede social lhe faz bem ou não é já um caminho.
O fato também do estresse passado nas redes é uma forma de afastar das redes, o que apesar de parecer bom no final é um trauma também. Pois aí acabamos tendo uma noção negativa das relações entre as pessoas. Hoje mesmo tenho reduzido bem participar de redes sociais por causa disso: acabo entrando em discussões inúteis, gerando inimizades e gerando problemas, quando não traumas e raivas que ficam remoendo a cabeça.
Se um “alarme” é uma forma que você ou qualquer outra pessoa acha para sair das redes, é bom saber. É até um bom método, diga-se.
Mas bem, penso assim: se eu posso sair das redes e na vida real achar algo mais relevante, melhor ir no que é mais relevante mesmo.
Não sigo perfis desse tipo, mas o algoritmo sempre acaba me entregando algo parecido – inclusive desse acordeja. Sempre tomo um susto, é meio bizarro o timing e geralmente as edições são um pouco esquisitonas também.
No meu caso não é efetivo, apenas passo pro próximo e sigo a vida.