9 comentários

  1. Nao acho que dará tão certo. Na verdade, o que noto é uma migração: galera compra um box original (Aquario, Intelbras e Pró Eletrônica vendem) e a pessoa instala o app da “piratoperadora”.

    Maioria das tv boxes antigas tem sido abandonadas (muitas eram android 4 ou 5). As novas “de marca” ou são caras demais e as baratas são ruins.

    E não duvido do uso de P2P para atualizações.

  2. Uma organização governamental inutilizando em massa aparelhos dos cidadãos não parece algo muito dentro da lei… ou pelo menos não deveria.

    1. Iche, se pensar que tem software original com backdoor para agência de inteligência…

      (Lembrei da história do smartphone que foi anunciado para criminosos e que na verdade era um cavalo de tróia)

    2. É… Mas esses aparelhos são “irregulares”, posso ver essa medida dando certo juridicamente. E os aparelhos são feitos para “cometer crimes”. Você não baixaria um carro, né?

      1. Lá pelos anos 80, começou a chamada “febre do satélite”: como era o começo das transmissões via satélite e a segurança da tecnologia era quase nula, bastava comprar um conversor e assistir as transmissões (ou até ver bastidores, como ocorreu em alguns casos que gerou até repercussão política).

        Teoricamente era como “roubar sinal”, mas na prática não se rouba algo que está livre e sem restrições.

        Com o tempo, a própria tecnologia de transmissão via satélite entrou em uma briga entre “gatos”e “ratos” com a adição de tecnologias de codificação e decodificação. Hoje é bem mais difícil assistir um canal via satélite bem codificado, e com a ampliação das tecnologias de IPTV, a pirataria de sinal saiu dos satélites e foi para os servidores próprios de retransmissão de televisão.

        O que uma operadora pirata faz é retransmitir o que em alguns países ou é totalmente livre ou paga-se uma taxa governamental rateada até: repassa ao público canais de televisão. Legalmente é pirataria, mas lembramos que pirataria é um termo da elite para definir algo que não gera lucro aos donos do poder. E na prática, hoje no Brasil tem até tecnologias para assistir canais de graça sem muito custo, como a parabólica livre (ou TVRO), que é a realocação dos antigos canais não codificados e livres via satélite para tecnologias digitais. O problema maior de fato são as taxas dos piratas, que em partes até compreendo pois tem custos para manter servidores e etc. Mas bem, pirata lucra de alguma forma… Não é que nem torrent ou tecnologias livres de compartilhamento

    3. Eu acho um ligeiramente perturbador o fato de você se incomodar com o governo inutilizando as TVs box piratas, contudo fazer vista grossa e ignorar completamente o fato que estes aparelhos praticam pirataria que é crime descrito no Código Penal Brasileiro.

      Sua atitude me lembrou de um motoqueiro no YouTube, ele estava errado quando foi parado pela polícia, começa o vídeo assumindo o erro, mas depois solta um “os polícias deviam estar indo atrás de bandido” . Será que ele não pensou que se ele estivesse dentro da lei, dificilmente estaria reclamando do enquadro policial?

      1. Leis geralmente são feitas para ou limitar castas (separar pobres dos ricos) ou proteger patrimônio (o que é quase na mesma). Leis de trânsito, dado eu já ter notado como é a situação no Brasil, é mais uma loteria do que uma forma de manter o trânsito respeitoso. Porque começa na educação de trânsito e aplicação da habilitação: mesmo anos se passando e tecnologias se aprimorando, ainda há o famoso “quebra” e formas de a pessoa burlar aulas e tudo mais.

        Além de vácuos legais que por exemplo faz uma pessoa que perdeu a carta em São Paulo poder refazer a carta em qualquer outro Estado: ainda os Detrans estaduais são os responsáveis pela emissão e isso fica apenas no Estado de origem. Se a pessoa perder a carta por pontuação em SP, ela pode matar sua carta no Estado e ir em outro fazer um novo.

        De fato, o trânsito brasileiro é muito violento e quase anômio. E as pessoas pensam que pode tudo, nisso quando sendo abordado por políciais, pensando que é só mais lucro para a indústria das multas. Se parar para pensar nas corrupções relativas a área, tem uma certa razão. Mas isso se dá também porque nunca educamos a população corretamente sobre o porque de seguir as leis.

        Quanto a pirataria, sou da ideia que uma hora poderia ser preso diversos brasileiros por uso do Windows Pirata. Isso é mais complexo porque apesar de termos leis sobre uso do software, geralmente isso é feito mais para evitar que empresas abusem dos direitos de uso, e claro, para controlar a revenda de software. Mas sabemos também que tem opções open-source, só que os esforços para uso de sistema open-source são baixos.

        Da pirataria de conteúdo, é mais complexo ainda pois falamos de um mercado sedento que me soa que ninguém quer largar o osso. O primeiro Mickey popular está em direito público depois de décadas. E até entendo o porque de defender a marca, mas graças a isso, consolidamos monopólios egoístas difíceis de combater.

        No final, soluções para combater pirataria e desrespeito às leis se passa mais por cultura do que por projetos de lei ou ações como a da matéria. Enquanto tiver a lei do “melhor eu me dando bem não importa como” (a.k.a. “Lei de gerson”) operando, é inócuo falar sobre combate ao crime.