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Obsidian vale a pena?

Olá, Pessoal.

Acabei de abrir a newsletter no MdU e vi aquele link do “mapa de notas” do Obsidian do CEO do aplicativo, é bem interessante.

Alguém aqui usa a plataforma e sente alguma diferença? Já tentei usar algumas vezes mas acho meio complicado e sempre acabo voltando no questionamento de ser efetivo ou não, se realmente ajuda ou é só um “mapa” bonito.

Nunca cheguei a usar por muito tempo, geralmente deixo pra lá nos primeiros dias e volto pras anotações mais simples.

31 comentários

31 comentários

  1. Como alguns já mencionaram também já cai no conto de ficar loucamente procurando alternativas para anotar coisas. Comecei com Notion, passei por Obsidian, Tana, Craft e tantos outros.

    Particularmente o mais completo pra mim é o Notion. Mesmo não tendo o armazenamento local todos os outros faltavam coisas que eram essenciais. Eu acho a ideia do mapa muito legal de ver, mas não entendo a utilidade disso no dia a dia e brincar com base de dados, tipos diferentes de aquivos e as integrações do notion me parece melhor.

    1. Eu já passei bastante tempo usando o Notion, depois migrei aos poucos pro Craft e tá me atendendo bem.

      Mas tento deixar meu uso o mais simples possível, não coloco nada de mais não. Uma coisa que preferi nele ao invés do Notion é que é bem mais responsivo… e funciona offline.

  2. Cara, vou dar meu pitaco aqui… Eu cai nesse buraco sem fundo dos apps de produtividade que prometem organizar sua vida e até te deixar mais inteligente, sério, mas não foi por essas promessas que eu cai nisso, eu faço muitas anotações, de papel à agenda de contato do meu telefone, então decidi que precisava procurar um esquema para organizar tudo, já usava o Notion para organizar projetos de design, a facilidade em compartilhar via web uma página com tudo o que preciso ainda é a coisa mais maravilhosa do Notion pra mim, porém me incomodava muito o fato de ser uma plataforma proprietária que utiliza 90% dos seus servidores em solo norte-americano, e cá para nós, confiar nos EUA já se mostrou uma coisa bem idiota… Enfim, eles não vão querer ler minhas listas de compras de mercado, mas eu gosto de escrever, desde textos simples a artigos, quase nunca posto, mas armazeno como forma de conhecimento pessoal, então gostaria muito que esses dados tivessem disponíveis localmente pra mim, mesmo sabendo que fazer backup em nuvem iria cair na mesma ideia do “Notion e seus servidores gringos”.
    Conheci o Obsidian por acaso, resolvi usar, ele me conquistou de primeira com a interface limpa e a facilidade de abrir e já começar a escrever, salvando localmente tudo o que é produzido dentro dele e com um formato acessível por outros softwares, porém no uso do dia a dia ele se mostrou bem chato, essa parada de ficar pesquisando como usar o markdown, a falta de ferramentas nativas para ajuste de imagens e a gambiarra para sincronizar o vault com o smrtphone me fez deixar ele de lado, continua aqui instalado para acompanhar as novidades, porém me encontrei em dois apps, Samsung Notes + OneNote, esse último é incrível para quem é visual como eu e que gosta de anotar tudo espalhado, desenhando, inserindo imagem, áudio e vídeo, não tem par, mas a sincronização com o smartphone dá uns bugas de vez em quando, mas me atende bem. O Notion continua aqui para projetos.

    1. Eu já cai nessa de usar o Notion pra tudo, passei uma semana configurando as coisas e no final não fiz foi nada de útil, aí deixei de lado e só uso pra umas coisas mais esporádicas.

      Já usei o OneNote pra alguns trabalhos da faculdade e funcionou legal.

      1. O OneNote é ótimo, precisa de uma repaginada no quesito UX/UI, mas atende muito bem e dá um pau em vários desses aplicativos de anotações por aí, e o melhor, você é dono dos seus arquivos, pode armazenar localmente, nuvem ou ambos.

  3. Eu uso evernote, tenho preguiça de usar outros. Tem piorado muito com o tempo, mas ainda me atende.

    1. Cara, eu não cheguei a pegar aquela época que o Evernote era mais forte, quando fui tentar usar vi que o plano grátis era bem limitado e deixei ele de lado.

  4. Estou usando o Obsidian e pra mim está valendo muito a pena. Nem uso o recurso de mapa de notas, é apenas um banco onde salvo todas as minhas anotações, listas de tarefas, lembretes, resumos de reuniões e conversas, entre outras coisas. O editor de texto é muito bom e flexível com Markdown, permite LaTeX, é bem fluido, e sincronizo via Dropbox no notebook e FolderSync no Android. Tem funcionado muito bem.

    1. Tenho que pesquisar sobre essa sincronização com o Android, porque é uma coisa que já senti falta quando usei. Apesar de sempre preferir escrever no computador, as vezes uso o celular pra pesquisar algo que anotei.

  5. Tenho a impressão que inventam esses aplicativos para as pessoas se sentirem inteligentes.
    No tempo do Evernote um amigo leu um livro sobre como usar o programa e perguntei: mas não é um aplicativo de anotação? Precisa de manual de usar um bloco? Não é só escrever?

    1. Já me peguei fazendo isso, complicando demais algo que era pra ser simples…

  6. Matheus, vale a pena sim! Concordo que o início é difícil, mas vale a pena pesquisar, ver como outras pessoas usam e fazer seus próprios testes. Eu mesmo comecei e parei duas vezes, mas após assistir vídeos e palestras sobre o assunto, decidi tentar novamente.

    O Obsidian hoje é o “backup do meu cérebro” e o melhor de tudo: grátis.

    Pode demorar um pouco, mas vai valer a pena.

    1. Esse é o ponto, sempre desisto porque acho essa barreira de entrada bem chatinha, mas vou tentar ir usando aos poucos, até pra ter uma percepção melhor da ferramenta.

  7. Vamos lá.

    É um mercado que, obviamente, tá mais do que saturado. Como o Carlos falou ali em cima, é bom a gente escapar da arapuca que virou esse negócio de second brain. E acredite em mim, virou uma semi-religião.

    Mas o Obsidian é muito mais do que essa casca que alguns tentam fazer colar. Exemplo é o que faz o Kepano, que o Ghedin citou ali.

    Em janeiro me comprometi a escolher minhas ferramentas de trabalho (sou escritor, advogado e doutorando em ciências sociais) e a permanecer com elas por seis meses – assim evitei aquele pula aqui, pula ali, escolhendo uma dúzia de aplicativos por semana que prometiam revolucionar meu fluxo de trabalho.

    Optei pelo Obsidian como aplicativo de notas, e o Reminders da Apple mesmo para tarefas. Se tivesse que organizar meus projetos de uma maneira mais complexa, ia ter que me virar nesses dois, como faria se tivesse só um caderno à mão.

    O Obsidian começou me conquistando pelos fichamentos de livros e o conceito de notas permanentes que vem nessa importação meio mambembe do método de produção de Luhmann. E tinha me conquistado não pelo que prometem por ele, mas pelo que ele me permitiu fazer com os meus fichamentos e notas permanentes. Comecei a fazer as notas sabendo o básico do básico, e linkando pouquíssimas coisas e me divertindo pra valer com os mapas gráficos que o programa exibe – funcionalidade que hoje não uso no meu dia-a-dia e que encaro como uma perfumaria fofinha, só.

    Passei a fazer as atas das minhas reuniões diárias do escritório, linkando nomes de clientes, só para controle próprio. Quando me dei conta, a maior parte das reuniões passavam por pesquisar algo no Obsidian para relembrarmos.

    As notas de leitura, ou fichamentos, passaram a integrar um sistema de referência fácil, desimpedido, visualmente agradável, e que me permitiu produzir muito mais rápido os artigos acadêmicos e peças jurídicas que tinha que escrever.

    Pouco tempo depois já nem usava mais o Reminders, e passei a usar o Obsidian para notas diárias, gerenciamento de projetos, escrita de livros, gerenciamento de tarefas e tudo o mais sem complicação nenhuma graças ao gradual desenvolvimento da utilização da ferramenta – e graças à comunidade no Discord e no fórum deles que é incrível!

    Em resumo, o que importa é você atingir o objetivo que motivou você a escolher uma ferramenta. Se for coletar referências para futuras revisões, que elas existam; se for para fazer um diário, que ele seja escrito; se for para escrever um livro, que você escreva… e assim por diante. E isso é bem possível fazer no Notes da Apple, no Notion, no Obsidian, no Reflect, no Tana e em outros, como o Mem.ai, que prometem ser a solução para (hahahaha) as falhas no nosso hardware.

    O Obsidian é uma baita ferramenta. Se for escolher, comece simples, agregue suas necessidades, explore a perfumaria, também, mas sem perder o foco. Hoje sou fã pela velocidade de desenvolvimento do app, bem como pela comunidade ímpar que tem, mas, principalmente, porque me atendeu como nunca nenhum outro app me atendeu para as minhas necessidades.

    1. Pensei em fazer isso mesmo, escolher somente uma área pra poder testar e ver como é, até porque nunca cheguei a usar ele mais que uma semana sem parar, então não pude aproveitar quase nada da plataforma.

      Ia utilizar pra algumas coisas do trabalho, mas como não consigo usar na web creio que não vai ter como. Uma alternativa é usar pra fazer anotações de alguns livros que estou lendo.

      Valeu pelo comentário.

    2. Caríssimo, fiquei interessado por esse comentário! Também sou advogado e cheguei aqui justamente procurando no google sobre o uso do Obsidian na advocacia, para gerir casos, clientes e estudos.

      Para notas básicas, ainda que bem formatadas, eu consigo entender perfeitamente o apelo visual e funcional do Obsidian, mas confesso que fiquei intrigado quando você mencionou que passou a usar o app para gerir projetos e tarefas também.

      Se não for muita ousadia do colega aqui, poderia me falar mais sobre? Atualmente uso Notion mas faz tempo que já cai nesse “rabbit hole de produtividade” haha, e adoro aprender soluções novas.

      1. Faaaala, colega! Hahahahaha.

        Eu sempre fui o “cara do sistema” do escritório. Durante anos vivemos à base do Trello para gerir as tarefas, prazos, projetos, tanto de consultivo quanto de contencioso quanto do administrativo do escritório.

        Com o tempo, a coisa foi ficando mais complexa, porque o escritório e as demandas cresceram, ao mesmo tempo que o núcleo duro do escritório – os sócios -, precisavam de algo mais fluído e natural. Fomos de tudo: Monday.com, ClickUp, Notion, mais uma vez o Trello e enfim terminamos no Obsidian de uma maneira bem natural.

        Só eu, dos quatro sócios, é que uso o sistema. Ao invés de fazer um grande onboarding para todo mundo, explicando a linguagem as funções etc., acabei entrando nessa pelo seguinte: comecei a usar o Obsidian para minha vida acadêmica. Ou seja, comecei usando para Notas Permanentes (Zettel pipipi popopo hahahaha) e notas de leitura. À medida que o tempo foi passando, comecei a usar para mais algumas coisas, como notas para pensamentos esparsos, reflexões, escrita de ficção, ensaios, crônicas, artigos de opinião e afins. Um belo dia resolvi fazer uma ata da reunião como teste no obsidian. Fiz sem nenhum link, um registro de texto mesmo. Funcionou. No dia seguinte comecei a criar links naturalmente: [[Nome do Sócio]] responsável por fazer a petição inicial do [[Nome do Cliente]] no caso [[Nome do Cliente vs. Parte Contrária]] até dia tal.

        De repente, vendo o gráfico local eu tinha meus clientes linkados a todos os projetos/casos deles e em todas essas páginas de casos e projetos eu tinha todas as informações necessárias (logo desenvolvidas com templates), como o número dos processos, partes envolvidas, prazos, documentos, relatos, ações etc. O que quer que tenha sido dito em reunião passou a estar disponível pelos backlinks também.

        Faltava apenas uma coisa, que o plugin Tasks veio preencher: gestão das tarefas. Assim, no template da reunião diária que hoje temos, tem uma seção que mostra todas as tarefas em aberto para todos os sócios, então podemos discutir e fazer uma certa cobrança coletiva. Envio a ata em PDF para todos no final de todas as reuniões, então cada um tem seu controle da melhor forma que lida (alguns passam as tarefas para o caderno, outros colam post-its, outros usam Reminders da Apple e assim vai).

        De todo esse processo que te falei você só precisaria de dois plugins: Tasks e Templater.

        É um processo que começou de baixo pra cima, desenvolvido à medida das necessidades que tínhamos.

        Óbvio que questões e anexos mais sensíveis, mais confidenciais, têm um tratamento diferenciado, mas o dia-a-dia hoje só existe graças ao Obsidian.

        E vamos que vamos, rumo ao rabbit hole da produtividade hahahaha.

        1. Agradeço de coração pela resposta detalhada!

          Ando estudando o Obsidian como potencial substituto pro Notion, que é basicamente a plataforma por onde gerencio meu escritório (sou autônomo, então é mais por mim mesmo, sem depender de colaboração via de regra).

          Eu amo as funções de database do Notion, mas eu também gosto da pegada mais “textual” do Obsidian, bem mais “análogo ainda que digital”, digamos haha. Verdade seja dita, se fosse viável, eu tentaria conduzir toda a prática num Bullet Journal da vida, mas acho que seria bem utópico e toda a ideia tomba quando penso nas facilidades das ferramentas digitais (como função de busca).

          Vou dar uma brincada com o Obsidian, ir testando as águas, pra ver se clica. Mesmo se não for o caso, os teus exemplos me deram algumas ideias já de como incrementar meu sistema pelo Notion.

          E, claro, como “geek de produtividade”, é sempre legal ver as soluções que os outros encontraram para os seus próprios sistemas, haha.

          Grato de verdade, caro colega!

  8. Para mim tem sido ótimo. Estava no Notion antes, mas procurava algo opensource e off-line. Obsidian com syncthing tem funcionado bem para mim.

    Uso desde para simples notas até gestor de informações e conteúdos:
    – Gerenciamento de contatos
    – Gerenciamento de notas de pesquisa
    – Gerenciamento de textos
    – Gerenciamento de tarefas domésticas (incluindo reformas)
    e tantas outras coisas

    Não me preocupo(ei) em dominar todas as características (avançadas) dele. Comecei usando como um simples gestor de notas e aos poucos vou aprendendo características mais avançadas e adaptando ao meu uso

    1. Como você faz o uso para gestão de contatos? Como se fosse um CRM?

      1. Como não trabalho necessariamente com clientes, não preciso de um sistema muito robusto. Crio uma nota para cada pessoa e uso basicamente pra listar características individuais e gerenciar/marcar nas notas que falam sobre atividades que estão participando:
        – Colegas de viagens
        – Coautores em trabalhos
        – Colegas de projetos
        – Familiares
        – Amigos
        – Etc

  9. Esse mapa não tem utilidade nenhuma.
    O mesmo vale para esse negocio de “segundo cérebro” os “bancos de dados” do Notion. É mt trabalho para pouca coisa.
    Se vc quer fazer anotação raiz, recomendo: Google Keep, Onenote, Notas da Apple, Simplenote, Notesnook ou Upnote (o melhor).

    1. Costumo pensar por esse lado também, apesar de ficar bonito, não vejo tanta utilidade na prática.

      1. Eu ia dizer isso. Eu uso o Google Keep e o Apple Notes. Agora que pode acessar o Apple Notes pela web, não vejo nem motivo pra voltar ao Google Keep e, aos poucos, estou migrando minhas notas pra lá.

        Todo o resto que precisa de mais coisas (tabelas, documentos) eu acabo usando o Google Docs mesmo.

        1. O Keep me atende bem. Eu já tentei usar o Notion ou Obsdian mas eu acabava perdendo muito tempo em entender a ferramenta e me perdia na parte estética/organizacional. Acho que no final eu acaba mais procrastinando do que trabalhando em algo útil.

          Tem um vídeo muito interessante sobre “procrastinação sofisticada” que me fez refletir e acabei voltando no que funcionava pra mim: https://www.youtube.com/watch?v=baKCC2uTbRc

          Então, no fim, o melhor método é aquele que funciona pra você. Tem muita coisa sobre produtividade por aí e essas ferramentas não são pra todo mundo.

          1. Vídeo interessante mesmo, tem tanta ferramenta aparecendo que se a gente não cuidar fica só por conta delas.

  10. E o que te impede de fazer anotações mais simples nele? Só os templates já valem a pena.

    1. Nada, mas meu questionamento foi mais em relação ao benefício (ou não) dessa interligação de notas.