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O Spotify derrubou episódios do podcast dO Joio e o Trigo. E isso é grave mailchi.mp

Acho que a gente sempre deve fazer esforço para fugir dos “Jardins Murados” das bigtechs. Infelizmente, em alguns casos, é muito esforço, e a gente acaba ficando dentro.

Felizmente não é o caso de podcasts (ainda?). Podcasts são quase todos distribuídos por uma tecnologia aberta e livre, e são muito fáceis de serem ouvidos por agregadores melhores que o Spotify, que não sequestram o ecossistema como o Spotify tenta fazer.

Por isso, não ouçam podcast pelo Spotify

27 comentários

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  1. O que me prende ao Spotify ainda é a função de jogar na TV com a tela apagada. E no YouTube music os episódios chegam depois, mesmo eu tendo adicionado o feed dos podcast. Dito isso, a estética do Spotify me é meio estranha, passa um ar plástico dr shopping center e também parece ter uma cultura dos usuários bem particular.

  2. primeiro dizem que gastam “centenas de milhares de reais” pra produzir o podcast, depois dizem que “não temos qualquer lucro com nosso podcast.”
    ué… não escuto esse podcast, mas me parece que isso não é muito crível.
    eles trabalham de graça?
    segundo que dizem que 80% da audiência vem pelo spotify. portanto, ao usar voluntariamente os serviços do spotify, eles tem que respeitar as regras dessa bightech, dentre as quais a (simples) de respeitar direitos autorais.
    sei lá, me pareceu mimimi.
    podcast é uma das mídias mais livres que existe. posta o seu podcast num servidor próprio, arque com os custos de hospedagem/distribuição, faça sua propaganda pra atrair público, assuma o risco de processo por direitos autorais das músicas que vc usa sem licença.
    o cara quer só o lado bom do spotify. aí é fácil.

    1. primeiro dizem que gastam “centenas de milhares de reais” pra produzir o podcast, depois dizem que “não temos qualquer lucro com nosso podcast.”
      ué… não escuto esse podcast, mas me parece que isso não é muito crível.
      eles trabalham de graça?

      “Não lucrar” não significa que trabalhem de graça. Lucro é o que excede as despesas do negócio — incluindo os salários da galera.

    2. Eu não sei o caso por completo e entendo que se houve um problema de direito autoral, que antes alerte a pessoa ao invés de dar um strike direto, e expllique “olha, este trecho de música tá com o escritório tal”. Pronto.

      Pelo pouco que sei pois só leio vez ou outra a turma do Joio, eles meio que quase pagam para trabalhar, isso que eles são jornalistas investigativos voltados no consumo alimentar, que é uma área onde tem muito Relações Públicas, que procuram pagar para falar menos mal das empresas. Já vi uma conversa no bksy que produtor de conteúdo deste tipo meio que sempre está meio que pagando do bolso para ofertar seus trabalhos (o Orlando Calheiros tava falando sobre dias atrás, diga-se).

      O ideal mesmo é que se divulgue em outras plataformas. E sempre ter um backup dos trabalhos. Isso descentraliza um pouco e abrange mais audiência

    3. Eu acho que você tem um ponto: essa história de que usar trechos curtos e obras musicais para fins educativos não está prevista na lei brasileira de direitos autorais. Isso existe na lei dos EUA e muita gente faz essa confusão, achando que no Brasil é igual, mas é diferente. Como muitos manuais de TV e rádio são dos EUA espalhou-se essa informação por aqui, e muita gente acaba sendo formada com essa informação, mas ela é falsa.

    4. Não é como se fugir das big techs fosse tão fácil quanto hospedar o próprio conteúdo e pronto…

  3. Sei que cagar regra não é legal, mas quem ouve podcast pelo Spotify está errado, precisa melhorar seus hábitos.

        1. Tava usando o PocketCast, mas gostei da proposta do AntennaPod, vou dar uma conferida.

  4. Qual app para iOS (Youtube não vale) que tem suporte a vídeo nos podcasts igual o Spotify? É o único motivo pelo qual ainda o uso.

    1. “Vídeo em podcast” é uma invenção do YouTube e do Spotify, por isso só existe neles. O vídeo é enviado para o Spotify e para o YouTube; não tem como servi-los de um local “neutro” (do seu próprio servidor, por exemplo). No que quero dizer que, se podcast em vídeo é importante para você, não tem alternativa.

        1. Curioso que eu prefiro o contrário: vídeos que poderiam ser áudios… em áudio. Quando um entrevistado do Roda Viva me interessa, ouço pelo podcast 😁

      1. Ghedin, tô chegando meio atrasado aqui mas vale comentar: a especificação de feeds RSS para podcast prevê outros formatos além de áudio, desde os “primórdios”. Lembro de ter, por exemplo, vídeo e PDF desde o começo. Só não era comum o uso, pois a maioria dos dispositivos não suportavam vídeo (além de ser “pesados” pra época). Eu cheguei a assinar um podcast em vídeo – só para testar – era da rede do Digg (do Kevin Rose) e, se não me engano, foi em 2008/2009.

        1. Sério!? Curioso que o Apple Podcasts, que seria o “herdeiro espiritual” do iPod que dá nome ao podcast, não tem vídeo. (Acho?) Existe uma especificação oficial dos podcasts? Ou é só um RSS com uma mídia encapsulada mesmo?

  5. Concordo com tudo e uso o Pocket Casts há mais de 10 anos. Infelizmente, o Spotify foi um dos 2 fatores que popularizaram pra massas o que um podcast é.

    O outro fator foi os mesacast no YouTube. Fico em dúvida qual foi o principal mas antes desses, podcast era nicho do nicho.

    E fico revoltado quando um podcast que eu acompanho pelo feed RSS vira exclusivo do Spotify, deixei de ouvir vários. Só que hoje, um podcast novo só tem mais chances criar um público ou pelo YouTube ou pelo Spotify, e sinceramente espero que este segundo exploda

  6. falo isso pra todo mundo que tenho oportunidade: não ouçam podcast pelo spotify. o spotify pratica o contrário do que está por trás da ideia de podcast.

    1. Inclusive o melhor é abandonar o Spotify até mesmo pra música.