Vamos falar de livros? Pode ser uma boa trazer esse tópico aqui de vez em quando pra gente compartilhar, trocar e incentivar leituras. Vou deixar minhas últimas leituras nos comentários, pra ficar junto de todos.
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“Wabi Sabi” e “As Mulheres Primeiro”
“Agnotology – The Making and Unmaking of Ignorance”, editado por Robert N. Proctor e Londa Schiebinger. É uma coletânea de artigos / ensaios acerca da Agnotologia, termo voltado ao estudo sobre a promoção da ignorância. Os capítulos que abordam indústria tabagista, farmacêutica e mudanças climáticas são não só esclarecedores como atuais (o livro é de 2008), principalmente quando se trata do negacionismo. Como queria ter lido isso antes, é uma boa ferramenta para entender e identificar táticas que foram (e continuam sendo) utilizadas no contexto da Pandemia de Covid-19 e do Aquecimento Global, por exemplo.
“O oráculo da noite”, de Sidarta Ribeiro. Livro sobre sonhos, com muita fundamentação em artigos científicos. Trata não só dos sonhos em si, mas também de sua relação com aprendizado, memorização, hormônios, patologias, estados mentais etc. A linguagem é acessível, mas não deixa de ser bem técnica (mais ou menos no nível de um “O Gene Egoísta”, de Richard Dawkins).
“O sonho de ser um Engenheiro F.”, de Hailton Lira de Oliveira. Biografia de um conhecido que morou aqui próximo da minha rua, com quem convivi entre minha infância e pré-adolescência. Narra sua jornada nos estudos e as dificuldades até conseguir cursar uma faculdade, atingir êxito profissional e morar fora do país. Uma leitura bem simples, mas que traz uma riqueza de detalhes acerca do bairro e da cidade (Osasco – SP) nos anos 1990. Neste ponto, é para mim um registro histórico bem interessante, sobretudo por ter vivido naquela época e lugar, podendo ver as coisas sob outro ponto de vista e ter uma “sinestesia” ao ler a descrição precisa das coisas que existiam naquela época.
“A gramática para concursos públicos”, de Fernando Pestana. Bem… Talvez não caiba muito aqui. Mas é o que mais tenho me debruçado. Diante da dificuldade em acompanhar videoaulas de cursinhos, resolvi “voltar para a base” e, depois das tentativas frustradas com outras gramáticas, esta aqui uniu para mim:
– tópicos bem organizados e delimitados;
– estrutura de capítulos em “camadas”, que vão desde o conceito básico, passando por exemplos, observações, até dicas e casos mais complexos;
– Caderno de Questões com Gabarito;
– E o mais importante: Gabarito Comentado (este, disponível em PDF).
O professor é bem jovem, costuma fazer gracejos em alguns trechos, mas nem por isso deixa de lado seu rigor técnico. Diante de certas polêmicas e divergências, ele até mesmo recorre à ABL, colocando no livro a resposta obtida dos “irmortais”.
“¿Qué pasa, Argentina? – História, política, manias e paixões dos nossos hermanos”, da jornalista Janaína Figueiredo sobre nosso país vizinho. Estou lendo em um ritmo quebrado: leio uns dois capítulos, paro por umas semanas, retomo… Mas é legal, boa contextualização e bons “causos”.
Filhos da Esperança, que é bem diferente do filme.
Rios Invisíveis da Métropole mineira
Judas Rose, continuação não traduzida do Língua Nativa
a letra escarlate – nathaniel hawthorne
achando uma bosta, mas não consigo deixar livro pela metade, então vou terminá-lo para caçar o próximo hahahaha
Madona dos Páramos, do Ricardo Guilherme Dicke.
Um dos maiores escritores daqui de MT, seus livros são difíceis de achar e a Record acabou de lançar uma edição desse dai.
Olha só, sou de MT e não conhecia. Vou procurar a respeito. Obrigado!
Estou lendo “Os Inovadores”, de Walter Isaacson. Tinha comprado numa promoção na feirinha de livros do shopping e estava parado na estante de livros da minha sala, então peguei pra ler. É um recorte biográfico interessante das principais inovações (o algoritmo, o transístor, o mainframe, o videogame, o computador pessoal, etc.), é bom porque explica bem como o processo inovador, ao contrário do ideal liberal do gênio solitário, vem muito mais da cooperação entre organizações e entre indivíduos com diferentes capacitações. Só não é ideal porque faltava uma leitura mais sociológica dos EUA na composição do que viria a ser o Vale do Silício, mas é uma leitura interessante, de qualquer forma.
Estou lendo Crime e Castigo.
Está sendo uma experiência única porque estou fazendo uma leitura muito atenta e utilizando material de apoio de uma leitura dirigida, além de assistir as lives gravadas dela no Youtube, a leitura se torna outra, é muito rico, recomendo muito!
Também estou lendo o mangá One Piece, estou no capítulo 656 (Saga da Aliança Pirata). O último arco que li, os Homens Peixe, me deixou extremamente impactado com a mensagem sobre racismo e esperança. O pirata que estica é muito diferenciado kkkk
terminando Underground – O Atentado de Tóquio e a Mentalidade Japonesa. é a única obra não-ficcional do Murakami, publicado em 1997, dois anos depois do ataque com sarin no metrô de Tóquio. o livro é feito dos relatos de vítimas e membros do culto responsável pelo atentado, construídos a partir de entrevistas realizadas pelo próprio Murakami. confesso que escolhi porque estou mestrando um RPG que se passa no Japão em um contexto de trauma, e queria uma referência. acho que não tem edição em português.
Que interessante! Comecei a ler esse e me atraiu bastante. Está na minha lista de leitura. Essa edição é traduzida diretamente do japonês? Quem traduziu?
Quanto à exclusividade de essa obra ser a única não-ficcional de Murakami, não sou especialista, mas ele escreveu o ensaio não-ficcional e autobiográfico “Do que eu falo quando falo de corrida” e “Abandonar um gato” sobre a relação dele com o pai. Além disso, há uma conversa entre ele e o psicanalista junguiano Kawai Hayao que, se não me engano, foi televisionada e depois fizeram um livro a partir dela. Esse livro também está na minha lista de leitura, creio que seja bastante enriquecedor pois já li um livro do Kawai sobre a psiquê japonesa nas narrativas antigas e ele é demais.
Eu pesquiso literatura japonesa no meu mestrado, se quiser posso te indicar mais obras para o seu estudo sobre trauma e Japão.
hola, Kamira. estou lendo uma edição:
https://www.amazon.com.br/Underground-Tokyo-Attack-Japanese-Psyche/dp/0375725806/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=&sr=
sobre ser a única não-ficcional do Murakami, certamente você tem razão. acho que a minha informação é de orelha de livro, talvez fosse verdade lá em 1997. e sim, aceito toda sugestão sobre Japão e trauma. e como disse o leitor de Os sofrimentos do jovem Werther aqui nos comentários, não, não quero me matar, ahahahah…
Oiii ahhh indique livros da cultura japonesa :) No momento comecei a fazer japonês no duolingo e amando.
Li um do Murakami, Norwergian Wood e gostei bastante.
No momento estou lendo A Floresta Sombria, do Cixin Liu.
Estou terminando Northanger Abbey da Jane Austen. Comecei The turn of the Screw de Henry James. Ambos são clássicos da literatura gótica. Este da Jane Austen faz uma paródia do gênero e é bem engraçado como ela brinca com os esteriótipos dessa literatura.
Eu estou lendo dois livros no momento. E terminei de ler outro faz uma semana.
Li na semana passada o livro “On Confidence” da The School of Life, é um livro curto sobre a confiança de nós em nós mesmos. Como outros livros da The School of Life, ele é um livro leve e com linguagem bem atual. Eu gosto particularmente do capítulo que fala que somos todos tolos e que isso é bom, assim não precisamos nos levar tão a sério. Também que todos estamos no mesmo barco, dado o contexto social do mundo, de que não nos sentimos “bons o suficiente”. Foi uma leitura bem leve, o livro tem 93 páginas em formato pocket.
Os outros dois livros que estou lendo agora são:
a. The Staff Engineer’s Path, é um livro técnico que aborda os desafios da carreira de Staff Engineers. Ainda estou na primeira metade do livro, mas até agora estou gostando da leitura. Estou lendo ele em inglês, até agora o único comentário ruim sobre o livro é o formato da escrita. Por vezes sinto que estou lendo um conjunto de postagens longas e menos um livro, parece faltar corpo.
b. A gente mira no Amor mas acerta na Solidão, é um livro escrito pela psicanalista Ana Suy. Estou lendo ele por influência amigos. É um livro curto, tem 160 páginas, e a escrita da autora é bem coloquial. Estou gostando dessa forma de escrita e também do conteúdo. No livro a autora fala como no amor aos outros encontramos também solidão. Com certeza alguns dos capítulos do livro serão tema das minhas futuras sessões de terapia.
Gosto dos livros da School of Life e do Alain de Botton. Eles tornam o conhecimento filosófico mais palatável, sempre colocando na prática do dia a dia no mundo atual. Esse que você leu eu ainda não li, vou procurar.
O livro da Ana Suy eu li no ano passado. No início achei fraco, um pouco óbvio para quem já fez outras leituras de psicanálise. Depois relaxei (não fiquei esperando que fosse um livro que iria revolucionar alguma coisa, é importante isso) e comecei a gostar mais, tanto dessa forma coloquial que ela escreve como das analogias. Acho uma importante leitura para poder entender e ter um relacionamento hoje em dia. Depois desse eu li “O Desafio Poliamoroso”, da Brigitte Vassallo, esse sim é uma porrada de novidades. É uma certa evolução desse da Ana Suy. Vale procurar se te interessar.
Terminei o livro, A gente mira no Amor e acerta na Solidão, e concordo contigo @Gariel. Achei o livro uma porta de entrada para o assunto mas também para entender melhor, ou ao menos desejar entender melhor, os diferentes tópicos dentro da psicanálise. Foi uma leitura bem fácil de ser feita, foi bem gostoso de ler. O assunto é bem interessante.
Vou adicionar o livro que você sugeriu na minha lista de leituras, outro deste mesmo tópico que está na minha de leitura é o “Polysecure: Attachment, Trauma and Consensual Nonmonogamy” da Jessica Fern. O assunto do livro é como podemos aplicar elementos de “attachment theory” em relações não-monogamicas. As pessoas as quais eu conversei sobre o livro trouxeram feedbacks positivos para ele. Talvez seja um livro que você possa se interessar.
Sobre os livros da School of Life, eu gosto por eles fazerem exatamente isso que tu falou. Eu gosto desse tópico mas ainda não o suficiente para uma leitura mais profunda, pesada. Então ler estes livros ajuda a introduzir alguns conceitos e assuntos que geralmente não teria acesso em outras leituras.
Terminei de ler dois livros:
Agora comecei Isto é marketing, do Seth Godin. Como alguém que desgosta de marketing e publicidade, mas depende disso em certa medida, espero tirar alguns insights. (Leio o blog do Seth e gosto bastante.)
Ultimamente só livros técnicos como: Criamdo microsserviços de Sam Newman.
Estou lendo “Porque o budismo funciona”, do Robert Wright.
Atualmente lendo:
O cálice e a espada – nossa história, nosso futuro, de Riane Eisler, traduzido pela Tônia Van Acker e publicado pela Palas Athena. Ele é de 1987, mas continua sendo editado. Nessa obra, Eisler foca em demonstrar como agrupamentos humanos antigos (Creta) que valorizavam a cooperaçao e o cuidado se organizavam. A partir disso, ela discorre sobre as estruturas do que ela chama de Sociedade de Dominaçao e Sociedade de Cooperaçao e dos possíveis futuros que a humanidade pode co-construir dentro desses paradigmas. É uma leitura fluída, embora tenha embasamento acadêmico.
A Riane tem outras obras também em que ela fala como a cultura da Sociedade de Dominaçao fica introjetada em nós. Em Nurturing our Humanity ela discorre longamente sobre a maneira com a qual nos relacionamos sexualmente. Ler essa passagem foi desconfortável, mas acho q é um incômodo necessário.
Resumindo, diria que o feminismo da Riane é menos focado em criticar o patriarcado e mais orientado a observar os resultados que o patriarcado produz em contraposiçao aos que uma sociedade que adota medidas de cuidado e valorizaçao da vida produz.
Sound and the Ancient Senses – coleçao de ensaios de diversos autores sobre os sons dos antigos, principalmente os gregos antigos. Por ex.: Que tipo de sons os humanos faziam quando estavam de luto? Na verdade, nao estou lendo direito, o que faço é dar uma olhada antes de dormir, mas qualquer passagem desperta a imaginaçao e ajuda a desligar dessa realidade, me levando para rituais gregos… Editado por Shane Butler e Sarah Nooter.
Comunicaçao em prosa moderna do Othon Garcia – um livro que é uma delícia para quem gosta de ler, escrever e pensar.
Niimi Nankichi Shishû – seleçao de poemas de Niimi Nankichi, um escritor japonês. Ele falava sobre natureza, com ênfase nas estaçoes do ano, como a maioria dos poetas japoneses antigos fazia, porém sob a perspectiva de um jovem de classe pobre camponesa cujo futuro está mais nas maos do Estado do que nas suas, dando um tom sombrio aos versos.
Como nota final, gostaria de convidar as pessoas que estao aqui que refletissem sobre quem traduziu essas obras que estao lendo. Será que essas tradutoras estao tendo o seu trabalho reconhecido? Essa é uma das buscas da tradutora Rita Kohl, que traduziu obras de Haruki Murakami (e outras autoras japonesas) do japonês e ganhou um prêmio Jabuti com uma delas. Gostaria de sugerir a visita ao perfil no Instagram que ela criou para abordar esse problema: https://www.instagram.com/quemtraduziu/
E, agora sim terminando, uma entrevista com a Rita em que ela fala sobre as dificuldades de traduzir Murakami e outros desafios do ofício: https://www.itaucultural.org.br/secoes/series/quem-traduziu–rita-kohl-e-a-literatura-japonesa-no-brasil
Relendo “12 regras para a vida”, do Jordan Peterson. Recomendadíssimo!
Estou lendo Filhos de Duna, o segundo livro da série Duna. Está difícil de terminar, não conseguiu me prender, não.
Consegui chegar no Livro 6. Estou no Hereges de Duna, o último do Herbert pai. Minha impressão: os livros vêm sempre muito leeeennntos… difíceis de seguir, complexos, maçantes até. Aí de uma hora pra outra ele acelera o ritmo de uma forma alucinante e “não conseguir ler”, o livro passa pra “não conseguir parar”.
Estou lendo ‘Dune World’, de Frank Herbert. Essa versão foi publicada em formato serializado com ilustrações na revista Analog em 1963, antes de ser editado e lançado do que jeito que conhecemos. Na versão serializada, a sequência é composta pelos livros: Dune World, The Prophet of Dune, Dune Messiah, Children of Dune.
Além disso, estou relendo ‘The Little Prince’, de Antoine de Saint-Exupéry. Tenho o hábito de ler mais de um livro simultaneamente, de preferência de gêneros diferentes. Assim alterno quando sinto um certo cansaço em relação a um livro ou gênero.
Uma temporada de facões – Jean Hatzfeld
Traz relatos do ponto de vista dos assassinos no genocídio em Ruanda. É bizarro a normalização das atrocidades, um dos assassinatos relata que queria saber como funcionava um fuzil. Pegou duas crianças, ficou uns 20m distante e atirou. Simples assim, como se fosse apenas uma curiosidade sendo sanada.
Kafka (todos os contos que encontrei, atualmente estou no essencial Kafka da pinguim)
Futebol a esquerda (faltando 3 capítulos e não consigo terminar)
Redes de computadores do SENAI
Estou “lendo” dois:
– Labirinto da Morte, do Philip Dick. Interessante, mas ainda não peguei o ritmo. É o primeiro do Dick que leio.
– Enigma do Principe, da JK. Não me orgulho, admito. Mas preciso desesperadamente de um livro fácil para retomar o hábito de leitura e para me desligar da realidade. Esse estou ouvindo pelo Audible.
Uai, gente, qual o problema de ler esse livro?
Eu, pessoalmente, discordo bastante dos posicionamentos da JK sobre pessoas trans. Daí vem o desconforto de ler (ou melhor, ouvir) algo escrito por ela.
Se vc pirateou o audiobook, então tá tudo bem.
Eu também discordo (bastante), mas a renda dos livros dela vai pra organizações de apoio à educação e saúde de mulheres. Melhor que ler Tolstói, Flaubert ou Céline (que além de misógino era antissemita), tão consagrados e respeitados e fdp na vida. Agatha Christie era racista como só um britânico sabia ser. Lovercraft não só era racista como eugenista. São tantos. JK Rowling é radfem, mas pelo menos ela não não se atém ao ódio: ela FAZ alguma coisa pelo feminismo (inclusive suscitar discussão dentro dele).
“O Manifesto Hacker”, da Wark.
“O Despertar de Tudo”, de Groeber e Wengrow (título ruim, livro bom).
“Guattari/Kogawa: Rádio Livre. Autonomia. Japão”, do Guattari e do Kogawa.
Diário de Anne Frank.
– Os Supridores (José Falero): história de dois caras que trabalham em um supermercado em Porto Alegre e viram traficantes de maconha.
Terminados esse ano/final do ano passado:
– Um Manifesto Hacker (Mckenzie Wark): uma reformulação do pensamento marxista levando em conta a luta de classes pós-internet.
– Neoliberalismo como gestão do sofrimento psiquíco (Vários): ensaios/artigos sobre o neoliberalismo e a intersecção deste com o adoecimento mental da sociedade.
– A Cultura é livre (Leonardo Foletto): o subtítulo do livro é “uma história da resistência antripropriedade” e basicamente resume o assunto.
Uma menção honrosa para o livro “Dois mortos e a morte” do Tanto Tupiassu. Uma série de pequnos contos de terror ambientados no Pará, muito bons.
Pela segunda vez, o livro Sociedade do Cansaço do Byung-Chul Han.
Não é fácil de ler como um romance, exige atenção. Mas isso não torna a leitura chata, foram muitas as reflexões que eu tive que fazer parando de ler pra olhar pro horizonte por alguns segundos. Livro foda.
A Singularidade Está Próxima, Ray Kurzweil
Comprei esse pro Kindle mas ainda não li. Boa lembrança. Acho que o Ghedin que indicou em algum momento por aqui. Você está curtindo?
Tá de graça pro Kindle faz algumas semanas. Eu conheci o autor sem querer, nessas andanças de threads no Twitter.
Li cerca de 20% do livro. Difícil opinar ainda, porque ele tem uma visão muito otimista do futuro né?! Que as máquinas vão resolver todos os nossos problemas porque serão o próximo passo na evolução da espécie. Mas olho pro nosso mundo hoje, e não consigo ver isso acontecendo de forma pacífica.
Esse eu não li. Deve ter sido outro leitor que indicou. Esse papo de singularidade é meio esquisito e… sei lá, do que já li do Ray Kurzweil, acho que nossas ideias não devem bater. (Talvez seja um bom motivo para lê-lo, né?)
Eita, minha memória errou feio então! Perdão.
Essa visão otimista de que “as máquinas vão resolver todos os nossos problemas”… sei não, hein.
Eu leio várias coisas ao mesmo tempo e sem uma ordem definida, até já comentei sobre isso em algum ponto aqui do Órbita, ou seria no grupo do Telegram? Enfim, no momento essa é minha lista de leitura:
– A máquina do Caos (Max Fisher) – Livro físico
– Realismo capitalista (Max Fisher) – Kindle
– Comunismo de luxo totalmente automatizado (Aaron Bastani) – Livro físico
– Duna – livro 1 (Frank Herbert) – Livro físico
– Neuromancer (William Gibson) – Livro físico
– Leonardo da Vinci (Walter Isaacson) – Kindle
Só livrão. Não li nenhum desses mas já quis ler todos, especialmente os dois primeiros e o último.
Comecei semana passada a leitura de todas as obras ditadas por André Luiz à Chico Xavier, Coleção A Vida no Mundo Espirital. No total são 13 obras. Reli Nosso Lar e estou terminando Os Mensageiros. Sempre me interessei pelo assunto e confesso que tem sido um momento mais do que prazeroso. São ensinamentos para a vida. Recomendo.
Os últimos livros que li recentemente foram:
Crash – J.G. Ballard – uma viagem bem desconfortável sobre o culto à tecnologia e como ela molda nossos comportamentos e até fetiches
Ioga – Emmanuel Carrère- não-ficção bastante envolvente sobre bipolaridade
Cabeça de Santo – Socorro Ascioli – realismo mágico brasileiro muito bom
E atualmente estou lendo o primeiro livro da tetralogia napolita da Elena Ferrante e gostando muito.
Tenho o “Crash” aqui na lista para ler. Vou ver se consigo pegar esse ano.
“Ioga” eu li e curti. Tem um momento que achei um pouco mais chato, mas depois voltou a me agradar. Gosto muito do Emmanuel Carrere. “Cabeça do Santo” é muito maneiro. E poxa, Elena Ferrante não li. Acho que o hype me afastou o interesse, mas é preconceito meu. Aposto que é bom.
Cara é bom sim, eu não sei se o hype é justificado porque ainda nem terminei o primeiro livro, mas ele me pegou bastante, especialmente por ter uma coisa com sentimentos que a gente não conta pra ninguém mas que são meio universais.
Comecei a ler pq minha mulher e uma amigona sempre falam desse livro com muita paixão.
Eu também li a tetralogia da Elena Ferrante e gostei. A forma como os sentimentos são abordados é algo com o qual dá pra gente se identificar. Agora estou pensando em ler o último livro que ela lançou.
No momento “O design do dia a dia” e “Life in Code – A personal history of technology”.
Estou lendo no momento dois livros:
Andróides Sonham Com Ovelhas Elétricas?: Edição especial de 50 anos por Philip.
Mihail por Eduardo Baka.
A coragem de não agradar de Ichiro Kishimi e Fumitake Koga.
Estou lendo ‘O Caldeirão Azul’ do Marcelo Gleiser, e ‘Tudo é Rio’ da Carla Madeira.
(Sou daqueles que lê mais de um livro ao mesmo tempo)
Estou lendo a coleção completa da revista Bizz (já li todas as edições entre 1985 e 1991), mas vou dar uma interrompida pra ler a biografia do Nelson Ned.
Terminei recentemente “Tudo é rio”. Comecei “O avesso da pele” e estou quase terminando também.
Ambos excelentes, recomendo muitíssimo.
“A Fronteira: uma viagem em torno da Rússia” de Erika Fatland
1q84… Ainda sem muito sentido a história, mas dizem que é muito bom
Muito bom. Depois da trilogia peguei gosto pelo estilo do Murakami
Eu terminei Norwegian Woods semana passada e peguei esse pra ler na sequência. Ainda bem no começo, mas estou gostando.
Murakami fan base! Preciso conhecer mais. Li o livro da corrida e os contos do “Homens sem mulheres”. Tem gente que diz que é bom começar pelo “Norwegian Woods”, outros que deve o “Kafka à beira mar”.
Opa – vamos por favor limitar aqui iniciando por min em apenas scifi? (viva, tudo abaixo do meu comentário!!)
Fica mais fácil de procurar depois e filtrar apenas o que me interessa, que ficar vendo um monte de sugestão que são se aplica ao gênero que desejo (desejamos) ler.
Atualmente:
* Terminei o Devoradores de estrelas – por Andy Weir
Esse livro é filmável infelizmente, e é muito, muito bom. Melhor que o de Perdido em Marte eu achei. Um tipo de virus ou bacteria está atacando o nosso sol e em algumas decadas ele vai enfraquecer ao ponto de acabar a nossa vida. Nisso segue uma ação global fodástica para enteder e resolver. E,.. spoiler spoiler, sei lá, leia. Entre nele sem saber mais que isso acima e leia.
* parti então para o This Is How You Lose the Time War – acho que inédito em pt.br. E meio fraco, to na metade e apenas interessado pela metade….
edit: esse livro é INFILMÁVEL infelizmente
Devoradores de Estrelas é realmente incrível, Andy Weir conseguiu entregar um baita livro. Pareço crossfiteiro quando encontro alguém que gosta de ler ficção científica, falo do livro até a pessoa prometer que vai comprar hahaha
Já coloquei na lista “Devoradores de Estrelas” pela empolgação de vocês.
Oi Andre!
Saiu a tradução desse livro em pt-BR sim, se chama “É assim que se perde a guerra do tempo” – Editora Suma.
Eu gostei, achei a história de amor bem bonita e curti o formato (acho que foi o primeiro romance epistolar que já li). É um sci-fi bem diferente do que o Andy Weir faz por exemplo, por ser mais focado na relação das personagens do que na ficção científica em si, mas me agradou muito.
Ficção – “The Big Book of Science Fiction”, compilado por Jeff e Ann Vandermeer. Coletânea inclusiva e diversa de contos de scifi de todos os tempos e lugares.
Não ficção – “O decênio decisivo” – Luiz Marques. Sobre os 10 anos (agora 6) que a humanidade tem para reverter a direção de colapso planetário.
Está gostando d’“O decênio decisivo”? Caso interesse e se ainda não tiver visto, o autor esteve na Feira do Livro da revista Quatro Cinco Um ano passado, a entrevista está no Youtube.
Não é leitura fácil, assim como o anterior dele “Capitalismo e Colapso Ambiental”. A quantidade de tabelas, gráficos e citações de pesquisas científicas intimidam. Mas o rigor e precisão impressionam. Apesar de não ser um livro acadêmico, acaba sendo um pouco. Resumindo, a leitura não é prazerosa tanto pela forma quanto pelo conteúdo aterrorizante. Mas, para mim, saber dessas coisas é extremamente importante. Então a transformação que causa, compensa.
Sim, eu tinha visto essa entrevista.
Legal, obrigado por compartilhar. Além de me interessar, trabalho com o tema, já li outros dessa série da mesma editora, então imagino que vá me ajudar, acho que vou atrás. Não sabia desse anterior dele, vou dar uma olhada.
Falha minha nunca ter lido nada do Jeff VanderMeer. Preciso ler. Preciso ler. O certo é começar pelo “Aniquilação”, né?
Cara, Vandermeer é meu autor de scifi preferido. “Aniquilação” é o primeiro da trilogia Comando Sul. Então, nesse caso, sim: essa é a entrada. Ele tem outra trilogia ótima, que começa com “Borne”. Pegada mais de coração. Há também um thriller ecológico/psicológico fantástico: “Hummingbird Salamander”.
Escrevi sobre o autor em meu blog: https://sol2070.in/2023/03/A-natureza-alien%C3%ADgena-de-Jeff-Vandermeer
A propósito, eu peguei seu livro “Pessoas Extraordinárias” e já li o conto título. Gostei. Parabéns!
Fica a recomendação aqui também: “Pessoas Extraordinárias”, do Gabriel Pardal. → https://gabrielpardal.com/pessoas-extraordinarias Opção de download gratuito.
Sua descrição “pegada mais de coração” para Borne me deixou intrigado. Fui ler a sinopse e adorei. Hum, pode ser um bom começo.
Já tinha lido seu texto no seu blog! (adoro o blog, inclusive. tá no meu feedly). Esse mundo que ele criou me lembra da obra de Lovecraft. Só que ao invés de terror, é ficção científica.
Fico feliz que tenha lido o “Pessoas Extraordinárias” e curtido :). É outra coisa, você sabe, não é sci-fi. Se gostou desta história, então provável que curta as outras também – é o feedback que tenho tido.
Legal, vou ler sim, claro. O Vandermeer também tem um livro sensacional sobre como escrever ficção especulativa: https://wonderbooknow.com/
Eu li recentemente – a rosa mais vermelha desabrocha, uma HQ muito boa que fala sobre amor e relações no tempo que vivemos (insira tecnologia e capitalismo), foi uma leitura bem gostosa e é duro se ver em alguns momentos de crítica da escritora.
Quero ler esse. Muitos amigues leram e falam bastante. Li outros sobre o mesmo tema, como “Tudo sobre o amor” da bell hooks, “A gente mira no amor e acerta na solidão” da Ana Suy, “Novas forma de amar” da Regina Navarro Lins.
Aqui 👇
Ficção: acabei de ler “Poeta Chileno”, do Alejandro Zambra, e achei sensacional. Já tinha lido os outros livros dele publicados por aqui e gostei de todos. Literatura latino americana tem uma pegada, um fluxo, um cenário que gosto muito. O estilo do Zambra é o famoso “menos é mais”, ele deixa o ouro do ouro. “Poeta Chileno” é seu livro mais extenso e mesmo assim cada parágrafo parece indispensável. Foi uma leitura que deixou saudades dos personagens e da vida ali contida.
Não ficção: meu último livro lido foi “O Desafio Poliamoroso” da Brigitte Vassallo. O título pode afastar uma galera, mas o conteúdo vai além das ideias preconcebidas sobre poliamor, não-monogamia, etc. Aqui ela não está falando apenas sobre ter múltiplos relacionamentos conjugais, mas principalmente como ampliar a rede de afetos e não ficar preso a ideia de exclusividade, hierarquia e posse. Ela explica como a monogamia é fruto da estrutura capitalista. É uma leitura bem “mindblowing” (desculpa o termo em inglês), e ideal para ser feita a dois, a três, a muitos.
Li poeta chileno no final do ano passado e se tornou automaticamente um dos meus livros favoritos. Acho impressionante como o Zambra consegue falar tanto sobre sentimentos sem ser sentimentalista. Recomendo pra todo mundo que converso.
“Poeta Chileno” é demais, né? Já leu os outros dele? “Bonsai” segue um universo parecido. E agora estou lendo “Literatura Infantil” que é seu último livro, de contos, mas está em espanhol pois não tem tradução.
Li sim! Ganhei de aniversário de uma amiga uma edição que tem “Bonsai” e “A vida secreta das árvores” (acho que é esse o nome, consigo ver o livro da minha mesa mas estou sem óculos kkkkk) e de cara já adorei. Essa mesma amiga me deu o “Poeta Chileno” no ano seguinte e tudo de bom que tem na escrita do Zambra nos livros citados no começo do comentário é ainda melhor.