Aplicativos que se tornaram utilidade pública: o que falta para termos opções nacionais e até públicas? Isso vale não apenas para Uber e similares, mas para WhatsApp também. Estamos à beira de uma 3ª guerra mundial absurdamente dependentes e controlados por big trecos estadunidenses (o império chantagista). Estamos atrasados.
UsE o táxi. Não tem erro. Não tem preço dinâmico. Com o app taxirio é muito melhor.
Aqui no Rio eu tenho voltado a andar de Taxi quando necessário, usando o Taxi.Rio.
Outro dia fui levar a Bebê para tomar vacina no posto de saúde, que fica a uns 3km de casa. Abri o uber e a corrida estava 20 reais. Peguei um taxi normal na rua bandeira 2 (dezembro) e deu 14 reais.
Contra preço dinâmico, vamos de preço tabelado.
Não sei em outros países, mas o estado brasileiro é fraco e sem vontade, porque o certo é abrir esses algoritmo para auditoria.
Não só do uber, todos tem que ter o código auditado.
Bah, está ruim em todos os países, talvez menos na Europa. Essas empresas são que nem a Cia das índias ocidentais: poderosas e se medo de mostrar sua influência. No Brasil só estamos indo na inércia do resto. E pode crer que se impusesse esse tipo de restrição que o governo norteamericano não pensaria duas vezes em carcar sua influência em nós.
“O que se deve fazer para pagar menos no Uber?” – Usar transporte público.
Pior que tenho usado ultimamente o 99 para várias coisas porque o transporte público local não é dos melhores. Não é eficiente e não tem linhas para os caminhos onde preciso ir, fora que a cidade é em morros, ou seja, para certos lugares, é subir e descer ladeiras.
O Uber / 99 nasce do erro político da manutenção dos taxistas do jeito que fora por quase um século: pessoas “tomam posse” do direito de ofertar o serviço. Da “máfia dos táxistas”, hoje temos “a máfia das big techs”. E governos ainda não aprenderam a lidar com isso, ou empurram demais com a barriga. Isso falando do ocidente e o seu “livre (cof cof) mercado”.
Tentou-se criar aplicativos alternativos, muitas vezes “versões locais”, mas não foram aceitas pela população. Cabe um ponto que tenho pensado ultimamente: há coisas que não tem como, vai se gerar um “monopólio” se não se ater. E isso geralmente é com coisas bem padronizadas como oferta de transporte público e saúde por exemplo. Não a toa se pede sempre que governos tomem as rédeas e façam regras e ofertas sobre.
A oferta de pilotos e compradores poderia ser um conjunto compartilhado operado por diversas empresas que participem do mesmo sistema (veja sistemas de email, celular, banco, etc). Isso fomentaria a concorrência e o livre mercado. No momento vivemos realmente um monopólio/duopolio
Segue a lógica.
Aqui estamos falando de o que chamaríamos de “serviço essencial”, ou seja, algo que todos precisam e geralmente é forneido apenas por quem pode trabalhar com isso. Táxis a priore eram algo nisso, mas virou uma máfia.
Essa ideia de “concorrência” sempre é a velha desculpa para permitir que pessoas compitam entre si e prejudiquem os outros sem calcular prejuízo geral. Apenas quem ganha com “concorrência” é quem detem força econômica e política para se manter.
No caso dos apps de transporte, a ideia original de tais era fazer algo que não existia de forma eficiente: a interação entre prestador de serviço e cliente. Táxis sempre foram chatos para isso e ônibus urbano em países como o Brasil não trabalham por chamada de demanda, mas sim com tabela de horários.
De fato, essa interação facilitou e (re)criou este mercado não só no transporte mas no conceito de “app como serviço”, criando variantes para pedir serviços ou produtos. O que no Japão vemos muito como as “Vending Machines”, onde põe a moeda, escolhe o produto e retira, finalmente vira algo palpavel para o mundo inteiro.
No caso do transporte público, concorrências muitas vezes são prejudiciais. No Brasil, se usa muito o argumento que “precisa de concorrência” como se era por duas empresas para fazer uma rota, e ignora-se que em algum momento ambas podem falhar . Transporte público é “previsibilidade”, o que ajuda na “agilidade”. Esta última é o inverso em serviços tipo táxi, enquanto que neste caso você precisa de uma viagem solitária, mas que chegue rápido ao destino (teoricamente).
Então não, essa de “concorrência” não cola. Os apps de solicitação de serviço hoje dominam o mercado e o ideal era que governos ou mesmo os próprios prestadores tentassem algo próprio. Há relatos que em alguns lugares tem disso, mas são formas locais e depende muito justamente de como a comunidade local – seja uma vila, cidade ou região – tem uma dinâmica política e social que permitiiu isso. E mesmo isso não é “concorrência”, pois de qualquer forma é uma tentativa de ter o controle próprio de um mercado de serviço para que outros não lucrem demais com o trabalho árduo alheio.
E entendo que no caso os apps tentam “universalizar” a gestão de acesso a serviços, só que é aquela coisa: “tem que combinar com todo mundo”. Só ter o controle e não ser transparente, além de não ser padronizado (precificação dinâmica é meio que o “tigrinho” disso) só vai a cada dia afastando as pessoas, apenas quem tem condições e não liga tanto para o “modo bolsa de valores” para usar o transporte faz isso (geralmente os amantes de cripto que adoram ver o quanto perdem por hora…)
aqui na minha cidade, transporte público é inviável. você passa 40 minutos na parada de ônibus esperando uma linha, não aceita pix nem cartão de crédito, tem que andar com dinheiro ou ter que perder uma manhã ou tarde na secretaria de transportes para adquirir um cartão de recarga, fora isso, diminuíram e muito o número de linhas e o trajeto que elas faziam, é uma safadeza muito grande com a população que depende do transporte público no dia a dia. felizmente eu posso me dar ao luxo de me deslocar de Uber, mas meu sonho era um transporte público de qualidade.
Aplicativos que se tornaram utilidade pública: o que falta para termos opções nacionais e até públicas? Isso vale não apenas para Uber e similares, mas para WhatsApp também. Estamos à beira de uma 3ª guerra mundial absurdamente dependentes e controlados por big trecos estadunidenses (o império chantagista). Estamos atrasados.
UsE o táxi. Não tem erro. Não tem preço dinâmico. Com o app taxirio é muito melhor.
Aqui no Rio eu tenho voltado a andar de Taxi quando necessário, usando o Taxi.Rio.
Outro dia fui levar a Bebê para tomar vacina no posto de saúde, que fica a uns 3km de casa. Abri o uber e a corrida estava 20 reais. Peguei um taxi normal na rua bandeira 2 (dezembro) e deu 14 reais.
Contra preço dinâmico, vamos de preço tabelado.
Não sei em outros países, mas o estado brasileiro é fraco e sem vontade, porque o certo é abrir esses algoritmo para auditoria.
Não só do uber, todos tem que ter o código auditado.
Bah, está ruim em todos os países, talvez menos na Europa. Essas empresas são que nem a Cia das índias ocidentais: poderosas e se medo de mostrar sua influência. No Brasil só estamos indo na inércia do resto. E pode crer que se impusesse esse tipo de restrição que o governo norteamericano não pensaria duas vezes em carcar sua influência em nós.
“O que se deve fazer para pagar menos no Uber?” – Usar transporte público.
Pior que tenho usado ultimamente o 99 para várias coisas porque o transporte público local não é dos melhores. Não é eficiente e não tem linhas para os caminhos onde preciso ir, fora que a cidade é em morros, ou seja, para certos lugares, é subir e descer ladeiras.
O Uber / 99 nasce do erro político da manutenção dos taxistas do jeito que fora por quase um século: pessoas “tomam posse” do direito de ofertar o serviço. Da “máfia dos táxistas”, hoje temos “a máfia das big techs”. E governos ainda não aprenderam a lidar com isso, ou empurram demais com a barriga. Isso falando do ocidente e o seu “livre (cof cof) mercado”.
Tentou-se criar aplicativos alternativos, muitas vezes “versões locais”, mas não foram aceitas pela população. Cabe um ponto que tenho pensado ultimamente: há coisas que não tem como, vai se gerar um “monopólio” se não se ater. E isso geralmente é com coisas bem padronizadas como oferta de transporte público e saúde por exemplo. Não a toa se pede sempre que governos tomem as rédeas e façam regras e ofertas sobre.
A oferta de pilotos e compradores poderia ser um conjunto compartilhado operado por diversas empresas que participem do mesmo sistema (veja sistemas de email, celular, banco, etc). Isso fomentaria a concorrência e o livre mercado. No momento vivemos realmente um monopólio/duopolio
Segue a lógica.
Aqui estamos falando de o que chamaríamos de “serviço essencial”, ou seja, algo que todos precisam e geralmente é forneido apenas por quem pode trabalhar com isso. Táxis a priore eram algo nisso, mas virou uma máfia.
Essa ideia de “concorrência” sempre é a velha desculpa para permitir que pessoas compitam entre si e prejudiquem os outros sem calcular prejuízo geral. Apenas quem ganha com “concorrência” é quem detem força econômica e política para se manter.
No caso dos apps de transporte, a ideia original de tais era fazer algo que não existia de forma eficiente: a interação entre prestador de serviço e cliente. Táxis sempre foram chatos para isso e ônibus urbano em países como o Brasil não trabalham por chamada de demanda, mas sim com tabela de horários.
De fato, essa interação facilitou e (re)criou este mercado não só no transporte mas no conceito de “app como serviço”, criando variantes para pedir serviços ou produtos. O que no Japão vemos muito como as “Vending Machines”, onde põe a moeda, escolhe o produto e retira, finalmente vira algo palpavel para o mundo inteiro.
No caso do transporte público, concorrências muitas vezes são prejudiciais. No Brasil, se usa muito o argumento que “precisa de concorrência” como se era por duas empresas para fazer uma rota, e ignora-se que em algum momento ambas podem falhar . Transporte público é “previsibilidade”, o que ajuda na “agilidade”. Esta última é o inverso em serviços tipo táxi, enquanto que neste caso você precisa de uma viagem solitária, mas que chegue rápido ao destino (teoricamente).
Então não, essa de “concorrência” não cola. Os apps de solicitação de serviço hoje dominam o mercado e o ideal era que governos ou mesmo os próprios prestadores tentassem algo próprio. Há relatos que em alguns lugares tem disso, mas são formas locais e depende muito justamente de como a comunidade local – seja uma vila, cidade ou região – tem uma dinâmica política e social que permitiiu isso. E mesmo isso não é “concorrência”, pois de qualquer forma é uma tentativa de ter o controle próprio de um mercado de serviço para que outros não lucrem demais com o trabalho árduo alheio.
E entendo que no caso os apps tentam “universalizar” a gestão de acesso a serviços, só que é aquela coisa: “tem que combinar com todo mundo”. Só ter o controle e não ser transparente, além de não ser padronizado (precificação dinâmica é meio que o “tigrinho” disso) só vai a cada dia afastando as pessoas, apenas quem tem condições e não liga tanto para o “modo bolsa de valores” para usar o transporte faz isso (geralmente os amantes de cripto que adoram ver o quanto perdem por hora…)
aqui na minha cidade, transporte público é inviável. você passa 40 minutos na parada de ônibus esperando uma linha, não aceita pix nem cartão de crédito, tem que andar com dinheiro ou ter que perder uma manhã ou tarde na secretaria de transportes para adquirir um cartão de recarga, fora isso, diminuíram e muito o número de linhas e o trajeto que elas faziam, é uma safadeza muito grande com a população que depende do transporte público no dia a dia. felizmente eu posso me dar ao luxo de me deslocar de Uber, mas meu sonho era um transporte público de qualidade.