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O genial Machado (quem lembra?)

Este post quer puxar pela memória dos talvez poucos anciãos do grupo como eu ou pela curiosidade arqueológica da maioria mais jovem que certamente não pegou o momento em que a ditadura tornou obrigatória a exibição antes dos longa-metragens de curta-metragens nacionais.

Claro que logo isso virou uma picaretagem caça-niqueis. Mas houve um sujeito que elevou a picaretagem à condição de cult: um sujeito chamado Machado. O meu problema é que não consigo lembrar o primeiro nome.

Sua obra-prima chama-se “Lagoa Rodrigo de Freitas” ou algo assim. O curta se resumia no seguinte: digamos que a metragem mínima exigida para um curta fosse de 15 minutos. Durante quase a metade desse tempo, a câmera, montada um tripé na calcada à beira da lagoa, permanecia imóvel, apontada para uma direção.
Próximo do fim da primeira metade, a câmera fazia um lentíssimo movimento (um, dois minutos?) e era apontada na direção oposta e permanecia imóvel até o fim, quando então entravam os créditos – o ponto alto do curta: durante um, dois minutos os créditos iam passando lentamente e todas as rubricas eram assinadas pelo Machado (a exceção talvez de uma ou duas que eram assinadas por outros Machados – seus filhos talvez).

Se a memória não me fala, não havia trilha, só o som ambiente.

Pois, é, quem seria capaz de lembrar ou recuperar o nome completo desse gênio?

2 comentários

2 comentários

  1. Creio que você vai achar essa resposta mais fácil em comunidades de filmes ou redes mais abertas como blusky. Porque apesar da descrição, provavelmente ou pode não estar catalogado ou dado como descrito, é um “caça níquel” para aproveitar verbas. Tem a galera cinéfila por aqui, mas aí vamos ver se eles tem a resposta.

    É meio que você também descrever uma “proteção de tela” ou “vídeo de espera”. No final não é propaganda em si, mas soa como vídeo de espera pré-filme mesmo. Se bobear, é “lost media”.

    Em tempos: joguei no duck duck go e o que mais aparece é um filme de 2005 parece.

    1. Falei com uma amiga que trabalha com cinema e ela disse que pode ser um Roberto Machado que tinha uma locadora de equipamentos na rua Bambina, em Botafogo, em cima de uma carvoaria. Como a verba dos curtas obrigatórios saía dos exibidores, eles bancavam esses curtas com a finalidade de gastar menos e irritar o público a fim de desgastar a lei.
      O problema é que Roberto Machado é também um professor de filosofia que trabalha com Nietzsche, Delleuze, Foucault, então só dá ela nas buscas. Há tb um Roberto Machado Jr., cineasta e dono de produtora.
      Minha amiga ficou de dar um assuntada na área – provavelmente quem é das antigas vai lembrar.
      Assim que eu souber algo mais consistente posto aqui.