Cá com meus botões, fico pensando como esse problema do fim da web aberta e dos impactos ambientais da IA é tão contratado que chega a ser um tanto sem sentido.
Acho que isso fica claro com essa nova “guerra de navegadores”, que vem com a ideia de uma web navegada por meio de prompts, em uma rede energeticamente muito ineficaz. Já pensou em converter o gasto energético de um clique em um link com o de um prompt? E a IA ainda é humana, ela rende a conversa, nós somos induzidos a dizermos: “Obrigado, Chat!”.
Me parece que uso da IA de forma tão indiscriminada, substituindo a navegação convencional ou sendo seu copiloto persistente, leva a implicações ambientais bastante complicadas.
Enquanto isso, os novos navegadores parecem se esforçar para acostumar as pessoas com um jeito de navegar que justifique a existência de um serviço que ninguém pediu, e que até agora serve para resolver um problema que não se sabe muito bem qual.
Fazendo as contas, estamos (estão) destruindo a web aberta e sustentável em prol de uma web mais centralizada e mais poluente para justificar os investimentos nas empresas de tecnologia. Será que estou sendo fatalista em achar isso um tanto sem sentido? (Parece ironia, mas é uma pergunta sincera – com um pouco de ironia).
A IA é uma coisa interessantíssima e poderia ser desenvolvida de outra maneira, com uma direção e forma tão diferente…
3 comentários
O clássico apelo da conveniência para no final das contas induzir mais consumo e, por tabela, menos interação orgânica. Sem falar que AI hoje ainda está em estágio alpha…
E tudo isso, como você bem colocou, a um custo energético altíssimo em plena crise climática global.
O capitalismo é mesmo uma atrocidade.
Espero muito que o Firefox ñ vá por esse caminho.
Na minha visão esses tipos de “soluções” estão aí para resolver um não-problema, logo já nascem fadados a terem que ficar eternamente justificando a sua necessidade (que, mais uma vez, não existe).