Lembro de quando email funcionava como meio pra você organizar sua ‘correspondência eletrônica’, apesar de tudo.
Muita coisa funcionava, não só tecnicamente, mas incluso a dinâmica de consumo, por ser simples. Veja, dada a quantidade de informação que você precisa pra tocar a própria caixa de email, não era uma curva de aprendizado intransponível. Uma vovó bem treinado podia ter um email.
Termos trocado (a maioria dos webnautas) o email como nosso principal canal de comunicação, e difundido a comunicação por n meios péssimos pra organizar tudo o que trocamos, n termos de uso etc.
Não acho que todo mundo precise de um email, claro, mas falo principalmente das vantagens que tínhamos e deixamos de ter. Se email ou rede social é melhor, tanto faz: o público se apropria do que lhe é mais conveniente.
Com certeza 99% do conteúdo trocado por n apps não merece ser um email. Mas muita, muita coisa nesses 1% não verão a luz do dia como emails.
Bom mesmo era quando todo mundo tinha pelo menos um email e dava uma olhadinha de tempos em tempos.
O email voltará.
3 comentários
nunca deixei de usar email, Thunderbird, não webmail
quer dizer,, fui usuário do Eudora também 😁
Para uma pessoa que sempre viu com ceticismo declarações como: “é o fim do jornal”, “é o fim dos livros”, “é o fim da rádio”, “é o fim da TV aberta” com o advento da internet, e-readers, streamings de músicas, filmes e séries, respectivamente, pergunto:
Quando é que o e-mail foi embora?
acho que o e-mail nunca foi embora, só que hoje ele está na espreita, pois ele é a porta de entrada para praticamente todos os serviços (tirando whatsapp). precisa de instagram? vc precisa de um e-mail. comprou um celular novo? precisa de um e-mail para “poder usar”
ele não é tão usado no dia a dia, mas todo mundo tem um, todo mundo vai precisar dele em algum momento, para recuperar uma senha, para criar uma conta em um serviço…