Eu vi uma palestra dele recentemente sem saber quem ele era e fiquei impressionado com a articulação e o conhecimento dele. Infelizmente existem poucos com esse senso crítico nessa área de tecnologia.
Ótima matéria, mas algumas generalizações me incomodaram. A declaração de que a Casa Branca só utiliza software livre é viagem completa do autor. É bem fácil encontrar imagens de dentro da Casa Branca e dá pra ver claramente que os funcionários estão utilizando Windows (com Outlook aberto, ainda por cima) ou macOS. Pode ser que a infraestrutura essencial e os servidores sejam exclusivamente com software livre, mas para os usuários-finais a situação é bem diferente.
Tá aí um cara que realmente fez a diferença, porém ele é bem polêmico. Recordo certa vez uma participação dele e do Júlio Neves no programa do Jô Soares, pra falar sobre software livre e afins. Na moral, ele não deixou o Júlio falar quase nada e ainda embananou toda a entrevista.
> eles só dão a primeira dose de graça; depois que pessoa está viciada, cobram uma fortuna
No meu tempo de faculdade, usavámos bastante o Moodle, uma plataforma virtual de aprendizagem de código-aberto. O Moodle era quase uma unanimidade mesmo entres as principais univesidades prividas aqui no sul do Brasil. Daí chegou o Google oferecendo o Google For Education com emails para alunos e professores, espaço na nuvem etc… tudo “grátis”. Bom o final da história é bem conhecido: depois que tudo mundo já estava dependente da ferramenta e depois de colocaram o Moodle para escanteio, Google passou a cobrar. Esses dias saiu uma reportagem que o governo de SP paga milhões e milhões ao Google para o uso de ferramentas educacionais. Bem como o Sérgio Amadeu falou.
Muito bom!
A propósito, alguém sabe onde (ou se) o Sérgio Amadeu compartilha o que está fazendo? Rede social, blog, podcast, qualquer coisa. (Parece que o Tecnopolítica acabou…?)
Twitter @samadeu
Rodrigo, até onde sei o Tecnopolítica não acabou, não — ano passado o feed ficou um tempo sem atualização, mas os episódios continuavam sendo postados no Youtube: recentemente corrigiram e os episódios antigos apareceram no RSS. (Acho que já teve um erro parecido no passado.)
Hmmm, bom saber!
O Paloci foi o grande antagonista do Amadeu, na época, motivo pelo qual ele renunciou ao ITI.
Amadeu merece essa reportagem.
Histórias que deixam a gente de coração quentinho.
O Brasil tinha muita força no movimento de software livre mas acredito que vem desacelerando. No primeiro governo Lula, os eventos (trabalho com isso) de tecnologia promovidos pelo governo tinham um grande apelo em relação a isso. Me lembro de pegar eventos que eram obrigatórios o uso de soft livre.
O FISL era um acontecimento anual, nem sei se ainda existe, rs.
isso aí foi na época do primeiro governo do PT
o Sérgio Amadeu eu conheço de nome desde aquela época
por outro lado, os governos de direita são tradicionalmente inimigos do software livre, e “amigáveis” às big techs
Eu vi uma palestra dele recentemente sem saber quem ele era e fiquei impressionado com a articulação e o conhecimento dele. Infelizmente existem poucos com esse senso crítico nessa área de tecnologia.
Ótima matéria, mas algumas generalizações me incomodaram. A declaração de que a Casa Branca só utiliza software livre é viagem completa do autor. É bem fácil encontrar imagens de dentro da Casa Branca e dá pra ver claramente que os funcionários estão utilizando Windows (com Outlook aberto, ainda por cima) ou macOS. Pode ser que a infraestrutura essencial e os servidores sejam exclusivamente com software livre, mas para os usuários-finais a situação é bem diferente.
Tá aí um cara que realmente fez a diferença, porém ele é bem polêmico. Recordo certa vez uma participação dele e do Júlio Neves no programa do Jô Soares, pra falar sobre software livre e afins. Na moral, ele não deixou o Júlio falar quase nada e ainda embananou toda a entrevista.
> eles só dão a primeira dose de graça; depois que pessoa está viciada, cobram uma fortuna
No meu tempo de faculdade, usavámos bastante o Moodle, uma plataforma virtual de aprendizagem de código-aberto. O Moodle era quase uma unanimidade mesmo entres as principais univesidades prividas aqui no sul do Brasil. Daí chegou o Google oferecendo o Google For Education com emails para alunos e professores, espaço na nuvem etc… tudo “grátis”. Bom o final da história é bem conhecido: depois que tudo mundo já estava dependente da ferramenta e depois de colocaram o Moodle para escanteio, Google passou a cobrar. Esses dias saiu uma reportagem que o governo de SP paga milhões e milhões ao Google para o uso de ferramentas educacionais. Bem como o Sérgio Amadeu falou.
Muito bom!
A propósito, alguém sabe onde (ou se) o Sérgio Amadeu compartilha o que está fazendo? Rede social, blog, podcast, qualquer coisa. (Parece que o Tecnopolítica acabou…?)
Twitter @samadeu
Rodrigo, até onde sei o Tecnopolítica não acabou, não — ano passado o feed ficou um tempo sem atualização, mas os episódios continuavam sendo postados no Youtube: recentemente corrigiram e os episódios antigos apareceram no RSS. (Acho que já teve um erro parecido no passado.)
Hmmm, bom saber!
O Paloci foi o grande antagonista do Amadeu, na época, motivo pelo qual ele renunciou ao ITI.
Amadeu merece essa reportagem.
Histórias que deixam a gente de coração quentinho.
O Brasil tinha muita força no movimento de software livre mas acredito que vem desacelerando. No primeiro governo Lula, os eventos (trabalho com isso) de tecnologia promovidos pelo governo tinham um grande apelo em relação a isso. Me lembro de pegar eventos que eram obrigatórios o uso de soft livre.
O FISL era um acontecimento anual, nem sei se ainda existe, rs.
isso aí foi na época do primeiro governo do PT
o Sérgio Amadeu eu conheço de nome desde aquela época
por outro lado, os governos de direita são tradicionalmente inimigos do software livre, e “amigáveis” às big techs
Excelente matéria!