Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS

Novo app propõe devassar a vida criminal do seu boy por menos de R$ 10 nucleo.jor.br

Quase certo que existam vários problemas nessa abordagem, mas não acho a ideia ruim, não. O serviço, chamado Plinq, só consulta informações públicas — “em torno de 45 bases de dados diferentes, que vão desde Diários Oficiais e de Justiça aos sistemas dos Tribunais de Justiça e CNJ”, segundo a empresa responsável.

Com o tanto de feminicídios e abusos que os jornais nos mostram todo dia, é uma medida sã fazer uma varredura no “match” do Tinder antes de se encontrar pessoalmente. Né?

19 comentários

19 comentários

  1. Imagina a conversa no Tinder com isso aí:

    “Oi, tudo bem?”
    “Tudo e vc?”
    “Bem tbm. Me passa seu CPF e nome completo, por gentileza? kkkkk”
    “Oxi kkkkk, pra que?”
    “Pra eu filiar vc ao PT. Brinks rs.”
    “kkkkk blz, é XXX.XXX.XXX-XX”
    “Valeu kkk”
    “Vi aqui que você responde a 9 processos por estelionato, 1 por extorsão mediante sequestro, e 2 por ocultação de cadáver. Quer falar mais sobre isso?”

    Mas falando sério agora, esse serviço se vende como “devassa da vida do boy”, mas é uma baita ferramenta pra empresas e outras áreas que precisem puxar a capivara de candidatos ou terceiros. R$ 149,00 por ano é troco de pinga comparado ao monte de birôs que as empresas costumam usar.

    1. Ahh, empresas e outras áreas já têm ferramentas mais sofisticadas e baratas que essa há muito tempo. Do Serasa às clandestinas/mais invasivas.

  2. Aparentemente o programa parece que busca mulheres também – fui lá ler e eles usaram o nome da Carla Zambelli como exemplo de busca e quem fez a busca foi um homem. Então ou seja, apesar da propaganda, mesmo homens poderiam pesquisar sobre mulheres.

    De qualquer forma, isso acaba indo a um outro problema: quem busca dados de pessoas na justiça para saber sobre namoro ou tem traumas (E entendo as razões sobre isso) ou é realmente neurótico sobre confiar em alguém (e eu entendo pq eu mesmo desconfio demais de muita gente). Como já mencionaram, o problema não é só feminicídio, mas também questão de golpes amorosos – o que ocorrem seja entre homens, mulheres, LGBTs…

    Talvez aqui cabe um ponto: se a pessoa busca um parceiro confiável, talvez a melhor forma é sempre uma indicação de terceiro. Porque nisso dado que a pessoa está em um ciclo social onde se conhecem, é um espaço de certa forma seguro.

    (uma coisa que me passou pela cabeça seria a pessoa buscar para achar pessoas com processos de estelionato, lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, para dar match com ela só pelo dinheiro…)

  3. imagina só se criassem um app pra verificar o histórico das mulheres.
    imagina só…

    1. Como se não houvessem casos de homens que stalkeiam mulheres sem motivo algum… imagina só…

    2. E no caso, esse app permite que você busque por mulheres também. Só abrir a matéria que tu vai ver que foi pesquisado a Carla Zambelli.
      kkk

  4. Usam isto de “devassar a vida do boy” como chamariz e criar uma espécie de proteção (afinal, seria “justo” uma mulher fazer isto com um homem, mas nunca o inverso). Mas, pelo que entendi, dá pra buscar qualquer pessoa. Ótimo para o patrão pesquisar a vida do empregado, por exemplo.

    1. […] seria “justo” uma mulher fazer isto com um homem, mas nunca o inverso.

      Convenhamos, quando foi a última vez que você ouviu a história de uma mulher que assassinou o esposo/namorado…?

      1. Ghedin, se pegarmos pelo apelo nacional, talvez a Elize Araújo Kitano Matsunaga. Contudo, acho esse tipo de conversa não tem um propósito muito positivo, porque pelo seu raciocínio parece carregado de preconceito.
        Uma pesquisa simples no DuckDuckGo, mostrou 3 cards: “Mulher mata o marido com golpes de faca em Cuiabá, pede ajuda aos vizinhos e foge”, “Mulher que asfixiou e escondeu corpo do marido em freezer é presa” e “Mulher mata ex-marido após ser ameaçada com faca em Porto Velho”. Não podemos esquecer o caso do Paulo Bilynskyj, atacado pela namorada e pela imprensa que tentou de todas as forma transformar o caso em feminicídio. Não é porque a imprensa foca em um tipo de tragédia que outras não acontecem.

        1. Faltam dados da violência doméstica nesse sentido (mulheres contra homens). Não quis dizer nem sugerir que nenhuma mulher ataca homens. Seria absurdo e é, como você exemplificou, um argumento falso. Porém é bem menos frequente, ou ao menos se tem essa percepção, reforçada pelo tamanho do problema que as mulheres enfrentam (amparado por muitos dados).

          Talvez a violência de mulheres contra homens seja um grande problema subnotificado, mas… sei lá. Seria uma grande surpresa, a julgar por tudo o que se vê por aí. E nem falo da imprensa, mas sim na maneira como as mulheres são percebidas e tratadas em diferentes contextos do dia a dia.

      2. Rodrigo, há relatos diários. Talvez não sejam na mesma proporção o que não afasta a existência deles. Mas enfim, se o app não fizer a pesquisa reversa, logo nasce um concorrente que o faça. Mas compreendo o que o André quis colocar. O mesmo se dá com a questão de colocar rastreador em veículo. Se o o cara colocar no carro da mulher é conduta tipificada com crime (violência psicológica) mas o inverso não é conduta tipificada. Isso me parece uma evidente violação ao princípio da isonomia, posto que a conduta me parece que impactaria tanto mulheres como homens. Mas são situações “exóticas” as que vemos hoje.

        1. Hilton, entendo o seu ponto, mas quando se trata de violência de gênero não existe isonomia.

          A quantidade de mulheres mortas por seus parceiros é infinitamente maior que homens assassinados por suas companheiras.

          Acho que vale a reflexão um pouco mais profunda sobre o assunto.

          1. A simples hipótese de um homem poder vítima de violencia ou estelionato amoroso por uma mulher já justificaria a existência de um app análogo, no sentido contrário (homens pesquisando mulheres).

      3. Acho que se vc der uma procurada, não vai ser dificil encontrar não. Claro que assassinatos e violência de mulheres contra homens são minoria, mas não exatamente raros. Contudo, outros tipos de crimes de mulheres contra homens (estelionato amoroso, por exemplo) são bem comuns.

  5. Já ia mandar pra minha namorada pra brincar com ela kkkk. Mas vi que é pago.