Minhas previsões dessa consolidação do gigante 1 com o gigante 3 (e a disney é o gigante 2), eu não tenho bola de cristal:
Quem é assinante da Netflix: Agora você vai ter filmes e séries da HBO Marx para sempre no catálogo (já até parecia de tanto que eles licensiavam lá), mas a assinatura deve subir outro degrau daqui a pouco.
Assinantes do HBO Marx: Talvez a netflix oferença uma promoção especial, mas ou voces pagam mais e vão pra netflix ou perdem esse streaming.
Para os cinéfilos: Netflix tem cultura de desprezo ao Cinema, e prefere lançar tudo no streaming deles, no máximo lança uns filmes em uns cinema norte-americano pra ir pro óscar. Provavelmente sem a DC e com menos blockbusters no cinema, vamos ter teatros fechando e o resto subindo os ingressos. Talvez eles cumpram os contratos de filmes já escritos, mas o futuro ainda é morte lenta do cinema (mainstream).
9 comentários
Daqui a alguns dias vão mudar o nome da HBO Max: HBOFlix, NetMax, Flixmax (esse ultimo parece nome de streaming “””alternativo”””)
Ainda bem que já me antecipei e cancelei o HBO Max, 2026 vai ser no Stremio
Melhor do que se fosse comprada pela Skydance.
Concordo com o Fernando.
Executivos + produtores = grandes estúdios
Executivos + algoritmos = Netflix
Ambos têm executivos para estragar tudo, mas tenho a impressão de que os executivos Netflix substituíram produtores por big data, prejudicando ainda mais qualquer visão artística e originalidade.
Infelizmente, não tem como esperar que os EUA continuem com a mesma relevância cultural com tudo o que está acontecendo e com o caminho que tomaram.
Felizmente espero que a relevância cultural dos USA vá pro inferno. Hehehehe.
O problema para nós, é que a diminuição da importância do soft power poderia significar mais hard power dos EUA aqui na América do Sul, a exemplo do que está acontecendo com a Venezuela ou do tarifaço sobre o Brasil.
Ao meu ver, empresas que lucram com soft power (marcas famosas, turismo, cultura pop etc) perdem mercado e lucro com as consequências do uso do hard power. Por isso fazem lobby para conter ações potencialmente impopulares dos EUA.
O quê que há, velhinho? Daqui a pouco a Netflix seria comprada pela Virgin (a empresa inglesa) se continuar fazendo besteiras.
Mas difícil cravar algo. O fator “pirataria” também conta (noto que outras estão é compartilhando entre si para evitar isso) e talvez até não seja tão ruim se a “morte do cinema americano” ocorresse. Até pq o cinema americano sempre acabou mainstream e não deixou muito outros mercados entrarem e compartilharem cultura.
Dizem que o cinema francês é bem competente, os asiáticos produzem para si mesmos mas pensam em expandir de alguma forma, e bem, tem indianos, do continente africano… Novelas turcas tem tomado o Brasil, isso é um exemplo de novas formas culturais importadas (Bem, novela nunca foi o forte americano…).
O que me fascina é que a Warner teoricamente detém em direitos também muita animação produzida no passado (creio que toda a produção “em casa” da Cartoon Network / Adult Swin / Hanna Barbera Studios está sob esta batuta). Ou seja, Tom e Jerry, Flinstones, e claro, Looney Tunes / Pernalonga agora vão tudo para a Netflix. Isso se, porque salvo engano alguns direitos já passaram, tem animações como “media perdida” ou “briga de direitos”. Pior que não se é feito muito para mante-los. A pirataria consegue fazer um trabalho de curadoria e manutenção até melhor que as empresas…
Agora que eu penso, seria um ótimo cenário para o resto do mundo se os EUA perdem significativamente esse soft power do cinema blockbuster/mainstream (Disney deve se fortalecer ainda mais individualmente falando, mas o geral decai se a Netflix for seguir seu histórico geral), e os cinemas (ao menos no resto do mundo…) abrem espaço de mercado para outras produções equivalentes de outros países. Os filmes da Warner mais drama/biografia/psicológico podiam mudar para uns europeus (frança e inglaterra, talvez itália. Alemanha fez o Dark e o dos ultimos dias do hitler, mas no geral é muito fraca em audiovisual), e os blockbusters mais ação podiam arriscar uns da China ou Índia (o velozes e furiosos do 4 em diante me lembra Bollywood, menos a musica), e animações não Disney deve dar mais Japão (todos os anos tem um Doraemon/Conan/ShinChan lançando, e a Sony brilhou muito com Kpop Demon Hunters.).
Acho que a Disney meio que já perdeu um pouco, porque por mais que tenha as marcas / franquias que garantem algo, ao mesmo tempo ela cometeu o erro de tentar ficar só na plataforma dela (ela na verdade meio que sempre fez isso, pois sempre buscava parcerias exclusivas). E também quando gigante demais, um tombo é gigante junto. E bem, a Disney já usou muita coisa do Japão; aprendi que algumas produções dos anos 80/90 que foram para a TV como Ducktales e Ursinhos Gummy são na verdade animações encomendadas da Disney no Japão, via TMS por exemplo.
No caso de produções estrangeiras, não entendo tanto. Mas tipo, todos países tem suas produções locais e que podem ser convertidas – dependendo de como a cultura local é – para algo mais “internacional”. Não importa a qualidade, a consquista é com o tempo e com o quão aquele conteúdo cativou. Talvez a gente pode se surpreender com alguma produção de animação coreana por exemplo; ou um filme do leste europeu. Enfim, mas tendo um conteúdo bem remunerado – que creio que é o calcanhar de aquiles nessa discussão -, aí teremos boas produções e com qualidade.