Como diz o titulo. Cansei sabe, eu tentei dar uma valorizada mas me sinto sendo feito de trouxa e pior, me sinto sendo roubado por alguém com sorriso no rosto. Moro em Brasília e aqui é pobre em oferta de absolutamente qualquer coisa. Fui comprar um colchão e a galera não sabe absolutamente nada (o óbvio) e as opções são ínfimas e de marcas bem a quem do que eu encontraria em um grande estado tipo Goiás que fica aqui do lado. TODAS as lojas oferecendo as mesmas 3 marcas com pequenas variações de modelos disponíveis em cada uma. Bom, desisti.
Quero comprar em loja fisica pq deitar no colchão é essencial antes de comprar.
Bugigangas desnecessárias: Volta e meia quero algo legal que vejo nas feiras daqui, recentemente to querendo um aromatizador de ambiente/umidificador desses pequenos que tem LED, fui procurar aqui ande moro entre 100 e 400 reais. Pesquisando os mesmos na Shopee/mercado livre entre 30 e 150 reais. Tenho parentes em SP e quando vão ao Bras, 25 de março ou algum lugar com alto numero de lojinhas de variedades, mandam preços das coisas que quero e eu fico em pleno surto. A DIFERENÇA É EXTREMA! Esse aromatizador mesmo, la me mostraram cada um por 30 reais do menor que aqui é varia de 90 a 100. E não venham me dizer “aaah cada estado tem suas variação financeiras, geográficas… tudo isso afeta o preço” não estamos lidando com isso diretamente, e sim o mau mau-caratismo de quem vende e quer super faturar em cima de um produto mequetrefe. No caso, a falta de vergonha na cara de quem vende em Brasília . Aqui tem uma famosa rua chamada “Rua da informática” SE um dia as lojas daí ofereceram um preço interessante, eu não estou ciente. Ali é o ápice do engana trouxa, o cerne do assalto com sorriso no rosto e palavras robuscadas fingindo conhecimento. Qualquer andada em outra região voce acha o mesmo produto com uma diferença grande. Vender SSD Kingston de plástico de 120GB por 300 reais é uma vergonha (não precisei de um, apenas vi e fiquei chocado) esse treco não vale mais que 200. Essa epidemia de lojinhas de produtos eletrônicos duvidosos vindo da china se tornou uma praga extrema. O que antes era uma mão na roda hoje se tornou uma moda que não morre e é vista como uma forma de ganhar dinheiro fácil gastando pouco, afinal, compra um lote (por meios duvidosos tambem, ~ponte da amizade~ cof cof ) de 1000 produtos variados que tem procura alta e vem revender aqui num preço absurdo de algo que se for na shopee com frete gratis voce paga 70% menos que na loja física. Brincar com o imediatismo dos tempos modernos é a mão na roda desse tipo de comércio, contrata umas 2 meninas novinhas e ditas bonitas(e não é CLT, óbvio) pra ficar vendendo, chama atenção de geral com uma caixa de som com volume altissimo e “promoções” de arrancar o cabelo. O que tem por trás quase sempre é (generalizo sim, e sei que o dono do site não vai concordar cm isso mas é minha vivência) um homem sozinho com índole questionável ou um casal com pensamentos guiados por coachs que leram 3 livros: pai rico pai pobre, A arte sutil de ligar o foda-se e algum de psicologia que ta nos mais vendidos da livraria Leitura (e infelizmente esses outros 2 aí estão nos mais vendidos) é um comercio que explodiu tanto que agora se tornou insuportável, em brasilia ta igual igreja e otica, a cada esquina tem 1 e sempre oferecendo as mesmas coisas, com gente que tá ali pelo dinheiro apenas. (pra mim, quando voce entra numa área nova o minimo é saber um pouco sobre o que essa área deve oferecer) E isso me desbloqueou uma memoria aonde passei muita raiva, farei post sobre.
Enfim cada dia mais tenho pavor de ir em loja física em Brasília, se compro algo é de extrema urgência mesmo, fora isso, não desejo nada apenas o Karma.
E por favor, BrasiliaLovers, não venham defender esse jeito de jogar nessa economia, o cara rico no youtube pode enganar os pobres desesperados, mas ele ja nasceu rico ou essa grana que eles faz é minima comparada com outros meios mais recompensadores que ele gera dinheiro. Me poupe de “to aqui fazendo meu corre honesto, e nego vem de inveja”
Brasília sempre vai ser uma exceção, já que é uma cidade criada “do zero”, que não teve uma atividade econômica natural pra formar a cidade e sua população. A capital vive dos altos salários de políticos e funcionários públicos, concursados e comissionados, por isso toda a atividade econômica local tende a ter seus preços inflados em função do que esse público consumidor pode pagar, e tamém dos altos custos dos imóveis. Isso, e a maior distância dos portos, faz com que a cidade tenha preços muito salgados até para bugigangas, por isso o seu relato não me espanta. Sei que é revoltante, mas infelizmente a posição do Brasil no comércio internacional como exportador de commodities e importador de bens industrializados só tende a piorar isso. O comércio popular é dependente disso, e como o cenário tá muito puxado pro selvagem, acaba acontecendo esses casos aí, onde é cada um por si fazendo seu corre como pode.
Quem não tem comércio não entende. E assim vamos favorecendo os grandes conglomerados e matando o comércio local. No futuro, tudo estará nas mãos gos grandes.
Eu não entendo mesmo. Do que adianta eu não valorizar o comercio local sendo que o local compra tralhas e tralhas de grandes empresas pra revender. eles que estão apoiando em primeiro lugar.
A crítica no caso é como comércios usam um pensamento meio de que “vamos pela média alta salarial” para cobrar em uma região. Há uma grande diferença entre você atender lugares distantes com poucas pessoas e fazer um esforço para deixar o melhor preço possível na região; e ter preços altos devido a média salárial alta em uma grande cidade com milhões de pessoas, sendo que dado a quantidade é possível ter preços melhores para atender a população.
Acho que muitos aqui entendem do comércio, o problema maior é preço alto só porque “o cara tem dinheiro”. Essa é a crítica. E não vale só em Brasília.
Cara, essas coisas industrializadas/artificiais são quase todas externas ao Brasil. Por quantas mãos a mais passar mais caro vai ficando, por isso comprar direto na shopee, na Aliexpress e no taobao fica tão mais barato. Aqui no interior de São Paulo já vi várias vezes roupa por 2x, 3x o valor de uma roupa via SheIn, o lojista compra e disponibiliza em troca:
– pronta entrega
– habilidade de provar
– crédito na última ponta (carnêzinho)
Pior que é verdade.
Você conhece a Feira dos Importados de Brasília (vulgo Feira do Paraguai)? Pelo que conheço, lá é o local de encontrar todo tipo de quinquilharia que você descreve, seja informática, itens de decoração, malas de viagem, roupas, etc. Não me pergunte a procedência das coisas, mas me aparenta ser o equivalente a comércios populares/de rua que tem em outras cidades.
Outra loja que gosto de ir quando vou para Brasília é a Daisu (tem umas duas ou três unidades aí, incluindo em shoppings). Também tem todo tipo de quinquilharia importada do Japão.
Não quero invalidar sua reclamação, tenho pessoas da família morando em Brasília, de vez em quando vou aí, e sei como é a situação para encontrar alguma coisa em um comércio local, e como às vezes é necessário atravessar a cidade e longas distâncias para ir em algum lugar. Porém, não vi você citando a Feira dos Importados (que é bem famosa por aí, por sinal) e a Daisu. Você já foi nesses lugares?
EU AMOOOOOOOO AMBOS. Estava na Daiso sexta passada e fiquei mais de 1 hora só olhando os trecos sem levar nada kkkkkkkk apesar de precisar de um bloco de notas. A feira dos importados eu vou pouco pq é longe de onde moro mas vou la sempre como ultima opção, quando to em surto pq preciso logo de algo.
vc está falando do plano piloto?
estou
pois é, o comércio local pra elite econômica da cidade é caro no geral em qualquer grande cidade (pelo menos nas que morei). não acho que bsb destoe muito em relação a isso, talvez apenas às distâncias.
Que pena, Wanderson.
Meus pêsames, a população ganha mal e ainda fica com medo dos aproveitadores na hora de gastar.
Gosto do princípio de que o dinheiro não aceita desaforo (tampouco o detentor dele), por isso acho que você está agindo adequadamente.
É isso aí. Agradeço sua compreensão
Algumas colocações:
– Eu sempre ouvi que Brasília é tudo mais caro. Certa vez, acompanhando um vídeo de um canal do YouTube sobre viagens, vi o preço para almoçar em Brasília e fiquei chocado com o valor. Pelo visto, o pessoal tá abusando do direito de ser safado.
– Sobre São Paulo, a gente sempre tem a percepção de que na Santa Ifigênia, em São Paulo, os preços serão melhores. Conversa fiada: Anos atrás, eu fiz uma pesquisa de preços, de diversos itens, e comparei com os preços aqui no Rio. Alguns eram mais baratos, mas outros eram mais caros. Dava na mesma.
– A última vez que eu fui a São Paulo na Santa Ifigênia, e fui pesquisar preço, fiquei assustado: Tudo mais caro do que eu encontrava no Rio: SSD, monitor usado, notebook reciclado, fonte de alimentação… Perguntei a um amigo como eles estavam lidando com isso, comprando aonde. E ele me respondeu: “Mercado Livre, Kabum, OLX, Shopee, Pichau…”
– Aliás, o assédio dos vendedores de TVbox beira o insuportável: “Vai aí, família, TV box, quer uma?”. Quando fui lá com minha esposa, falei pra ela: Bolsa pra frente, foco no fim da rua e não dê atenção pros vendedores. Eles são que nem cachorro carente: Olhou, vem atrás. Quiser falar algo comigo, me puxa pra dentro de uma loja. Tá no esquema da 25 de Março. E certa vez um deles perseguiu a mim e a um amigo por dois quarteirões, pq ele mencionou a palavra “notebook”. O cara ofereceu de tudo, de tela nova a carcaça usada. Um saco.
– Sobre informática, aqui no Rio existe o site BoaDica, que ajuda muito nisso. Loja q tá cadastrada no BoaDica, paga p/ estar lá. O usuário usa o site pra fazer comparação de preços, e vai onde lhe interessa. Se tiver algo diferente (como o preço estiver diferente do q tá no site), a loja é advertida. Com três advertências, ela é expulsa do site. Tem lojas q vivem do BoaDica, então fazem tudo direitinho c/ o cliente. Isso facilita muito, qdo preciso de algo, eu vou direto na loja, n fico andando e perguntando preços.
– Gosto de priorizar o comércio local, mas tem gente q abusa da boa vontade do comprador.
Não sei se ajudei, se colaborei com o desabafo… Ou piorei a situação!
Você foi luz! É bom ver a vivencia de outros lugares.
a comida aqui é muito cara mesmo, nunca comi em um restaurante mas no meu trabalho quem come, não consegue pagar com o VR que é de 42,50 diarios. kkkkkkkkkkkk isso no centro aonde fica toda politicagem.
To rindo do esquema de sobrevivência na Santa Efigênia, aparato mental dignos de guerra.
adorei esse post pelo desabafo. é claro que podem haver n explicações pra cada um dos temas levantados, mas realmente são coisas que cansam a gente.
por aqui raramente compro coisas em loja fisica, quase sempre mercado livre/ shopee (vendedores nacionais). loja fisica mesmo só alimentação (supermercado e restaurante). praticamente nunca vale a pena a loja fisica.
E é isso. fisico só pra comer mesmo.
Vou complementar a resposta do Ghedin e falar como um paulista que sou.
O que ocorre é que as coisas vendidas na 25 de Março e Brás são geralmente “contrabandeadas”. E ponho entre aspas pois vamos dizer assim, provavelmente são importados com alguma validade mas ao mesmo tempo não tem recolhimento de impostos em sua totalidade. Parte do que seria imposto vira propina – só ler sobre o desdobramento de algumas operações policiais que ocorreram recentemente e descobriram (ex-)policiais que faziam o gerenciamento da renda para ocultar origem de valor e tal voltar para a China. Por isso o preço barato (e por isso a proliferação de revendedores em Shoppe, ML e outros sites de vendas).
A questão da diferença de preços para um SSD também entendo. Primeiro porque geralmente quem compra uma peça importada vai tentar cobrar para ao menos cobrir o que gastou com o dólar do dia. Segundo porque tem que se fornecer garantia. Então meio que “cobra-se o dobro” para compensar caso precisa de uma devolução. Até porque fazer RMA tem seus custos para devolução e tudo mais. Não sei como é a logística em Brasília. Mas imagino que pessoas cobram caro não só por causa do “fator renda”, mas sim também porque não se tem muita logística ágil para repor produtos. Até porque vejo cidades do interior paulista que tem preços similares em um SSD. Sempre faço uma conta de cabeça quando estou em um lugar longe de preços baratos: “quanto vai me custar para pegar a mesma peça em um lugar mais barato e quão urgente a pessoa precisa”. É como dito: se não é urgente, compensa comprar online.
Como dito pelo Ghedin, quem sabe “navegar pelas águas”, consegue preços melhores. Não a toa quem tem melhor preço é empresa grande ou quem importa de forma contrabandeada.
Das quinquilharias asiáticas: apesar dos elogios, tem muito produto que é meio que descartável: ou queima fácil ou quebra fácil. Não a toa o preço barato também, e isso falo por exemplo de difusores, lanternas, rádinhos, mini ventiladores com difusor ultrassônico (que virou moda)…
Tenho notado que em algumas cidades até de interior, tem entrado alguns chineses com lojas de quinquilharias similares, tipo “armarinhos”, vendendo desde roupas até itens de elétrica como tomadas e filtros de linha. Pode ser que tenha algum perdido por Brasília ou bairro satélite. Como pobre, digo que a melhor forma de economizar é bater perna e procurar o que precisa, caso não tenha pressa. Mesmo São Paulo e Santa Ifigênia tem preços caros se não souber procurar bem. Santa mesmo tem muita loja de rua que é cara, e o melhor preço vai achar em um box de galeria, mas já vi casos contrários também. Preços variam, estoques variam e volta a regra do “dólar do dia”.
Em tempos: em SP virou “moda” uma loja chamada “Busca-Busca”, que tem preços bem mais em conta. Já fui lá e de fato já comprei itens que enquanto na internet estava uns 20 reais + frete, lá estava por 15 ou 10 dependendo do modelo e da qualidade.
Wanderson, é por isso que eu apoio o comércio local dos vendedores da Shopee, já que todo mundo é local de algum lugar. E um abraço para os comerciantes locais da Rua Santa Ifigênia. 😂🤣
Costumo participar de grupos de concurseiros no telegram, e lá a piada que pra morar em Brasília só ganhando no mínimo 20k por mês, que tudo é mais caro. E com o aumento do número de concursos e funcionários públicos os preços da cidade vão aumentar ainda mais. Se aproveitam da renda per capita média alta pra meter a faca mesmo.
Brasília é muito fraca de comércio popular. Tem muita coisa que é melhor comprar em Goiânia, como roupas, calçados, tecidos, produtos de armarinho, bijuterias… Não é à-toa que até o Sesc daqui faz excursão para quem quer ir a Goiânia comprar. Eu acabo comprando tudo isso pela internet mesmo, mas para quem gosta de comprar pessoalmente, realmente aqui não é bom.
Acho que essa piada pode se aplicar a bairros “de luxo” e “empresariais”. Em São Paulo mesmo, consumir algo na Faria Lima ou Alphaville é meio que comprometer uns 10% do salário ou mais para alguém que ganha o mínimo.
Na Faria Lima se paga mais do que no Alphaville. Experiência própria de quem almoçava nos restaurantes “populares” de Alphaville, Barueri.
Sim sim, já ouvi falar de casos da pessoa entrar em prédios da Faria Lima onde tem empresas “top 100 da Forbes” e a cafeteria cobrar 20 reais um copo de 50 ml de café… No entanto, Alphaville ainda assim é cara de consumo. Ontem mesmo tava reparando que começou a pipocar pessoal vendendo marmita em carros, geralmente bem mais barato que pagar self service ou prato feito em restaurantes por aí.
fiquei curiosa com quais grupos vc participa, pq estou com dificuldade de encontrar bons grupos no telegram. No discord até achei, mas ainda não me acostumei a usar ele
Normal?
Aqui em Passo Fundo ocorre o mesmo… Agora têm muita loja dos ‘chaina’ que deu uma sacudida nos bazares locais, mas até o camelódromo está quebrado por que o comércio online oferece um custo beneficio muito melhor.
Se você não precisa de algo urgente a internet é o melhor mercado.
Calma, cara.
Faz sentido que comércio físico cobre mais caro: ele tem despesas que uma operação digital não tem, como aluguel do ponto e mais funcionários (atendentes). É muito difícil competir em preço com operações digitais, que podem ser enxutas, super otimizadas. Daí vai do vendedor oferecer um diferencial — atendimento (o que parece não ser o caso aí), “test drive” dos produtos, tê-los à pronta entrega, por exemplo.
Quando se fala em “comércio local” nesse sentido de oferecer apoio com a carteira, não me vem à cabeça lojas que revendem bugigangas da China porque isso é “semi-local”, né? Não que seja impossível vender duráveis com uma pegada regional; o Brasil ainda tem produção de vários itens, com bons diferenciais em relação ao que vem do outro lado do mundo, como durabilidade, qualidade e garantia. Um bom lojista (e eles existem) sabe navegar por essas águas e compor um bom mix de produtos. (Porque, convenhamos: é meio impossível ignorar algumas categorias de importados.)
A vida é muito curta para se estressar com essas coisas :)
Eu to calmíssima! Ahh o comercio local predominante aqui aonde moro é de lojas da china kkkkkkkkkk fora isso tem oticas, lojas de roupa de 18 reais, botecos de esquina, e igrejas.