Sou o primeiro a reconhecer meu pessimismo acima da média, mas me impressiono com o otimismo de uma galera — executivos de empresas, por exemplo. Todo o setor de tecnologia rodou no pós-pandemia porque, em 2021, acharam que o salto em vendas do período seria permanente. Agora todos eles reconhecem que “cometeram um erro de cálculo”; não era meio óbvio que as pessoas não iriam ficar para sempre dentro de casa?
Trecho relevante da matéria:
9 comentáriosDois fatores em particular impactaram os indicadores da Multi em 2023, quando a empresa reportou seu primeiro prejuízo em 15 anos, de R$ 836,2 milhões. Eles contribuíram para que grupo optasse por essa lógica de enxugar o portfólio e começasse a executar esse plano de forma mais acelerada em 2024.
O primeiro foi a migração do sistema de gestão (ERP). E o segundo, a liquidação de estoques de produtos encalhados da Covid-19, quando as vendas explodiram. De uma receita líquida de R$ 1,9 bilhão, em 2019, a Multi saltou para a casa de R$ 4,8 bilhões, em 2021.
“Veio uma certa empolgação. Vendíamos tudo e tínhamos uma fila de pedidos que chegou a R$ 900 milhões e seguimos comprando. Foi um erro estratégico”, diz Ostrowiecki. “Quando a demanda esfriou, estávamos comprados com estoques caros, dólar alto e foi um custo alto limpar isso no balanço.”
Não gosto dela devido aos produtos abaixo da média que ela vende. O mínimo que se espera de uma empresa da dimensão dela era fazer a lição de casa e vender produto white label com um nível razoável de qualidade.
Desculpe, mas essa galera produz alguma coisa? Pra mim eles só fazem “rebranding” de produtos chineses de 5a. categoria, não?
Acho que a grande vantagem dessa marca foi a distribuição e parceria com grandes varejistas. Lembro que era uma figurinha carimbada na Kalunga e Lojas Americanas, por exemplo. É o tipo de produto de “conveniência”, que compramos numa emergência quando precisamos de um pendrive, teclado, mouse etc.
Além dela, outras marcas que, se não faziam parte do mesmo grupo, eram congêneres: Leadership, C3 Tech e Goldship.
Esses nomes em inglês e design que imitava produtos robustos de grandes marcas, davam a ilusão de ser algo de qualidade, mas não passava de estética.
O mais triste é ver que essas empresas não investem em pesquisa e desenvolvimento: a pretexto de uma suposta indústria nacional, tudo que fazem é trazer produtos maquiados.
PS: não sei se usei o termo certo, mas por “produtos maquiados”, me refiro a produtos do tipo “white label”, de “maquiladoras”.
Eu acho que eles não vendem só white label. Acho que eles são únicos culpados de alguns produtos. Afinal, eles tem uma planta acho que em Minas.
Ghedin, no caso deles, creio que a “empolgação” foi muito além do boom da tecnologia na pandemia. A Multi ampliou demais a linha de produtos. Aqui na cidade tem uma papelaria que antes vendia os “famosos” produtos Multilaser. Hoje, você entra lá, tem air fryer Multi, pipoqueira, processadores de alimentos, sanduicheira… mais um pouco, não duvido que iriam começar linha branca de fato, com fogão, geladeira e por aí vai.
Tenho impressão que foi um baita passo além da perna.
Os caras não fazem nem teclado que preste! Ainda bem que não fazem fogão.
Fora que Multi é sinônimo de coisa de baixa qualidade.
Se tivesse um certo renome, talvez até daria mais certo.
Vide GorilaShield.