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‘Morte para o Spotify’: o movimento DIY para fazer com que artistas e fãs saiam do app theguardian.com

TL;DR — Um novo movimento “Death to Spotify” está surgindo: músicos independentes e fãs começam a abandonar o app em protesto contra o modelo de remuneração baixo, o controle algorítmico da música e os investimentos controversos de seu fundador. Alguns artistas já removeram seus catálogos…

10 comentários

10 comentários

  1. Recentemente lancei minha primeira música solo e se tudo der certo, dia 25 vai sair uma versão 2025 oficial da trilha sonora de Top Gear (o do SNES).

    Depois desse jabá, digo com propriedade que a parte mais fácil de lançar uma música é produzir. Todo o resto do processo é um porre. Vai tentar pegar um perfil de músico no YouTube pra você ver.

  2. Spotify e outras midias sociais são boas vitrines para compartilhar, mas são péssimos para ganhar dinheiro.

    Sendo bem sincero, eu gostaria muito de gravar nosso album e ter uma maneira facil de compartilhar gratuitamente, algo que apenas baixasse as musicas na biblioteca do usuario sem burocracias. Colocar no spotify é um prego no caixão, pois não ganha audiência, ainda mais tratando-se de uma banda nada pop como nós.

    Há artista mundo afora vivendo de maneira independente, como o King Gizzard, por exemplo. Demandou 1 década para eles tornarem-se uma das maiores bandas do mundo, mas o resultado está ai. Você encontra facilmente shows completos no Youtube.

    Estamos constantemente em mudança de habitos, nunca foi tão facil produzir e compartilhar música, mas ainda têm muitas amarras para popularizar por que as grandes gravadoras ainda controlam o mercado. Já notaram como sempre toca a mesma porcaria no rádio? Aqui a Rádio UPF tem a mesma playlist faz anos e quando adiciona coisa nova é apenas versão de alguma música que já fez sucesso.

  3. O Spotify é um dos poucos serviços que faço questão de assinar. Acho que vale muito a pena pois quase tudo que quero escutar está lá. Se começarem a boicotar e debandar de lá, vou voltar a piratear música, pois me recuso a assinar 4-5 serviços para ouvir o que gosto. No caso dos filmes e séries eu já desisti de consumir legalmente pois não é sustentável para quem vive de salário assinar todos os serviços de streaming.

    Sei que o streaming paga pouco para os artistas, mas pouco ainda é melhor do que nada.

  4. Ação de marketing. Músico hoje não ganha dinheiro com venda de disco ou streaming e sim com shows.

    1. Na verdade nunca ganhou muito dinheiro com venda de discos…. eles eram apenas produto promocional para vender shows. David Byrne tem um livro excelente sobre o assunto.

  5. os fãs estão proibidos de remunerarem os artistas que quiserem comprando diretamente a música deles, produtos, doando, indo a shows, ou algo do tipo?

    1. Olhei quantas vezes ouvi um determinado artista através dos scrobbles no last.fm desde 2017 (ano que assinei o Spotify).
      Pedi para o ChatGPT fazer os cálculos tendo em vista quanto cada streaming paga por reprodução:
      Estimativa de rendimento em dólares:
      Spotify: US$ 57,62 – 96,04
      Apple Music: US$ 134,46 – 192,08
      Tidal: US$ 230,50 – 288,12
      YouTube Music: US$ 13,45 – 38,42
      Deezer: US$ 122,93
      Qobuz: US$ 768,32

      E depois fui ver quanto eu gastaria comprando a discografia diretamente desse mesmo artista hoje:
      Entre US$ 120,00 e US$ 156,00.

      Então no fim das contas o que vai fazer a diferença é o merchandising e ingressos de shows.