O pessoal do Gnome está trabalhando em uma extensão oficial para levar, à barra superior do ambiente, esses indicadores de uso de recursos do sistema. Consigo imaginar cenários em que eles são úteis (conexão instável, computador fraco ou tarefas pesadas), mas, fora elas, não me parecem úteis se está tudo funcionando bem.
Vocês usam indicadores do tipo? Do meu lado, só usei eles há muito, muito tempo, e mais por estética do que por qualquer outro motivo.
21 comentários
Eu verifico pelo Gerenciador de Tarefas (Windows) ou o equivalente a ele (Linux), mas somente quando estranho o funcionamento da máquina ou decido olhar como ela está por querer mesmo.
Gosto de ver uso de CPU, RAM e GPU quando estou renderizando vídeos, exportandos fotos e tarefas que me fazem ficar esperando frente ao computador.
Certamente que sim! Uso extensivamente, como demonstrado nesse screenshot nerdola aqui. Muito legal que o pessoal do Gnome esteja trazendo essa funcionalidade de volta! Lembro que foi com ele que comecei a fazer esse monitoramento, há muitos e muitos anos atrás, e foi uma das principais razões para, na época, eu ter abandonado seu uso quando o Gnome 3 foi lançado (ná epoca fui para o MATE, que era um fork do Gnome 2).
Quanto a necessidade, mesmo nunca tendo usado Mac, e estar sem usar Windows há muitos anos, acredito que ter algum monitoramento do consumo de recursos do seu desktop durante o uso é essencial, mas só é percebido quando algum problema acontece, como um processo usando muito recurso, seja CPU, RAM ou disco, ou algum problema de rede. Sem essas infos geralmente ficamos no escuro, e daí que vem a famosa “solução mágica” de rebootar a máquina.
Claro, tem o ponto de que a maioria dos usuários de computador nem sabe direito o que é CPU, RAM, disco, rede, ou como essas coisas funcionam e interagem entre si pra fazer tudo funcionar. Mesmo assim, acho que esse tipo de informação deveria aparecer por padrão em todo desktop. Talvez só por estar ali, mais pessoas procurariam a respeito e acabariam aprendendo um pouco mais sobre o computador que estão usando, e esse tipo de informação, a meu ver, é essencial. Entender um pouco mais sobre o computador pra mim é como termos que aprender um pouco que seja sobre mecânica de carro para poder dirigir
Gostei da comparação com carros porque muita gente (eu, quando tinha um) não sabe bulhufas do assunto e quando tem algo errado, leva ao mecânico ou aciona o seguro 😬
Para as fabricantes, acho que é do interesse delas “esconder” esse tipo de informação porque num mundo ideal seus aparelhos são vendidos como “pau pra toda obra” e seria uma propaganda negativa vê-lo sofrendo para rodar alguma coisa.
Aproveitando, uma atualização: peguei um mini PC para fazer bagunça sem zoar meu computador principal. É fraquinho, Intel N100 e 8 GB de RAM, e ainda estou usando ele em um monitor 4K. Entendi a necessidade de ter esse monitoramento (embora a ventoinha também funcione como parâmetro do sofrimento do computador em rodar as coisas).
Ghedin, você pode dar mais detalhes sobre esse o uso/testes que pretende fazer com esse mini PC?
Em breve, porque eu ainda não sei 😄 Aproveitei uma oportunidade (alguém vindo de fora) e pedi para trazê-lo.
Seguindo o exemplo do seu caso com carros, é isso mesmo, e as pessoas acabam ficando “na mão” de quem elas confiam que sabe. Se é alguém realmente de confiança é ok, mas em vários casos, quem tem essas informações acaba usando pra tirar alguma vantagem de quem não sabe.
Muito interessante essa sua hipótese sobre a propaganda. Acredito que, principalmente para aparelhos da Apple, faz sentido. Propaganda enganosa, infelizmente, mas propaganda.
E sobre usar a ventoinha como parâmetro, até funciona, mas com o tempo e a poeira acumulando dentro do pczinho, ela começa a girar mais rápido com mais frequência, mesmo que a CPU não esteja sobrecarregada, pois vai esquentar mais, com menos carga. Definitivamente um monitoramento mínimo é mais eficiente – até por conseguir monitorar as temperaturas dos sensores =).
(PS: torcendo aqui para o Ghedin entrar com tudo em homelabbing e termos uma seção de dashboards aqui no Manual =D)
Uso demais, porém via terminal. Costumo usar o btop.
Esse pessoal do gnome tá 10 anos atrasados em relação ao resto
Apesar de gostar demais de customização do sistema, essa é uma das coisas que menos uso e menos usei na vida. Lembro dos gadges do Windows Vista/7 (e Windows XP quando fazia deskmods parecidos com o Vista),os que faziam a função de monitoramento de hardware não eram os meus preferidos.
Atualmente tenho o HWMonitor instalado no Windows, mas uso de vez em nunca. Gosto de customizar o Windows, mas a tradição que tinha de não usar monitoramento de hardware direto no desktop ainda se mantém.
Continuo usando até hoje. Desde o Windows Vista quando eles tinham os widgets deles (na época eram chamados de “gadgets”). Depois que removeram esse recurso, passei a usar o RainMeter e o XWidget e sigo usando até hoje.
Os widgets que uso, nessa ordem: Relógio analógico / Calendário / Previsão do tempo / CPU e RAM
(Inclusive modifiquei o visual deles pra ficar algo mais uniforme, e usando o Start11 pra personalizar a barra de tarefas e deixar com o visual do Vista. Também uso o Glass2K pra dar transparência nas janelas)
Vou mandar o print do meu desktop pra vocês verem: https://i.ibb.co/85tZ1Hd/Screenshot-164-min-1.jpg
Que coisa linda. Apesar de não ter mais sites focados no assunto, deskmod ainda existe.
Eu sou fã do “flat design” desde muito antes de virar moda, então pra mim essa estética “glass” é medonha.
usuário “comum” não usa, e de maneira geral nem precisa usar (a não ser que desconfie que o Chrome esteja comendo memória com farinha)
quem desenvolve e tem que dar manutenção em sistemas não-web de vez em quando usa, para ver se tem “leaks” de memória etc
no Linux (máquina pessoal) eu sempre deixo ligado o monitoramento de rede (um aplicativozinho na “barra de tarefas” do Gnome), mais por costume mesmo
eu tenho um notebook já idoso de 2015, uso o mint e sinto muita falta desse tipo de recurso. ontem mesmo meu note estava lento e eu sem entender porque até que ele desligou e eu notei que era algum superaquecimento e abri pra repor a pasta térmica do cpu e vi que um dos parafusos do cooler tava quebrado. se eu tivesse esse tipo de indicador eu poderia notar a mudança antes dele começar a desligar por causa dela.
esse tipo de indicador é bastante útil pra quem joga, pra quem tem PCs antigos, pra quem tá desenvolvendo interfaces gráficas no Electron ou C# (que as vezes ficam pesadas aparentemente sem motivo). acho que listar um monte de exceções e pensar “não me parece útil se está funcionando bem” é pensar do avesso algo que é justamente pra quando as coisas não estão bem XD
a interface do linux pra esse tipo de monitoramento, e também a de processos, já existe, mas é muito menos intuitiva e acessível que a do Windows e é uma barreira grande pra pessoas que tem um conhecimento intermediário de Windows e gosta de ter esse tipo de controle. por último, você usa Mac né, então normalmente quando você tem algum tipo de problema você não precisa comparar specs diferentes pro mesmo sistema operacional, quem tem o “Mac tal” tem sempre as mesmas configurações, pra quem lida com múltiplas possibilidades de specs, esse tipo de dado ajuda muito a achar problemas.
É, faz sentido. Em minha defesa (😄), acho que nem nos meus últimos anos de Windows (8/8.1) usava fazia esse monitoramento.
Cansei de sofrer e demorar pra perceber com apps gulosos ou travados no MacOS, que pode ser culpa desde instalação antiga (vivendo só de restaurar/transferir), algum excesso que eu faça (extensões de browser ou sei lá), pegadinha de apps ou páginas web específicas*, ou mesmo os agora três ̶s̶p̶y̶w̶a̶r̶e̶s̶ software de gestão corporativa diferentes da empresa.
Deixo uso de uso de CPU, frequência (GHz)**, temperatura e memory pressure (sim)*** ao lado do relógio.
Talvez as coisas estejam lentas porque é o que sobrou pra mim com tanta coisa mal otimizada hoje em dia, mas talvez seja culpa de algum guloso/bugado a ser tratado.
*Incrível como web apps estão um inferno, né? Não o bastante, levaram isso para apps standalone com a maldição do Electron e afins. É a minha morte. Um MacBook Pro 16″ (2019) com i7@2.6GHz não consegue trabalhar tranquilo o suficiente.
**Ela é dinâmica, né. Já peguei alta mesmo com a máquina em repouso. Não ficou claro pra mim qual era o processo sacana; a CPU não estava exatamente alta (no geral ou de processos específicos). Reiniciar foi a saída nas poucas ocasiões em que enxerguei isso.
***Aprendi que com o tempo ele sobe, e sempre que isso acontece a máquina está uma carroça, e só resolve reiniciando. Sei lá que diabos de problema de gestão de memória é esse. Acompanha a subida da memória “wired”, que me parece que era pra ser do sistema, isolada dos apps em execução, que seriam os da memória “active”, mas não consegui entender o suficiente.
Pura estética. Mas na real acho que sempre foi – muito usei isso, mas eui não usava para ficar fechando e microgerenciando, era para ver mesmo, nerdporn.
Portanto para min isso morreu junto com windows blinds (lembra?!!). Hoje nem papel de parede mudo mais, pois apenas vejo ele ao ligar a máquina mesmo….
PORÉM papel de parede mudo de qualidade, pois tela 4K exige algo melhor que o lixo default da MS, nem que seja por 5 segundos! https://winaero.com/how-to-disable-wallpaper-jpeg-quality-reduction-in-windows-10/?utm_source=software&utm_medium=in-app&utm_campaign=winaerotweaker&utm_content=wallpaperquality
Aqui no windows eu só abro o gerenciador de tarefas quando estou sentindo o Pc pesar. Depois que fiz upgrade pra 32gb de ram, pro meu uso, não tive mais esse problema.
Por vezes dou uma olhada no top, htop, glances ou bpytop, acho úteis, principalmente quando percebo alguma variação no desempenho do sistema; um dia desses o teamviewer (uso para ajudar alguns amigos que usam windows) começou a comer memória, vi e matei o processo pelo htop mesmo.
Achi que é algo que interessa bem mais a galera do linux do que do mac.