Resumo do vídeo feito no Microsoft Copilot:
Este vídeo discute a monetização de conteúdo lento (Slow Content) e se é possível viver dessa criação na internet. O apresentador explora o conceito de Slow Content como uma reação à velocidade das redes sociais, enfatizando a qualidade e profundidade em vez da produção em massa. Ele também aborda a importância da experiência prévia e a coragem de ir contra a corrente, protegendo o estilo e a qualidade da criação.
Destaques:
+ [00:00:00][^3^][3] Conceito de Slow Content
* Discussão sobre o cansaço da velocidade das redes sociais
* Slow Content como movimento de contraste à produção rápida
+ [00:03:14][^4^][4] Monetização e suficiência
* Definição de “devagar” como suficiência, não apenas lentidão
* Exemplos de monetização consciente e foco na qualidade
+ [00:07:01][^5^][5] Experiência prévia e maturidade
* A importância da experiência antes de iniciar projetos paralelos
* A maturidade criativa contribui para a sustentabilidade do projeto
+ [00:12:33][^6^][6] Coragem de ir contra a corrente
* Proteção do estilo de criação e confiança no processo
* Importância de não se deixar levar pela tendência de postagens frequentes
Gosto muito do conteúdo do Tiago. Apesar dele fazer muita propaganda para empresas que não compactuam muito com essa ideia do Slow Content (Notion, Hotmart e etc.). Ele me parece muito verdadeiro naquilo que compartilha. Acho que são valores próximos aos do MdU.
7 comentários
Excelente tópico! Assisti o vídeo aqui. Não tenho muita intimidade com o recorte que ele fez. Parece ser algo bem nichado, mais voltado para pessoas que tem grande conhecimento em marketing e publicidade.
Voltando ao título “monetização de slow content”, acho possível, porém complicado. Penso em dois modelos: financiamento coletivo ou afiliação junto a uma produtora.
O Cosmic Effect é um exemplo do primeiro modelo. Eric Fraga dividia seu tempo entre o trabalho convencional e o site / canal. Inspirado em alguns exemplos gringos, fez um Patreon para focar 100% no CFX. Deu certo. O canal expandiu suas séries em vídeo, antes chamadas de videocasts e, aos poucos, adaptou-se também à demanda de um novo e maior público: Lives.
O segundo modelo é mais comum no exterior, principalmente nos EUA. Trata-se de canais vinculados a produtoras. Cito exemplos (antigos) como o PBS Idea Channel e Will Schoder, que conheci na época em que fiz este post no meu antigo blog.
Num outro post, da mesma época (2017), fiz um esforço a fim de encontrar canais que faziam algo diferente e num ritmo mais lento. Nessa playlist, há uma amostra deles. Muitos encerraram suas atividades e/ou mudaram a abordagem para algo moldado ao ritmo acelerado imposto pelo Youtube.
A conclusão que chego é que, no caso de vídeos, pelo menos, além de uma atitude diferente é preciso de grana, investimento. E isso é facilitado no modelo de produtoras como as que existem nos EUA. No caso do Patreon, infelizmente a massa da população brasileira tem renda muito baixa, não podendo dar grandes contribuições, a depender do projeto.
Resta também um recorte bem específico de pessoas que dispõem de dinheiro acumulado e podem investir em seus projetos de maneira mais idealista e menos pragmática, por não depender desta monetização em si para sobreviver.
Num mundo ideal, penso que o melhor e mais saudável seria: pessoas trabalhando em jornadas reduzidas e ganhando um salário que suprisse seu custo de vida, podendo dispor de seu tempo livre para tocar seus projetos, sem pressa (aliás, é assim que muitos senão a maioria dos projetos de apps Open Source são tocados).
Para finalizar, gosto da ideia de tratar o conteúdo como se fosse uma biblioteca e não uma livraria (não só “entregar”, mas “receber” de volta também). No sentido de fazer um conteúdo mais atemporal, que pode ser revisitado por pessoas diferentes em tempos diferentes. Com temáticas de vídeos que sejam como histórias diferentes de uma Antologia e não capítulos de um livro linear.
Sensacional seu comentário!
Esses dias estive procurando alguma solução pra acompanhar as notícias do Brasil (e de São Paulo) que fosse em um formato mais “slow”. Uso RSS pra acompanhar blogs/canais que gosto (e o MdU) mas a experiência de acompanhar notícias pelo feed é ainda algo muito frenético pra mim. Todo dia muita coisa desnecessária, que não agrega ou só me deixava ansioso. Acabei decidindo pelo velho jornal de papel uma vez na semana. É a melhor solução? Acho que não, mas por enquanto é a que encontrei. Se alguém tiver alguma ideia melhor a la ” slow news”, por favor compartilhe!
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A sugestão do Ghedin e se informar por newsletter é bem boa, mas eu não assinaria um veículo tradicional de mídia. Acho mais interessante assinar uma newsletter que já faça uma curadoria e um bom resumo de acordo com seus gostos.
Concordo demais, atualmente acompanho a Meio e The News, apesar das ideologias de cada uma. É só o que leio de notícias durante o dia
Conteúdo lento. Interessante esse rótulo que de repente tacaram nas coisas que não correspondem ao “normal” imediatista e raso que tomou conta da cultura atual (com incentivo onipresente de quem patrocina essa cultura). Estou lendo agora um livro de mais de 300 páginas, depois de ter finalizado outro livro de 400 e tantas páginas. Me imagino dizendo isso por aí e vendo a cara de assombro das pessoas. “Nossa, onde esse cara vai se arrastando nessa lentidão toda?”