Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS

Millenials ou Geração Z? Nenhuma. Pesquisadoras brasileiras propõe novos termos

Investigando o contexto brasileiro, as pesquisadoras Milhome e Rowe, da Universidade Federal da Bahia, sugerem termos aplicáveis a realidade brasileira em tese de doutorado.

Resumo do Copilot:

Claro! A tese de Jaqueline Cavalcante Milhome propõe uma nova classificação das gerações brasileiras, baseada em eventos históricos e socioculturais específicos do Brasil. Aqui estão as gerações e suas características principais:

  • Geração Nacionalista (1910-1929): Impactada por uma educação voltada para padrões e normas, com forte cunho nacionalista.
  • Geração Pré-ditadura (1930-1943): Formada durante o período pré-ditadura militar.
  • Geração Reprimida (1944-1958): Vivenciou a repressão durante a ditadura militar.
  • Geração Diretas (1959-1968): Marcada pelo movimento Diretas Já e a luta pela redemocratização.
  • Geração Hiperinflação (1969-1978): Cresceu durante o período de hiperinflação no Brasil.
  • Geração Social (1979-1991): Caracterizada por um maior foco em valores sociais e coletivos.
  • Geração 4.0 (1992-2005): Nascida na era digital, com grande familiaridade com tecnologia e informação rápida.

Essas gerações foram definidas com base em eventos marcantes que moldaram os valores e comportamentos de cada grupo.

Para o tópico não ficar muito grande, gerei um Pastebin com um resumo das gerações social e 4.0 no ChatGPT.

Dica: abram a tese no Edge peçam para o Copilot resumir.

Prompts que usei:

  • Gerar resumo do documento
  • Descreva para mim, com base no documento, a classificação das gerações e sua características
  • Me explique melhor sobre a geracão social
  • E a geração 4.0?

O que vocês acham?

17 comentários

17 comentários

  1. Por que “geração 4.0”? E dizer que os nascidos entre 92 e 05 nasceram na “era digital” é uma bela forçação de barra, considerando que só passamos a ter uma “era digital” pra valer depois de 2005, com a popularização dos celulares e da banda larga.

  2. eu meio que trabalho com isso e detesto essa coisa de nomear gerações — sempre falo “os mais jovens” e “os mais velhos mesmo” — essa talvez faça sentindo porque conversa diretamente com o contexto brasileiro, mas acho que o IA de resumo misturou algumas coisas aí

    de qualquer forma, é sempre arbitrário
    meus pais são da geração “diretas já”, mas pela estratificação social/racial, eles são muito mais “hiperinflação” do que qualqer outra coisa

  3. Acho que a geração z americana (infelizmente) bate com a nossa geração z

  4. posso ser chato? se por um lado a gente não devia importar os modismos estadunidenses, tampouco devíamos importar a lógica por trás deles

    inclusive faz total sentido que seja um trabalho da área de administração e não da área de história, porque essas categorizações seriam consideradas bastante problemáticas pelos historiadores — para não dizer rasas, equivocadas ou simplesmente ruins. São generalizações baseadas em clichês que ignoram as nuances da história (como é o caso das gerações estadunidenses, mas ao menos lá essas generalizações ao menos tinham a ver com movimentos demográficos, como o baby boom do pós-guerra)

    1. Exato. Existe uma grande crítica a esse modelo geracional em si e que ele tem pouca ou nenhuma base. Fiz uma leitura dinâmica rápida (afinal 164 páginas) mas não achei nada que toque nesse ponto.

  5. Sempre achei a importação dos termos geracionais estadunidenses na grande mídia brasileira forçada, porque vários eventos de lá não se encaixam direito com o que foi vivido aqui. Mas não conhecia ainda estudos sobre a divisão de gerações por aqui. Bacana saber!

  6. Achei bem interessante fazer um versão adaptada pelos nossos acontecimentos. Achei curioso ver que tem bastante diferença de duração entre cada geração, mas achei que a 4.0 talvez merecesse uma subdivisão, percebo bastante diferenças entre pessoas dessa faixa etária, acho que rendia 2 classificações

  7. Creio que os termos propostos pelas pesquisadoras ainda mereçam um debate mais profundo, mas fico feliz em saber que alguém está interessado em analisar as gerações brasileiras a partir de critérios e contextos locais. Muitos aceitam, acriticamente, os conceitos americanos de geração X, Y, Z (“baby boomers”???) e ignoram, por exemplo, que os brasileiros não tiveram a mesma relação com a tecnologia, a guerra, a ciência e outros eventos transformadores que os cidadãos dos EUA e Europa.

    1. na verdade, os baby boomers nos EUA são justamente os únicos que fazem sentido enquanto generalização de uma geração inteira, já que nasceram durante o baby boom do pós-guerra, entre a segunda metade dos anos 1940 e o fim dos anos 1950. É ao mesmo tempo a geração da contracultura e a geração que viria a eleger Reagan nos anos 80: altamente heterogênea, embora tenha passado pela revolução cultural, pela revolução sexual, tenha enfrentado as contradições da guerra no Vietnã, etc.

      seus filhos viriam a constituir a geração X: justamente uma geração que não se podia definir com clareza nem se reduzir a um único aspecto comum (como o caso dos boomers). O uso das letras seguintes veio daí, mas o X por si só já é uma forma de assumir que tratava-se de uma geração indefinível.

  8. Faz sentido. Daria pra incluir alguns eventos mais. Mas vou ler a tese depois pra dar uma entendida. Existem muitos eventos sociais marcantes também. E não dá pra fugir do contexto político. Cada etapa foi muito importante pra definição de cada geração e como pensam.

  9. Pensar em gerações de acordo com a realidade brasileira é muito melhor que a importação copia-cola dos EUA. Se não me engano soube desses termos num vídeo do meteoro primeiro

  10. Essas daí fazem certamente mais sentido no Brasil que as gerações BB, X, Y e Z norte-americanas

  11. Minha opinião, por alto, pela minha bolha, é que isso não bate muito n. Parece que querem fazer um retrofit de gerações de acordo com eventos políticos.

    1. Nem todos são políticos, a hiperinflação foi muito mais econômico que político, e existem outros acontecimentos não políticos na classificação.

    2. bom, mas qualquer fato tem causas e efeitos políticos. não tem como fugir disto.