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📌 Manual do Usuário fora dos buscadores (Google, Bing etc.) [Atualizado]

Li e processei todos os comentários desde que implementei os bloqueios e, ontem à noite, decidi voltar atrás, 180º, e parar de brigar com esses robôs, empresas de IA, buscadores etc… Liberei (quase) tudo. Só ficaram no bloqueio robôs nocivos, que exageram nos acessos ao Manual, e alguns de “inteligência”/SEO e marketing mais fáceis, que já estavam no radar. Vida que segue.

Na sexta (6), implementei algumas barreiras contra crawlers de buscadores (Google, Bing etc.) aqui no Manual. Deixei apenas a capa acessível, para facilitar a descoberta do site por quem se esquece ou nunca se lembra do endereço.

Essa decisão vem daquela reflexão acerca do desequilíbrio entre buscadores obcecados com IA generativa e sites independentes/pequenos. (Falei um pouco disso aqui.) Estou tentando bloquear, também, chatbots de IA.

A busca interna do Manual é provida pela Algolia e é bem boa: tem “fuzzy search”, vários filtros e engloba o Órbita. Usem-na. Estou intensificando a divulgação do blog em outras plataformas e fazendo algumas melhorias no WordPress para tornar o blog mais flexível em diferentes contextos, como impressão (em papel mesmo) e uso como aplicativo. (Para quem prefere o blog como ele é hoje, nada mudará nesse sentido.)

Em breve trarei mais detalhes dessas novidades.

Enquanto isso, comentários, pitacos e broncas são bem-vindos 😁

14 comentários

14 comentários

  1. A gente anda bem perdido sobre o que fazer com tudo isso, né?

    Decidi sair dos serviços da Microsoft quando me dei conta do absurdo esquisito que era a relação da big tech com o Palantir, o Lavender e outras monstruosidades.

    Postei no Órbita, pedi conselhos sobre alternativas aos softwares que usava, pesquisei algumas horas, formatei o computador, reinstalei tudo, recoloquei tudo no lugar. E no primeiro bug (ao clicar no ícone do serviço de nuvem que eu havia escolhido, nada acontecia até que eu bloqueasse e desbloqueasse novamente a tela) comecei a me perguntar “por que estou fazendo tudo isso?”

    Quando me dei conta que teria que pagar o Dropbox, dei mais um passo atrás, e ter saído do Windows não parecia fazer sentido. Apanhei um pouco mais pra ajeitar minhas pastas no sistema, pra que fizessem backup automaticamente e… Puts, parecia que eu tava movendo montanhas para nada.

    E ter que pagar por um e-mail alternativo, migrar aos poucos, optar por outro app de agenda, que não a do Google. O ímpeto moral foi murchando. Queria que fosse uma pichação no tanque, pelo menos, mas, não sei… Não foi como me senti.

    O negócio da big tech é um buraco negro sugando tudo. Reformatei a porra toda (com todo respeito) e cá estou eu, convenientemente, em meu Windows 11, OneDrive, Word, Gmail, Google Agenda e o raio que o parta.

    1. Nossa cá estou de novo nesse dilema. A 1 ano atrás ativei uma licença que comprei numa promoção baratinha do office 365, e agora que venceu (tenho outra chave da mesma data) fiquei pensando o que farei depois agora que está caríssimo ter 1tb pelo OneDrive? Vou ativar mais 1 ano de licença mas já senti que essa dependência é nociva. Vontade de abandonar tudo, colocar os arquivos num hd e esquecer. Vez ou outra que preciso de um arquivo da nuvem, não sou de ti nem nada, no meu caso posso me dar ao luxo de simplesmente sair desse ciclo.

      1. Bom… Acho que tem duas saídas, pelo menos:

        Sair do ciclo e fazer um backup local. Por muito tempo isso deu certo pra mim, e eu só usava uns 2 GB na nuvem pra guardar meus próprios textos e coisas assim.
        Seguir na conveniência do ciclo. As licenças são muito mais baratas na Kalunga. Comprando a licença física, pelo site ou na loja, ela fica uns 90 reais por ano, o que hoje é… uma pizza?

  2. Li e processei todos os comentários desde que implementei os bloqueios e, ontem à noite, decidi voltar atrás, 180º, e parar de brigar com esses robôs, empresas de IA, buscadores etc… Liberei (quase) tudo. Só ficaram no bloqueio robôs nocivos, que exageram nos acessos ao Manual, e alguns de “inteligência”/SEO e marketing mais fáceis, que já estavam no radar.

    Vida que segue.

  3. Eu tô apostando que não vai fazer diferença (ainda mais pq vc não monetiza pageview).

  4. Tenho uma experiência semelhante em meu blog. A maioria das visitas que o Google manda são inúteis, de gente procurando torrent de filme de scifi. A pessoa bate e volta em poucos segundos. Um mínimo (talvez 15%) é de visitas interessantes, de gente procurando resenhas de livros, artigos anticapitalistas ou ambientais. Mas como esses 15% são consideráveis pra mim, ainda não penso em fazer isso.

  5. tirar ia pode ser ruim demais.
    é muito bom quando a ia te dá informação com fonte verificável e boa.
    e aqui tem muito conteúdo bom.
    eu diria que tem coisa aqui que só tem aqui.

    1. Eu concordo, André. É bom para quem usa a IA e para a empresa da IA, mas não é bom para quem fornece o conteúdo que a empresa da IA usa de matéria-prima para deixar sua IA boa para quem a usa.

  6. Entendo o fato de não criar ou formatar conteúdo em função de otimizações para o google / similares, porém, qual seria a motivação dessa mudança?

    1. Tentei responder essa pergunta aqui. Em resumo, acho que a relação entre buscadores e sites se desequilibrou com a ascensão das IAs generativas. Antes, o Google consumia o conteúdo dos sites em troca de leitores/visitantes. Agora, o Google consome o conteúdo dos sites e o regurgita em seu próprio domínio, sem mandar sequer leitores/visitantes. Isso vale para outros buscadores e IAs “nativas” (ChatGPT, Perplexity etc.).

  7. Poxa, entendo seu posicionamento, mas a busca do ChatGPT me direcionou para sites ótimos, creio que seja uma perca considerável.

    1. Há perdas, isso é inegável. Por outro lado, é uma abordagem diferente para um site. É possível um site sobreviver sem estar no Google? Isso coloca o Manual na “dark web”? Posso contar com o boca a boca dos leitores para apresentar o site a mais pessoas? 👀

      1. Eu acho que o destino de quem viveu ou se deixou contagiar pelo espírito inicial da web será mesmo a deep web – real ou informal. Quem vive a internet como um meio de produzir, difundir e consumir cultura no sentido amplo do termo, que foi a batida inicial da web (quando aliás só a gente “se arriscava” a comprar por aqui), tende a de novo encontrar seu lugar e a recriar um meio ambiente paralelo a isso em que quase de repente as redes sociais transformaram a web. Acho que fomos “pegos desprevenidos” e a reação está começando. A internet jamais voltará a ser o que era, mas o que ela foi tende a se tornar um nicho, um ambiente paralelo, rico, fértil e relevante.