E eu cheguei aqui vindo do post da idade limite para educação ambiental. Gosto muito dos meus brinquedos tech, mas fico sentida pelo lixo produzido…
Ontem assisti um vídeo do Dankpods que ele meio que põe uma provocação: muitos dos equipamentos que ele comprou recentemente, incluso um iPhone, tiveram uma vida útil muito curta, seja porque o equipamento teve problemas de hardware ou software, uma bateria de vida útil curta, etc… E detalhe que ele usa a mesma analogia do Rodrigo Ghedin – um relógio Casio antigo tem bateria que dura anos até e faz o que tem que fazer – mostrar as horas.
Tem notebook que dura em média uns 3 anos. Mouse, dependendo da qualidade e de quanto ele sofre de estresse no cabo, também uns 2 a 3 anos em média – isso falando de um básico de 50 reais da Logitech, pois se a pessoa cuida bem o mouse dura bem mais até.
Se fosse falar de “programas de garantia permanente”, por exemplo o mouse quebrou porque um caminhão passou por cima e com isso ele pode só mandar uma mensagem e chega outro pelo correio sem custo adcional além do combinado mensal, talvez até é interessante. Não é diferente da famosa “garantia estendida”, que nada mais é que um seguro – se o aparelho quebra fora da garantia de fábrica, são mais 1 ou 2 anos para aproveitar dessa garantia e ou mandar arrumar ou trocar por outro.
Mas eles precisam ser honestos – não deveríamos estar falando de um “leasing” de mouse, pelamor. Mas sim de um “seguro” – mouse quebrou ou a pessoa tem interesse em um mouse com mais funções, se tudo isso estiver embutido na mensalidade e a mensalidade for o valor equivalente a pagar o valor de um mouse equivalente por um ano, pode ser interessante, pois de fato tem gente que pagaria para ter esta “comodidade” (eu não). Fora isso, é só pega trouxa.
Achei curioso ele pegar um relógio (presumivelmente, um relógio “burro”, não-smart) para aventar a ideia de um mouse por assinatura que ganharia recursos com o passar do tempo. O que permite ao relógio ser eterno é fazer só uma coisa (e bem), o uso de materiais de qualidade e uma construção idem. Dá para fazer um mouse assim — ou, se não, oferecer peças de reposição e um bom pós-venda, só que aí não é estupidamente lucrativo.
O maior empecilho para a criação de um “mouse eterno” é, como o @Juarez pontuou, o próprio capitalismo.
O capitalismo chegou no limite, não tem mais de onde tirar dinheiro, então inventam essas coisas. É daí para pior.
E eu cheguei aqui vindo do post da idade limite para educação ambiental. Gosto muito dos meus brinquedos tech, mas fico sentida pelo lixo produzido…
Ontem assisti um vídeo do Dankpods que ele meio que põe uma provocação: muitos dos equipamentos que ele comprou recentemente, incluso um iPhone, tiveram uma vida útil muito curta, seja porque o equipamento teve problemas de hardware ou software, uma bateria de vida útil curta, etc… E detalhe que ele usa a mesma analogia do Rodrigo Ghedin – um relógio Casio antigo tem bateria que dura anos até e faz o que tem que fazer – mostrar as horas.
Tem notebook que dura em média uns 3 anos. Mouse, dependendo da qualidade e de quanto ele sofre de estresse no cabo, também uns 2 a 3 anos em média – isso falando de um básico de 50 reais da Logitech, pois se a pessoa cuida bem o mouse dura bem mais até.
Se fosse falar de “programas de garantia permanente”, por exemplo o mouse quebrou porque um caminhão passou por cima e com isso ele pode só mandar uma mensagem e chega outro pelo correio sem custo adcional além do combinado mensal, talvez até é interessante. Não é diferente da famosa “garantia estendida”, que nada mais é que um seguro – se o aparelho quebra fora da garantia de fábrica, são mais 1 ou 2 anos para aproveitar dessa garantia e ou mandar arrumar ou trocar por outro.
Mas eles precisam ser honestos – não deveríamos estar falando de um “leasing” de mouse, pelamor. Mas sim de um “seguro” – mouse quebrou ou a pessoa tem interesse em um mouse com mais funções, se tudo isso estiver embutido na mensalidade e a mensalidade for o valor equivalente a pagar o valor de um mouse equivalente por um ano, pode ser interessante, pois de fato tem gente que pagaria para ter esta “comodidade” (eu não). Fora isso, é só pega trouxa.
Achei curioso ele pegar um relógio (presumivelmente, um relógio “burro”, não-smart) para aventar a ideia de um mouse por assinatura que ganharia recursos com o passar do tempo. O que permite ao relógio ser eterno é fazer só uma coisa (e bem), o uso de materiais de qualidade e uma construção idem. Dá para fazer um mouse assim — ou, se não, oferecer peças de reposição e um bom pós-venda, só que aí não é estupidamente lucrativo.
O maior empecilho para a criação de um “mouse eterno” é, como o @Juarez pontuou, o próprio capitalismo.
O capitalismo chegou no limite, não tem mais de onde tirar dinheiro, então inventam essas coisas. É daí para pior.