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Limite de caráter de Elon Musk sol2070.in

Minha resenha de “Limite de Caracteres”, o livro-reportagem sobre a destruição do Twitter por Musk.

“Adorei a leitura por desmistificar a suposta genialidade desse bilionário. Na biografia autorizada de Musk, de Walter Isaacson, ele é quase endeusado dessa maneira. Já em Limite de Caracteres, aparece como alguém que nutre uma ideia extremamente inflada de si, alienado da realidade, que não admite ouvir “não” e que basicamente não tem ideia do que está fazendo.”

8 comentários

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  1. Sei lá, a leitura de que o Musk “destruiu o twitter” parece hoje tão furada que até me desanima de ler o livro. Impressão que tenho é que o X continua tão influente quanto sempre foi, só que agora expondo as pessoas que frequentam aquilo lá a mais conteúdo pornográfico e de extrema direita.

    1. “Musk destruiu o Twitter” não está tentando dizer que “a empresa se tornou irrelevante”. O significado é que o Twitter era uma coisa: uma rede plural, com bom nome, com grandes empresas anunciando, que chegou a ser avaliada em 20% a mais do que Musk pagou (hoje desvalorizou para 20% do que ele pagou), onde havia moderação de vanguarda até, etc. Essa coisa pela qual o Twitter era conhecido foi destruída.

      1. Ainda acho as reações a tudo que o Musk fez com o twitter exageradamente histriônicas. Antes dele, já era um ambiente terrível, que apostava em priorização algorítmica de conteúdo provocativo pra causar as piores reações possíveis nos usuários, e aquele Jack Dorsey parece outro bilionário babaca do vale do silício.

        Realmente, desvalorizou na bolsa, perdeu anunciantes, foi bloqueado num país com milhares de pessoas viciadas no serviço, mas eu duvido muito que isso venha do fato de que o Musk “não tem ideia do que está fazendo”. No afã de se opor aos fãzocas que acham que esse cara é o maior gênio do planeta, tem muita gente querendo acreditar que ele é só um herdeiro burro zé ruela, mas isso claramente também não é verdade.

        Enfim, – e isso até contradiz a coluna que o Ghedin escreveu outro dia – quem odeia o Musk e acha que o twitter foi destruído podia nunca mais falar desse lugar, nunca mais divulgar “takes” e “piadinhas” “engraçadas” de gente postando lá. Aí sim eu veria vantagem.

        1. “duvido muito que isso venha do fato de que o Musk “não tem ideia do que está fazendo”
          Tanto nesse livro quanto na outra biografia, ele praticamente assume isso. Diz que agiu por impulso, sem saber o que estava fazendo, que é a coisa que mais se arrepende na vida, pra quê que foi se meter nessa roubada, etc.

        2. Era terrível, Dorsey é um cuzão. Verdade.
          Da mesma forma, pisar descalço no cocô é bem ruim, mas tropeçar e cair de boca no mesmo cocô é muito pior.

          Musk é muito pior.

  2. Esse livro parece melhor que a biografia do Isaacson, mas não sei se tenho mais estômago e/ou mesmo interesse em ler sobre esse sujeito.

    1. É muito melhor. Uma senhora reportagem! Fiquei arrependido de ler a do Isaacson, ele até aparece no livro, como um tipo escudeiro inseparável.

      1. E é uma pena. Li a biografia que o Isaacson fez do Leonardo da Vinci que é excelente. Claro, uma coisa é você fazer uma biografia de quem morreu a mais de 500 anos, outra de um cretino bilionário que está vivo para fazer besteira.