6 comentários

  1. Ficaram. Isso é ruim? Não. Nem todo mundo precisa de um acorde novo por segundo. A música clássica em si é repetitiva, é possível notar as mesmas progressões várias e várias vezes em peças diferentes de compositores diferentes. O mesmo acontece no sertanejo ou na EDM, a diferença é a frequência com que isso acontece.

    Esses “estudos” acham que todo mundo precisa consumir só coisas consideradas inteligentes, difíceis ou super duper singulares. As vezes, as pessoas só querem escutar algo simplese além de nao estarem erradas, é o suficiente pra elas.

    1. gente, é impressionante como o estudo é ruim já no resumo: “Music is ubiquitous in our everyday lives, and lyrics play an integral role when we listen to music”

      como pode o resumo de um artigo científico começar com platitudes tão mal embasadas como essa?

      eu faço parte de equipe editorial em periódico acadêmico e se a gente recebe submissão desse jeito não vai sequer pra avaliação pelos pares

      e é nisso que dá falarem de artes e humanidades em um contexto de ciências naturais

  2. Não temos acesso ao estudo original então o que vou dizer a seguir é baseado no que apresenta a matéria (que pode, obviamente, ter distorcido o estudo).

    Mas levando em conta apenas o texto jornalístico: que estudo de merda, hein?

    Pra começar, o fundamental de uma música é… a melodia! O poema é normalmente apenas um complemento — complemento que pode se tornar fundamental para a própria forma musical em determinadas situações (como bem faziam os tropicalistas).

    Quem fez este estudo provavelmente não entende NADA de música e arte: o “conteúdo” de uma canção é o que menos importa.

    Eu fico imaginando o que os autores do estudo diriam de uma canção como Tutano, de Walter Franco, que é um maravilhoso experimento sonoro e vocal em torno do ritmo da palavra “tutano”.

    Sem falar na clássica Bat Macumba que é antes um poema concreto (visual!) que uma canção — e enquanto canção ela é, formalmente, maravilhosa.

    Enfim: mais uma vez vemos a ditadura da palavra sobre o som, sobre a imagem, sobre o corpo e sobre todas as demais formas de expressão.

    Esse povo deve ser fã dos filmes do Christopher Nolan e das charges do Latuff.

    1. Amigo, não importa que “fundamental de uma música é… a melodia”, segundo suas palavras.

      Os autores do estudo resolveram pesquisar as letras. Esse foi o recorte que eles escolheram, e está tudo certo.

      Dizer o que os outros devem ou não pesquisar é que é estranho.