35 comentários

  1. O br vem dando errado a muito tempo, esse tipo de coisa é só a pá de cal. Se aqui fosse país de maioria minimamente educada e com bom senso, influenciadores divulgadores de bets teriam sido escorraçados.

  2. Isso vai cair. Não por ser prejudicial ou não ao indivíduo ou sociedade, mas por que os sindicatos patronais do comércio irão pressionar o governo. Eles perderam muito dinheiro e possuem um lobby muito bem articulado. Vide taxa de blusinhas e afins.

    1. Acho que a pressão maior não é nem de bancos ou comércio, é das igrejas evangélicas.

    1. só mudou o destino. antes gastava com álcool, cigarro e jogo do bicho. hoje gasta com as Bets. como são transações eletrônicas, dá pra monitorar de onde pra onde vai o dinheiro.

      1. Não sei se é verdade ou apenas preconceito seu.

        Mas mesmo assim, álcool cigarro e jogo do bicho são produtos nacionais, ou pelo menos, vendidos por pessoas/empresas nacionais. Isso quer dizer que o dinheiro ficava no país. Esses R$3bn foram todos pra fora do Brasil.

        O BF em si, antes, tinha uma taxa de retorno de R$1 -> R$1,78 e um efeito multiplicador de R$2,40.

        1. Indo um pouco além de serem produtos nacionais: são produtos que geram riqueza. Existe uma cadeia produtiva. Precisam de mão de obra pra serem produzidos e distribuídos. Até se forem importados, precisam ser transportados. Pessoas são empregadas e tributos são coletados. E se a demanda aumenta, gera mais empregos e mais tributação.

  3. No fim o smartphone se tornou o primeiro, segundo e terceiro espaço.
    Trabalho, lazer e vício. Não temos que ir a um lugar, club, lotérica, empresa ou padaria…tudo feito pela tábua.

  4. Vivemos em rodeados por produtos digitais altamente viciantes — “redes sociais”, youtube e agora apostas. Acho que tudo isso é pior que cigarro. O cigarro, você precisava sair de casa pra comprar ao menos. Apostar também, tinha que ir na lotérica/bar/bingo. Tudo hoje está disponível na palma da mão, tempos sombrios…

  5. Maconha segue proibida, apesar de tolerada. Cocaína e outro drogas soa proibidas e reprimidas. Álcool e cigarro sofrem alta taxação e são proibidos de anunciar.
    O caminho imediato de pressão é o boicote total aos garotos propaganda de Bets: Vini Jr, Galvão, Bueno, etc. Não tem mais notinha em jornal, convite pra podcast, convocação pra seleção. E se tiver, área de comentários serve pra isso. Faixa em estádio tb.

      1. Concordo que é impossível esperar q a iniciativa parta da CBF, da Globo, dos próprios clubes.
        Eu acho que essa é uma iniciativa que deveria partir das pessoas, talvez liderada por uma ong um partido ou grupo partidário.
        Algo que poderia começar numa rede social (Bluesky, Mastodon) e ir se alastrando até ganhar a adesão de algum colunista de jornal, artistas, algum veículo de comunicação menos dependente das bets. A área de comentários de qualquer matéria ou postagem desses garotos propaganda, tipo Galvão B, Vini Jr, etc deveriam ser inundadas de comentários negativos (não ofensivos, óbvio, mas questionadores).

    1. absurdo jogador em atividade ser garoto propagando de casa de apostas, os próprios clubes deveriam proibir isso… mas como vão proibir se eles também estão se sustentando com esse dinheiro?

      1. E ainda por cima ser convocado para a seleção…
        O caso do Vini Jr. é o que mais me incomoda pq ele quer se apresentar como um “ativista”, mas essa marca pra vender apostas…

  6. Com certeza, deixar aposta rolar solta é um erro. E é isso, não mas ou todavia. Jogos de azar são extremamente viciantes e a pessoa perde o controle, tal qual algumas drogas. Ou seja, tem que ser tratado como um problema público, um mix de problema de saúde com finanças públicas, ainda mais com o que tá acontecendo de crianças serem usadas pra propaganda, adolescentes jogando em sala de aula. Vai ter gente falando que não dá pra controlar e sei lá o que, mas a gente fez isso com cigarro.

  7. Mas aí se for proibir tudo pq uma minoria não se controla, tem que brecar alcool, maconha, games, até sexo se bobear…kkk

    1. Fora que também, se proibir aqui, quem quiser entrar nessas, vai dar um jeito de fazer isso, seja qual seja…

  8. A surpresa é que alguém ficou surpreso que daria problema.
    É algo criado por especialistas em comportamento humano para viciar seres humanos. Como qualquer outra droga, com uma regulação frouxa, os vulneráveis vão sucumbir.

  9. Não li a matéria mas vou opinar mesmo assim haha.
    Concordo que foi um erro e o problema de se proibir agora é “mas esse mercado gera sei lá quantos mil empregos….”

      1. Já tem gente falando que se proibir bets acabam podcast e futebol 🙄

        1. Então seriam 3 coelhos com uma única paulada.

          Que sonho!

        2. Isso é uma ameaça ou um estímulo? kkkkk

          1. kkkkkk Tal meme nunca perde a graça!
            Engraçado que percebi não tem multo tempo que as pessoas que gostam de assistir futebol, poucas conhecem a história dos jogadores ou filmes do esporte ou até Ted Lasso com sorte o filme Boleiros(prbt)…

    1. E indo mais a fundo nessa questão… quanto estas pessoas já não gastaram com as cervejarias, com o tabaco e as farmacêuticas – porque são viciados em lexotan, rivrotril e dipirona? São todos legalizados.
      Quanto para as igrejas neopentecostais que são flagrantemente golpes? E com as quinas e lotomanias da caixa? Está tudo legalizado.

      Me pergunto se o pobre pode ou não pode tomar as próprias decisões. E porque alguém que, em tese, deveria ser impedido de tomar as próprias decisões pode decidir quem será o presidente do país?
      Cada um que arque com as consequências causadas pelas decisões.

      1. Há um fator coletivo relevante em todas essas decisões, que é a destinação, ou o “caráter social” do dinheiro. A aposta em bet vai para os bolsos de poucos em paraísos fiscais — ou para o crime, como o escândalo da Deolane evidenciou. Bem ou mal, parte da grana da cervejinha pelo menos acaba no bolso do dono do boteco, haha

        1. E outra, parte da grana da cervejinha vai pro auxiliar de produção que trabalha na fábrica, outra parte vai pro agricultor que plantou a cevada/milho/arroz (não sei do que as cervejas de hoje são feitas), outra parte vai pro pagamento de impostos (que um pedacinho vai para os programas de assistência), frete (que alguém recebe pra dirigir o caminhão até o bar), e assim por diante.
          É toda uma cadeia de produção/impostos que se sustenta com o dinheiro da cachacinha.
          Já nas bets o governo tira uma porcentagem de imposto e o resto vai pro beleléu. Nunca mais volta kkkkkkkk

        2. E eu acho que esse aspecto econômico é o mais urgente (embora não o mais importante) desse problema. É uma drenagem quase completa de riqueza nacional, com uma fonte bastante capilarizada, os milhões de brasileiros viciados nisso, pra empresas que nem sequer devem ter escritórios no país.

      2. Argumento totalmente válido, o problema é que quem não joga sofre as consequências. Aí as decisões individuais perdem o caráter particular.