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Kindle pode ser considerado tela?

No sentido literal sim, Kindle é uma objeto com tela luminosa, porém não é esse o ponto.

Gostaria de saber a opinião de vocês se o tempo na frente de um Kindle pode ser considerado tempo em frente de uma tela? E por quê?

21 comentários

21 comentários

  1. sim, nosso cerebro interpreta diferente uma tela (mesmo sendo uma tela e-ink) de um livro/pedaço de papel.

    é uma tela. tecnicamente e neurologicamente

  2. Depende de qual é a sua preocupação.

    Se quanto ao vício em redes sociais ou no próprio aparelho, não. Só serve pra ler texto, tem um navegador impraticável e não tem notificação.

    Se quanto ao domínio e controle de big techs sobre o seu cotidiano, é sim.

    1. Nem é uma preocupação, estava pensando nisso esses dias e gostaria de descobrir outras opiniões.

  3. Se considerarmos tempo de tela de uma forma literal, sim, o Kindle é um aparelho eletrônico e tem uma tela. Se considerarmos tempo de tela, no sentido da discussão em que o termo é usado, tanto popularmente quanto nas associações médicas, não, o Kindle é um livro, enquanto tempo de tela vai ser considerado: jogos, redes sociais, consumo passivo etc

  4. Não considero. É um livro em formato eletronico, apenas isso.

    E no meu caso não o Kindle não chega nem ser uma tela luminosa, já que é uma versão mais antiga que nem iluminação própria ele tem.

  5. Eu não considero tela, não. Embora ele tenha luz, não é ela (a luz) que gera a imagem, como em telas convencionais (TVs, computadores, celulares). A luz de um Kindle tem a mesma serventia da luz da sala, ou de um abajur: iluminar algo que é visível por si só.

    1. Bem colocado, Ghedin.

      Tecnicamente estou de acordo. Mas do ponto de vista da experiência, você não acha que está no campo da virtualidade?

      Não tem a experiência de virar página, cheiro, peso, espacialidade. É uma simulação da experiência material. Aí nesse sentido considero tela, pois afeta a experiência, seja ela boa ou ruim, a depender do gosto pessoal, embora existam pesquisas que afirmam ser o papel o meio que mais facilita a imersão e a densidade da leitura.

      1. Ah sim, com certeza. É melhor que a tela do celular, mas nem se compara com um livro. No Kindle eu tenho a sensação de que estou lendo um livro infinito — independentemente do título, é sempre a mesma fonte, diagramação, margens… o mesmo suporte.

        1. Exato! Falta uma identidade da leitura ali. E nunca tinha pensado nisso, dá uma sensação mesmo de livro sem fim rs

        2. Faz todo o sentido, mas dependendo do que estou lendo chega a cansar ficar segurando um livro físico, pega um guerra e paz por exemplo kkk.

          Mas livros com gravuras Kindle é desanimador, nunca tive um boa experiência.

  6. Falando por mim que tenho um Kobo e leio bastante nele.

    Muito melhor que um celular e em alguns aspectos melhor que o computador.

    Mas eu ainda consideraria tela, porque a leitura de um livro, revista ou jornal físicos é outra experiência.

    Não sei explicar, acho que é a experiência tátil, a geografia da página mesmo, a memória espacial, enfim…só sei que sinto a diferença. Então eu consideraria tela à leitura que faço no Kobo, mas sim, uma experiência muito mais saudável que de outros dispositivos. Só perde para o papel mesmo.

    1. Só um adendo ao meu comentário. Por mais que o Kindle ou Kobo seja um espaço menos estimulante e agressivo no sentido dos algoritmos, ainda é um espaço de virtualidade. Ainda é um fluxo digital e não uma experiência material. Não estou falando no sentido literal, porque como você mesmo disse isso é óbvio. Mas no sentido de experiência mesmo de leitura, a virtualidade impede uma experiência mais material, espacial e corporal. Os e-readers ganham dos outros dispositivos no sentido de mais concentração, mas a relação com o conteúdo carrega essa virtualidade das telas. Pode parecer sutil, mas eu considero significativa a diferença entre ler no papel e no e-reader. A tela, mesmo limpa de algoritmos, não tem a fricção do papel, a experiência tátil, a experiência permanece plana, desligada da matéria…e essa desconexão sensível, por menor que pareça, altera o tipo de presença que temos diante do texto. Mas como disse, amo meu Kobo, uso e abuso dele. Mas abrir mão do papel 100 por cento, jamais hehe

      1. Desde que adquiri o Kindle eu só leio digital, no início para economizar 🏴‍☠️, mas depois por conveniência e facilidade de ter as obras com rapidez. Nunca tive muito apego a essas questões de livro físico, inclusive há um ou dois anos eu comprei um livro físico num sebo que não existia em versão digital ou ebook, e escaneei ele todo pra poder ler digitalmente rs, só pela facilidade de ter no Kindle e apps. Também tem a questão dos livros ocuparem muito espaço, e eu adoro ver a casa livre, estou sempre doando coisas ou jogando fora.
        Agora tem uma coisa que admito, um conceito que ouvi certa vez e quando parei pra pensar de fato é algo que o leitor digital elimina, principalmente em versões alternativas da web 🏴‍☠️: a “mancha gráfica”, esse design pensado intencionalmente, o arranjo, o fluxo, diagramação e espaçamento do texto na página que ajudam a dar movimento à leitura. É uma coisa que sinto falta, mas só percebi quando fui chamado à atenção. No Kindle, mesmo que seja uma obra adquirida legalmente e que venha com a formatação proposta pela editora, parece não ter o mesmo efeito que a “mancha” impressa no livro físico: a escolha intencional de design dos blocos de texto, um detalhe sutil que fica na memória por muito tempo e ajuda a imprimir, pelo menos pra mim, uma memória emocional com a obra.

        1. Muito interessante esse conceito da mancha gráfica! São essas nuances mesmo que me fazem ter um apego à leitura analógica. Mas é isso, nem tudo será possível ler no papel e o dinamismo de acessar obras e ler no e-reader não abro mão também. Eu vou vivendo nesse sistema híbrido mesmo. Gosto de pegar em um jornal, uma revista, um livro com esse design pensado, essa mancha gráfica, mas também gosto de ter uns livros ou artigos bons engatilhados no Kobo sempre pra ler!

        2. Fábio, tive o Kobo até a bateria dele não aguentar e lamento até hoje que ele não tenha vingado!

          Uma característiac do livros físico que me agrada é a quantidade de texto na página. Dependendo do estado da sua vista, a tela de 6 polegadas é razoável (eu não consigo mais diminuir a fonte para tex uma quantidade ótima de teto na página). A tela do celular para textos longos é isuportável.

          Sobre margens e espaçamentos, outra coisa que o Kobo me proporcionou: não tá bom, jogo o arquivo epub no Sigil e conserto. Confesso que aproveito para retirar a página da Editora Le Livros. Pirateio os piratas…

          Sobre a materialidade do livro: Eu faço anotações com papel e caneta sobre o que leio, num bloquinho A6 e uso o kindle de prancheta.

          Ah, e sobre escanear livro físico: essa semana eu QUASE fiz isso. Entrei em um clube de leitura presencial para sentar com amigos ao redor de uma mesa com comidinhas e discutir a história que lemos juntos. O livro desse mês não tem versão digital. Comprei no sebo. Fotografei algumas páginas e carreguei no kindle. Ficou ruinzinho. Passei mais algumas páginas no scanner da firma. Fcou bom, mas deu trabalho pra segurar o livr aberto e depois editar o pdf. Decidi meter o estilete pra separar as páginas e passar com mais facilidade no scanner mas não tive coragem!

        1. Se você quiser comprar, só resta o Aliexpress ou usado se você por acaso achar nos sites brasileiros (geralmente não tem). Mesmo com o imposto no Aliexpress, custa o mesmo que um Kindle equivalente. Recomendo o kobo n613, é o de 6 polegadas clássico e com espaço pra um cartão microsd de expansão, e da para instalar o Koreader nele.

        2. Minha irmã fez uma viagem recente pra Europa e aí pedi pra ela. Se quiser muito um Kobo e conhecer alguém que vai viajar, acho que vale a pena. Eu particularmente gosto muito da integração do Instapaper, tornando muito prática a leitura de artigos. Antes era o Pocket.

  7. Não, está liberado! :-)

    Se o ponto for no sentido de dopamina, redes sociais e afins, acho que não.

    Por ser um aparelho “autocontido”, acredito que não gera excesso de estímulos.

    Ultimamente, tenho usado ele menos para leitura de e-books e mais como leitor de RSS: graças ao Koreader, tenho acesso a um agregador de RSS que funciona diretamente no aparelho. Assino alguns feeds, este Manual incluso. A cada dia mando atualizar e depois faço uma pesquisa por data, para ver as “novidades”, selecionando os artigos e posts para ler depois.

    Mesmo neste último caso, considero uma opção mais saudável do que ficar exposto ao algoritmo de recomendações das redes sociais.

    1. Eu faço isso, mas eu fiz através do Calibre.

      O problema do feed do Manual no Kindle são os links do dia.