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Itaú demite funcionários após avaliar produtividade no home office g1.globo.com

Estranha (e sem detalhamento) a justificativa de baixa produtividade. Será que monitoram o uso do mouse e teclado e derivam disso a atuação dos trabalhadores?

A incompatibilidade estaria entre as atividades registradas nas plataformas e o registro de ponto dos trabalhadores — o que indicaria, na prática, que as horas efetivamente trabalhadas não foram corretamente registradas.

23 comentários

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  1. precisamos de legislação trabalhista mais robusta: é urgente o retorno da estabilidade para a CLT após um período trabalhado

    eu diria que depois de cinco anos, o funcionário devia ficar estável

    olha pro lucro imoral que esses bancos possuem: demissão em massa assim é ato criminoso contra a economia nacional

    1. Precisamos de uma regulação que incentive a contratação de pessoas, não o contrário.

      No Paraguai, com 10 anos de contrato você é estável. Advinha o que acontece?

    2. Imagina se com 5 anos o patrão não puder mais demitir… Todo mundo com 4 anos de casa seria demitido só pra garantir…

      A estabilidade, por sinal, já existe. Se a pessoa procura estabilidade basta perstar um concurso e ir pro funcionalismo público. Pronto, emprego estável pro resto da vida e cá para nós, o funcionalismo não é reconhecido pela eficiência, algo que o setor privado sempre busca.

      Imagina o governo determinando que você pode ou não demitir da SUA empresa… Desde que pague todos os direitos da CLT, a empresa tem que ser livre para reestruturar.

      Empresa só quer dar lucro, então contando que você de para a empresa mais lucro do que seu concorrente (humano ou ia) seu emprego estará estável. Agora se o seu amiguinho for melhor que você ou se uma ia puder te substituir entao não tem pq continuar te pagando.

    3. O Brasil ‘ja foi um país que tinha esse tipo de regra. Também era um país com a maior parte da força de trabalho fora da formalidade – e dos benefícios que ela trazia – em parte, por conta de regras como essas.

  2. E agora no LinkedIn varios ex-funcionarios fazendo textão para dizer que mesmo demitidos tiveram vários premios e destaques durante o período que trabalharam lá… As pessoas são só números… Triste.

  3. A nota do Itaú não fala em “produtividade”. Acredito que o “migué” de alguns funcionários quando estavam de home office possa ter sido interpretado como fraude pelo banco, especificamente no registro de pontos.

    O funcionário batia o ponto as 9h e as 18h, mas não havia atividade nesse período ou somente em alguns períodos (12h-18h, por exemplo). Dessa forma, o funcionário estaria registrando um período de trabalho sem trabalhar de fato. Não sei se isso seria motivo para demitir por justa causa, mas me parece um problema maior do que o argumento “produtividade”: o funcionário mentia sobre seu horário de trabalho e fraudava os registros. Segundo a nota: “foram identificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança” e “preservar nossa cultura e a relação de confiança que construímos com clientes, colaboradores e a sociedade.”

  4. A maioria das pessoas que trabalha pouco o faz pq simplesmente não recebem tarefas o suficiente para passar mais tempo trabalhando que fazendo nada (seja presencial, ou home office). A culpa disto é da empresa e não da pessoa. Mas se aquela pessoa não faz sentido para a organização, não tem nada a ser feito que não seja demiti-la, sem justa causa, como ocorreu neste caso (pelo que entendi).

  5. Final do ano passado em um bancão concorrente do Itaú houve demissões do alto escalão e nos meses seguintes foi descendo até chegar no baixo clero e em março desse ano fui demitido, não deram motivos, se limitaram a dizer que é restruturação.
    Eu trabalhava 2x presencial (tem deptos 1x presencial, outros 5x presencial, varia demais) e nos dias remotos trabalhava tanto quanto presencial, talvez até mais pois estando de casa às vezes uma reunião ou atividade ia um pouco além do horário habitual, além de estar aderente com as certificações e treinamentos solicitados pelo banco.

    Houve e ainda há muitas demissões. Por outro lado estão contratando gente nova de fora, então creio que a restruturação seja o mesmo trabalho para pagar menos.

  6. Nao me surpreende. Banco é a instituição máxima do capitalismo e vai fazer o máximo pra ter ainda mais lucro.

  7. pelo que ouvi de amigos, o banco dava notebook para os funcionários e o monitoramento foi feito nesses notebooks, pelo uso de cpu/memória e tráfego de dados entre o notebook e os servidores do banco. trabalhando, o uso é de cpu/memória é constante e o tráfego de dados também. não trabalhando, ou dando migué de ficar movendo mouse e coisa do tipo, não usa cpu/memória nem tem tráfego de dados com os servidores do banco.

    é o que eu sempre digo: quem acaba com o home office são os funcionários: se fosse bom pra empresa, se os funcionários fossem mais produtivos etc, a empresa seria a primeira a incentivar. se a empresa não quer é porque a galera não produz tanto (o que parece ser verdade, já que todo mundo branda que aumenta qualidade de vida e tals, que faz exercício, que passeia com cachorro, que cozinha… só não trabalhava mesmo).

    1. Todos os estudos que já vi mostram, na pior das hipóteses, uma produtividade equivalente ao presencial.

    2. Eu trabalho remoto em um banco tb. Ficamos um mes sem VPN, tendo que trabalhar presencial. Meu resultado caiu quase 40% do remoto pro presencial.

    3. é o que eu sempre digo: quem acaba com o home office são os funcionários: se fosse bom pra empresa, se os funcionários fossem mais produtivos etc, a empresa seria a primeira a incentivar.

      O Itaú tem quase 100 mil funcionários. Ainda que os critérios tenham sido justos, não dá para generalizar que home office não funciona por causa de 1% que supostamente não entrega o mesmo que no presencial, né?

      1. Pelo que entendi, em nenhum momento o Itaú disse que o Home Office não funciona.

    4. Deixa eu te contar um segredo: o home office só escancara aquele funcionário que não trabalha nem remoto nem presencial. Cancelar o home office é jogar o sofá fora porque pegou a esposa traindo nele.

    5. é o que eu sempre digo: quem acaba com o home office são os funcionários: se fosse bom pra empresa, se os funcionários fossem mais produtivos etc, a empresa seria a primeira a incentivar.
      Essa lenda aí é o que contam para fazer os funcionários ficarem pianinhos, talvez uma forma de chicote moderno. Nenhum ser humano funciona como uma máquina industrial, então medir produtividade através de cliques ou tráfego com servidores da empresa é subjetivo e questionável. Desenvolver software, por exemplo, às vezes envolve desenhar coisas no papel, raciocinar, entender, ações que não podem ser medidas. É claro que tem pessoas espertinhas que não trabalham no home office, ou acumulam vários empregos, mas isso deveria ser facilmente identificável por um gestor competente. A questão é que as empresas estão diminuindo a quantidade de gestores e deixando esse tipo de decisão na mão de algoritmos, sugando o bagaço até a última gota. Esse tipo de layoff tem sido feito mais para passar boa imagem para acionistas e o mercado do que para realmente ter ganhos de produtividade. A “produtividade”/”performance”/”eficiência” sempre foi uma excelente desculpa para reciclar o quadro e contratar outras pessoas com salários mais baixos.

  8. O mais impressionante é que demitiram pessoas que tinham sido recentemente promovidas, ou reconhecidas com méritos por desempenho. O que reforça a ideia de que produtividade não tem a ver com tempo em frente a tela (ou que o Itaú reconhece muito mal quem trabalha lá). É ruim pra quem sai, mas pra quem fica também.

    1. Já fui demitido depois de receber vários méritos e aumentos em sequência. É justamente assim: com o salário mais alto, a justificativa para corte é maior.

  9. Acho que é uma demissão em massa de gente pra fazer uma contratação em massa de robôs. Isso junto com o fechamento de muitas agências físicas é garantia de continuidade no faturamento ascendente do banco.

  10. O Itaú é meio que inimigo do home office já tem um tempo, não duvido nada que seja só pra enxugar o quadro de funcionários dessa modalidade

  11. Começam a surgir mais detalhes:

    O Itaú não confirmou quais softwares de monitoramento utiliza. A Folha apurou que o banco monitora as atividades de seus contratados nas máquinas e nos softwares do banco. A produtividade do funcionário é medida por meio da memória em uso, quantidade de cliques, abertura de abas, inclusão de tarefas no sistema, criação de chamados etc.

    Comparando a atividade no computador com a jornada registrada pelo trabalhador por meio do ponto, o banco encontrou descasamentos que geraram a demissão sem justa causa ou, em alguns casos, advertência.

  12. é bizarro e assustador, mas, ao mesmo tempo, acho surpreendente que num cenário de trabalho remoto esse tipo de prática tenha aparecido só agora. espero que consigam reverter as demissões.