Android para iOS ou vice-versa, Windows para macOS ou Linux e outras mudanças do tipo.
Queria ouvir os relatos de quem fez um desses “saltos” e o que acharam — se valeu a pena, ficou elas por elas ou se se arrependem.
25 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Android para iOS ou vice-versa, Windows para macOS ou Linux e outras mudanças do tipo.
Queria ouvir os relatos de quem fez um desses “saltos” e o que acharam — se valeu a pena, ficou elas por elas ou se se arrependem.
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Migrei do Windows para Linux no final do ano passado. No início foi um tanto conturbado, tive problemas para formatar; passei por duas distros antes de acabar no POP_OS (por influência do Dionatan, do Diolinux). O primeiro foi o Zorin OS e devido a um erro para migrar para o Zorin 17, em seu lançamento, desisti. Tentei o Mint, mas o PC esquentava demais e o problema ao que tudo indica, era com relação à drives. Na minha última tentativa ( eu mesmo dizia), o POP encaixou.E era tudo o que eu precisava mesmo. De verdade? Hoje em dia sinto falta apenas da Steam (eu não sei rodar os jogos aqui) e do pacote Office, que ainda me é super útil. De resto, só elogios. O sistema é muito fluido e responde bem aos comandos e o terminal que parecia um bicho de sete cabeças, nem é tão complicado assim. Existem diversos materiais pela internet e você acaba pegando jeito para a coisa.
Acho que vivo migrando… Tem sempre uma coceirinha que me faz imaginar como é “o outro lado”. Até chega a me atrapalhar um pouco.
Ultimamente experimentei migrar do Windows pro Linux, mas não estou tão satisfeito (?)
O problema não é exatamente o sistema em si, mas eu usava muito a escrita à mão no tablet e reencontrava tudo no OneNote, em qualquer lugar, depois.
A versão web do OneNote é muito ruim, e acabei voltando para os cadernos comuns. Mas agora preciso gerir três cadernos e sinto que o tablet ficou meio subutilizado.
Comecei a migrar de Windows pra GNU/Linux em 2009 — viajei para estudar por uns meses e fiz dual boot no laptop que levei, com ajuda de um colega mais experiente. Voltando, já fiz o mesmo no PC. Abandonei o dual boot uns anos depois, quando os trabalhos que me requeriam usar Windows rarearam, e depois de ter uma boa experiência usando um netbook em que só instalei Trisquel (!) — em parte pra experimentar, em parte porque o HD (memória Flash, na verdade) era mínimo: não rolava instalar dois sistemas operacionais. De vez em quando tenho que usar Windows (em computadores do trabalho ou em VM), e aí percebo que não me arrependo em nada de ter migrado: gosto de usar software livre, de aprender com o uso, de ter mais controle sobre o sistema, de não ter que enfrentar muita “merdificação”.
Migrei também o e-mail do Gmail para um hospedado, ~15 anos atrás; mantive conta Gmail pra usar outros serviços do Google aqui e ali (e pra fazer alguns cadastros, meio como honeypot pra spam). Não tive nenhum problema relevante. Inclusive, aconteceu algo muito curioso: meu serviço de e-mail era comercial (bem pequeno, alemão), mas aparentemente se tornou “comunitário”, ou algo do gênero — avisaram que parariam de aceitar novos usuários e de cobrar mensalidades, mas que as contas existentes seriam atendidas indefinidamente. No início fiquei com medo de ele ser desligado de uma hora pra outra e me deixar na mão (e passei a configurar meu leitor pra espelhar todas as mensagens localmente, como backup), mas lá se vão 9 anos e o servidor continua firme — até o suporte funcionou, nas raras vezes em que tive problemas de lá pra cá. Acho que o fato de que na vida eu usei muito mais o e-mail por softwares clientes (Eudora, Evolution, Claws, Thunderbird) que por webmail também facilitou essa transição — esse cliente até tem o Roundcube, mas eu só uso em computadores compartilhados. Imagino que para quem usa bastante Gmail, a interface web gere um certo lock-in — até mesmo por funcionalidades interessantes que ela implemente, mas que talvez façam a gente esquecer que e-mail é só um protocolo.
Não sei bem se foi uma migração pois eu não tinha computador, mas meu conhecimento de sistemas operacionais era basicamente Windows. Quando em 2007 consegui comprar um computador, optei pelo Linux (Kurumin!) e busquei trabalhar exclusivamente com o pinguim. O que sinto que perdi dessa época foi o mundo dos jogos de computador, um cenário muito diferente do que temos hoje.
Migrei do windows pro linux mint esse ano.
Estava até preparado pra ter um período de adaptação, mas acabei não sentindo diferença prática nenhuma. Tive que fazer uma busca no google pq o segundo monitor estava com algum erro (nem lembro o que foi) e depois disso foi via normal.
A diferença veio mais por interesse próprio, de mexer no terminal e aprender a fazer coisa em python.
Até instalei um termux no telefone e consegui configurar um backup pro meu pc pelo rclone… então se for prático cortar o dropbox e substituir por ssh (outra coisa que descobri nos últimos meses) abandonar o windows vai virar uma economia maior que a licença. Hahaha e o windows ficava enchendo o saco com one drive
Mudei do win11 para Zorin OS, mas infelizmente não consegui fazer com que minha placa de vídeo NVidia GTX 1650 funcionasse com o Wayland. Ou o monitor secundário não era visível
Mudei recentemente de Android para iPhone e foi ok, iOs é chatão mesmo, mas funciona muito bem. Só sinto falta de apps como Mihon para ler meus mangás de fontes alternativas.
Windows para Linux: Curiosamente, o OneDrive da Microsoft foi o motivo da migração. Usava Windows 7, sistema cujas pastas locais sincronizavam nativamente com a nuvem. Em março de 2022, o serviço foi descontinuado para Windows 7 e 8. Atualizei para Windows 10, mas como o PC era antigo alguns drivers não funcionaram direito (sem contar um bug que deixava o Windows Update em loop).
Decidi testar o Linux. Optei primeiro pela solução dos dois sistemas em paralelo, com o Mint; depois, Pop!_OS; e, finalmente, Debian 12 Bookworm. Há dois ou três anos, uso exclusivamente GNU/Linux e não possuo mais nenhuma instalação do sistema da Microsoft. O mais irônico é que, de maneira simples, consegui deixar o OneDrive em sincronia com meu gerenciador de arquivos. E, com o Proton do Steam + Lutris, a pergunta-justificativa pra não aderir ao “Pinguim” perdeu sua razão de ser.
Estou satisfeito. É fato que problemas ocorrem e pode ser difícil instalar ou configurar algum aplicativo. Mas quem sempre usou somente Windows não está acostumado com a liberdade que faz jus à sigla “PC” (Personal Computer). Dentre as vantagens, cito a sobriedade do sistema, que não o incomodará com atualizações que “não pedem licença”, instaladas em momentos inoportunos e os dotfiles, arquivos que podemos levar para outras instalações (até mesmo de outras distros) e ter de volta nossas customizações como num passe de mágica.
iOS para Android: foi uma migração “obrigatória”, por falta de grana. No atual estado de coisas, não fiquei satisfeito: a liberdade no sistema da Google não atendeu às minhas “expectativas”. Do lado da Apple, a combinação de sistema operacional + hardware desenvolvidos pela mesma empresa se mostrou positiva, algo perceptível no gerenciamento de RAM. Hoje, uso iOS apenas no iPad; quanto ao Android, deixei em segundo plano e uso apenas quando preciso muito de algo que o dumbphone não tem (apps como Uber, 99, banco, Shopee etc.).
Migrei brevemente do Android pro iOS – tinha um S21 Ultra e comprei um iPhone 13 – pra experimentar mesmo, pois não tenho nada a reclamar do Android ou da Samsung.
Em um mês desisti, pois uso o Organizze pra registrar meus gastos e, no Android, ele lê as notificações dos outros apps para agilizar o lançamento das transações. No iOS não tem essa possibilidade e eu tinha que gastar bem mais tempo lançando manualmente, então vendi o iPhone e fui pro S24 Ultra.
Fora isso estava achando tudo ok, usando os mesmos aplicativos e tal, um celular é um celular.
Já em questão de computador eu nunca migrei de fato. Comecei a vida no Windows, eventualmente o Linux se tornou meu sistema principal mas sempre mantive o Windows no dual boot pra usar Office e jogos. Nós últimos dez anos diversas empresas que eu trabalhei me mandaram um Mac pra trabalhar, incluindo a atual, e tá ótimo também. Me dou bem com os três sistemas e todos fazem o que eu preciso.
Mudei de PC gamer pra Console.
Troquei meu pentium 3 por um playstation 3… kkkkk
Até tenho um laptop gamer hoje, mas nunca perdi tempo com configuração ou me preocupei com a taxa de quadros que o fortnite está rodando (única coisa que jogo no PC). Jogo mesmo (atualmente) no XBox One ou no Nintendo Switch 1. Sim, mesmo no console não fico desesperado pra estar com o último modelo.
Gasto mais tempo jogando do que montando/configurando hardware ou me decepcionando com aquele “lançamento super aguardado que flopou” como fazem os meus amigos que jogam no PC.
;)
esse é o motivo que sempre preferi console a PC gamer
se jogo é lançado e vejo a minha plataforma ali, sei que vai rodar, já para PC nem sempre isso é verdade
simplesmente compro o jogo e dou “play” e sei que vai funcionar, isso é maravilhoso
Fui obrigado a usar o Windows no notebook de uma empresa que trabalhei por um mês e que sofrimento!! Sou usuário há muito tempo do macOS e do Linux (Ubuntu, minha distro) e tentar fazer as coisas funcionarem para aumentar a produtividade não foi possível no Windows. Peguei pavor do WSL, negócio nada funcional para o meu uso.
Uso muito os benditos dotfiles para configurar todo meu ambiente de trabalho, seja instalando software via brew e o apt-get e ou flathub, assim como as configurações para desenvolvimento (git, node, etc…) e consigo manter conciso entre as plataformas numa boa. Quem tiver interesse: https://github.com/tcelestino/dotfiles
Do iPhone pro Android: Transferi tudo até histórico de ligações e sms. Exceto o WhatsApp.
Foi, na verdade bem divertido. O fato de eu ver muita opçao pra customização no Android, me fez configurar o aparelho bem pro que eu usava mais.
Do Windows pro Mac: eu ainda tinha o iPhone, quando resolvi migrar pro Mac. Não gostei. Eu acho que o MacBook air nao atendeu minha necessidade ns época. Eu fazia muita coisa e achava que a memória de 8gb não era o suficiente.
Vendi o Mac e comprei um laptop bem baratinho com Windows. Assim que terminei minha faculdade migrei pro Linux. Foi bem divertido. Levei um tempo pra configurar algumas coisas que não funcionaram de primeira. E depois testei algumas distros. A que gostei mais foi o Fedora.
Vou continuar com Android. Talvez um celular diferente, se um dia o Pixel parar de funcionar. E um Framework laptop se o meu atual parar de funcionar.
+12 anos de uso de GNU/Linux. Mas tive o desprazer de na troca de máquina de trabalho e pegar um Macbook. Tive uma queda de produtividade absurda, principalmente por conta do teclado (Control e Command, não os quero nunca mais!!!!!!), achava muito complicado acentuar palavras. Não deu nem 2 meses, devolvi e peguei (novamente) um Thinkpad.
Comecei a me aventurar no Linux faz uns 15 anos… Nada muito técnico, afinal só uso o sistema 99% sem necessidade de terminal…
Fui abandonando aos poucos, aquela coisa dualboot, mas migrei totalmente quando comprei meu notebook Lenovo. Faz poucos meses que montei um PC novo e esse roda totalmente em Linux. As poucas vezes que testei Windows no notebook ele ficou barulhento, com a ventoinha acelerada…
No entanto sou ponto fora da curva. Eu não dependo de software por assinatura, não dependo de Google drive ou similares, não utilizo nada de mais do que navegador e alguns softwares para pirataria.
Em 2020 troquei o Windows por um MacBook Air M1. Precisava lidar com CSVs de 100 mil linhas e no Windows cada clique era minutos de travamento no VS Code. No Mac tudo virou instantâneo, sem engasgos. Depois fui para o Pro M1 e já são mais de 4 anos de uso: estável, bateria de 8 a 10 horas e, pela primeira vez, um computador que não me deu motivos para reclamar.
Uso iPhone e pensei q seria uma boa ideia completar com o Mac.
Peguei um M3 ano passado, meu primeiro Mac. Não tenho qualquer queixa do hardware, o BO foi o macOS msm. Já esperava q ia ter algumas dificuldades com atalhos, meio q “superei” em 2 meses. Tentei usar o sistema da forma dele mas não deu pra levar por muito tempo. Tem coisas q são ou mais lentas de fazer como eu fazia no Windows ou levam a soluções pagas/gambiarras.
Acabei vendendo a máquina e mantenho o W11+Linux Arch, sem chance de mudar novamente.
No meio do ano passado adquiri um mac air m3, que a ideia principal era ser o computador de estudos de desenvolvimento, e todo o resto iria continuar fazendo no pc windows, não tive muitas dificuldades no começo, só algumas relacionadas a atalhos e a diferença de teclado, uso um teclado 60%, no começo a sensação era de estar tudo fora do lugar, mas acabou que eu me apaixonei pela bateria desse bicho, e o fato de as coisas simplesmente funcionarem sem dor de cabeça (não que isso fosse um problema recorrente no windows, mas…), hoje o mac virou minha máquina principal para tudo, e o windows ficou só para jogos, tanto que não pretendo migrar o pc pro windows 11 nem trocar de máquina por enquanto, vai continuar no 10 até morrer. Foi uma migração bem tranquila, mas admito culposa, sem a intenção de migrar.
Uns meses atrás eu voltei pro Android depois de passar uns 3 anos com um iPhone.
Eu tinha trocado pro iPhone porque estava de saco cheio do Google e não existe outra alternativa ao Android, acabei voltando porque eu precisava de um celular novo e era mais barato aceitar que não tem como fugir do Google.
Sinto falta de alguns aplicativos do iOS (era ótimo usar o Flighty quando viajava), não sinto falta de ter de usar o iTunes numa máquina virtual pra copiar música pro celular, e no final das contas não muda tanta coisa no dia-a-dia porque os apps que uso com mais frequência são iguais em ambas as plataformas.
Alguns anos atrás eu também tentei trocar de Linux pra macOS, mas não deu muito certo. Não tinha nada de errado no hardware do MBA M1 ou mesmo no sistema, mas eu não consegui me acostumar depois de anos usando ambientes minimalistas feitos à mão no Linux :-)
Uso Linux, Windows e MacOS diariamente. Não tenho grandes problemas, salvo tentar usar atalhos de um no outro de vez em quando.
Adepto dos modapps (metrolist, pipepipe, etc) do Android vou dar (mais) uma chance para o iOS em breve. Antevejo frustrações com adblocks e a inconsistência do gesto de voltar entre os apps, não são dealbreakers, mas estou ciente de onde estou pisando.
Tenho pra mim que desde que a mudança seja intencional – que você queira – e não por forças externas (pegar um aparelho mais barato por falta de grana ou por causa de uma integração obrigatória com sistema do trabalho, por exemplo), será uma transição tranquila. Do contrário, imagino que a frustração reprimida vai mandar o usuário de volta ao sistema de origem em um futuro próximo.
Tentei migrar do Windows para Linux, até consegui parcialmente, um dos notes de casa usa linux mint.
Mas no meu micro de uso mesmo, continuo com o Windows. Tem umas coisas no linux que são inexplicavelmente complicadas, esse lance agora de vários pacotes universais de instalação que não se comunicam, é feito para gente não usar. Deve ser pessoal da microsoft infiltrado na comunidade linux, só pode.
No fim do dia, simplesmente desisti de migrar 100% para linux, o note que a gente usa para navegar na internet tem linux, o que uso para “coisas sérias” continua com windows 10.
E ainda tenho o Steam Deck, que é linux, mas como é um aparelho dedicado, não incomoda (porque sim, o linux me causa incômodos).
Ainda assim, posso dizer que em casa migramos mais da metade do “parque” para Linux, mas o Windows tem presença forte.
Fiz uma outra migração, que foi bem sucedida: não uso mais carteira, está tudo centrado no celular. É seguro? Até agora, sim. É prático? Sim, também.
“É seguro? Até agora, sim.”
Cara, me incomoda um pouco sempre que alguém fala isso. Os pais de Madeleine McCann disseram, no documentário na netflix, que estava seguro deixar crianças sozinhas no quarto de hotel até que ela desapareceu.
Eu não me convenço. Sair de casa sem um documento e considerar “seguro até agora”. Dá uma pensada melhor nisso aí. :)
Fiz a migração iPhone (11 na época) para um S21 em 2021.
Me arrependi, fiquei cerca de um ano com o S21, mas a bateria era ruim, o sistema era meio travado, não havia linguagem visual única (meio que cada app desenhava a interface de um jeito que não ornava bem com a ideia dos demais devs).
Optei por ficar um ano para garantir que não era apenas falta de costume, mas voltei pro iPhone no final de 2022.
Logo depois de voltar ao iPhone, optei por fazer a migração Windows – Mac. Essa foi dura nos primeiros dois-três meses, mas depois disso não tive mais problemas.
O sistema funciona melhor, é mais bonito e tem customizações que não existem (ou eu não sabia usar) no Windows, como o better touch tool, que me permite colocar a senha do certificado digital no canto do trackpad (algo que eu digitava dezenas de vezes por dia).
AirDrop entre celular e computador também é legal, mas eu passava bem sem isso.
Hoje em dia não penso em voltar nem pro Windows nem pro Android.
Já utilizei iOS IPhone 13 e Apple Watch series 9 e Android( S24U e Watch 6)ao mesmo tempo por alguns anos,optei recentemente pelo Android apenas pelo custo benefício, aumentando ecossistema com tablet e Buds,a Samsung faz ótimo trabalho atualmente, importante salientar essa escolha é individual e conforme as nossas necessidades
Uso S21 e o principal problema realmente é a bateria. Comprei externa 20 Ah da Samsung para complementar, para não passar sufoco. Mas vou run-to-failure