12 comentários

  1. Acho importante diferenciar duas situações:
    1) Quem recebe dinheiro para fazer propaganda positiva da China
    2) Quem recebe dinheiro de órgãos de fomento chineses (ex: instituto Confúcio) para fazer pesquisa científica sobre a China.
    O primeiro caso eu colocaria lado a lado com atendentes daqueles estandes de empresas em feiras de emprego. Eles pintam a empresa (ou o país, ou a universidade, ou…) como se fosse o paraíso na Terra, mas é o trabalho deles e supõe-se que isso seja deixado claro de início.
    O segundo caso são pesquisadores que usam métodos científicos para analisar um aspecto que tenha ligação e interesse do órgão de fomento / país.

  2. Ganhando dinheiro não sei, mas já vi bastante reflexo da propaganda política chinesa nas redes sociais daqui. Tenho a impressão que, da mesma maneira que direitistas saem replicando qualquer bobagem, “socialistas de internet” também caem facinho nessas estratégias de propaganda com desinformação. Um exemplo é o modo como o governo justifica a invasão e anexação do Tibete (com diversos crimes contra a humanidade, campos de concentração, extermínio etc…), como se tivessem salvado o país. Não falta gente replicando fake news sobre isso.

  3. Segundo a lente norte-americana, torta, qualquer interpretação de eventos que não condiza com os interesses nacionais norte-americanos (políticos, economicos, sociais, etc) + visão liberal, é propaganda anti-americana, de atores hostis vis e mentirosos, então não me surpreende.

    O oposto que vale: Tem MUITA gente ganhando dinheiro para defender o governo norteamericano, as empresas norteamericanas, e a visão norteamericana do mundo, muito além das redes sociais e midas, muito além do que imaginamos. Se a china investe nesse instrumento de soft power, é muito menos recursos que os eua tem e investem abertamente.

    Veja o caso da invasão do iraque em 2003: apoio incondicional da mídia corporativa toda, da maioria da academia e fundações think tank, apoio organico majoritário da população normal, e só uns gatos pingados contra, tipo o chomsky. E mesmo perguntando hoje numa rede social com gringo ianque, ainda afirmam que a invasão foi justificada, o país estava correto, e foi uma Libertação do iraque, não uma guerra invasão etc.

  4. É o novo George Soros?

    Eu tendo a concordar com o Andre Kittler, do outro comentário. Parece-me sinofobia, reflexo da lente torta que norte-americano tem do espectro político — lá, qualquer coisa levemente à esquerda é “far-left”.

    (E, talvez seja coincidência, talvez não, mas esse rapaz do Twitter aí eu só vejo quando publica fios questionáveis com aromas fortes de teorias da conspiração e xenofobia…)

    1. “…lá, qualquer coisa levemente à esquerda é “far-left”.

      Como se aqui qualquer coisa levemente à direita não fosse “extrema-direita” e, mais recente agora, a “ULTRA-direita”. Aqui você nem lê mais a palavra direita, é sempre extrema-direita.

      1. Fomos governados durante quatro anos por um extremistas, e seu legado continua impregnado no Legislativo e nos governos de vários estados. É um fenômeno recente, e o termo cabe. Uma situação bem diferente da dos EUA.

        Sou muito afeito às palavras e ao sentido delas.

        Aliás, políticos(as) de direita não-extremistas, com projeção, parece que rarearam por essas bandas. Se puder indicar algum(a), agradeço.

      2. “Qualquer coisa levemente à direita” pra falar da cretinice que é o bolsonarismo é ofender a inteligência alheia.

  5. Tem o outro lado, a chinofobia do inferno, que faz empresas como a Lenovo terem dificuldades em trabalharem sem nenhum motivo aparente.

    ops…
    desculpe, Lenovo não é da Chia.

    ops…
    desculpe, não é que não é da China. Mas mas… ela é amiguinha de todos então deixa assim tá! Diferente da Huawei!

    O que na pratica deixa tudo mais complexo.
    Se por um lado o ocidente ataca a china sem nenhum motivo real, apenas por diz-que-diz e tiktok espiona tudo! (diferente do face… digo, do twite… digo, diferente do goo… digo, diferente da amazon… péra. péra! DIFERENTE DE NÓS e fim).. o que a china pode fazer a não ser o mesmo? Esperar por bom senso?

    1. É por isso que eu só compro eletrônicos da Samsung e da LG. Não quero americano nem chinês me espionando. Coreanos eu deixo, afinal, coreanos só querem me vender coisas, não dominar o mundo.

        1. Foi só uma piadoca boba, até porque nos aparelhos da empresas coreanas ou de qualquer país também vêm instalados os mecanismos de rastreamento.