Acho importante diferenciar duas situações:
1) Quem recebe dinheiro para fazer propaganda positiva da China
2) Quem recebe dinheiro de órgãos de fomento chineses (ex: instituto Confúcio) para fazer pesquisa científica sobre a China.
O primeiro caso eu colocaria lado a lado com atendentes daqueles estandes de empresas em feiras de emprego. Eles pintam a empresa (ou o país, ou a universidade, ou…) como se fosse o paraíso na Terra, mas é o trabalho deles e supõe-se que isso seja deixado claro de início.
O segundo caso são pesquisadores que usam métodos científicos para analisar um aspecto que tenha ligação e interesse do órgão de fomento / país.
Quem poderia imaginar?
Ganhando dinheiro não sei, mas já vi bastante reflexo da propaganda política chinesa nas redes sociais daqui. Tenho a impressão que, da mesma maneira que direitistas saem replicando qualquer bobagem, “socialistas de internet” também caem facinho nessas estratégias de propaganda com desinformação. Um exemplo é o modo como o governo justifica a invasão e anexação do Tibete (com diversos crimes contra a humanidade, campos de concentração, extermínio etc…), como se tivessem salvado o país. Não falta gente replicando fake news sobre isso.
Segundo a lente norte-americana, torta, qualquer interpretação de eventos que não condiza com os interesses nacionais norte-americanos (políticos, economicos, sociais, etc) + visão liberal, é propaganda anti-americana, de atores hostis vis e mentirosos, então não me surpreende.
O oposto que vale: Tem MUITA gente ganhando dinheiro para defender o governo norteamericano, as empresas norteamericanas, e a visão norteamericana do mundo, muito além das redes sociais e midas, muito além do que imaginamos. Se a china investe nesse instrumento de soft power, é muito menos recursos que os eua tem e investem abertamente.
Veja o caso da invasão do iraque em 2003: apoio incondicional da mídia corporativa toda, da maioria da academia e fundações think tank, apoio organico majoritário da população normal, e só uns gatos pingados contra, tipo o chomsky. E mesmo perguntando hoje numa rede social com gringo ianque, ainda afirmam que a invasão foi justificada, o país estava correto, e foi uma Libertação do iraque, não uma guerra invasão etc.
É o novo George Soros?
Eu tendo a concordar com o Andre Kittler, do outro comentário. Parece-me sinofobia, reflexo da lente torta que norte-americano tem do espectro político — lá, qualquer coisa levemente à esquerda é “far-left”.
(E, talvez seja coincidência, talvez não, mas esse rapaz do Twitter aí eu só vejo quando publica fios questionáveis com aromas fortes de teorias da conspiração e xenofobia…)
“…lá, qualquer coisa levemente à esquerda é “far-left”.
Como se aqui qualquer coisa levemente à direita não fosse “extrema-direita” e, mais recente agora, a “ULTRA-direita”. Aqui você nem lê mais a palavra direita, é sempre extrema-direita.
Fomos governados durante quatro anos por um extremistas, e seu legado continua impregnado no Legislativo e nos governos de vários estados. É um fenômeno recente, e o termo cabe. Uma situação bem diferente da dos EUA.
Sou muito afeito às palavras e ao sentido delas.
Aliás, políticos(as) de direita não-extremistas, com projeção, parece que rarearam por essas bandas. Se puder indicar algum(a), agradeço.
“Qualquer coisa levemente à direita” pra falar da cretinice que é o bolsonarismo é ofender a inteligência alheia.
Tem o outro lado, a chinofobia do inferno, que faz empresas como a Lenovo terem dificuldades em trabalharem sem nenhum motivo aparente.
ops…
desculpe, Lenovo não é da Chia.
ops…
desculpe, não é que não é da China. Mas mas… ela é amiguinha de todos então deixa assim tá! Diferente da Huawei!
O que na pratica deixa tudo mais complexo.
Se por um lado o ocidente ataca a china sem nenhum motivo real, apenas por diz-que-diz e tiktok espiona tudo! (diferente do face… digo, do twite… digo, diferente do goo… digo, diferente da amazon… péra. péra! DIFERENTE DE NÓS e fim).. o que a china pode fazer a não ser o mesmo? Esperar por bom senso?
É por isso que eu só compro eletrônicos da Samsung e da LG. Não quero americano nem chinês me espionando. Coreanos eu deixo, afinal, coreanos só querem me vender coisas, não dominar o mundo.
Países realmente independentes são raros, se é que existem. A Coreia do Sul é aliada dos EUA.
Foi só uma piadoca boba, até porque nos aparelhos da empresas coreanas ou de qualquer país também vêm instalados os mecanismos de rastreamento.
Acho importante diferenciar duas situações:
1) Quem recebe dinheiro para fazer propaganda positiva da China
2) Quem recebe dinheiro de órgãos de fomento chineses (ex: instituto Confúcio) para fazer pesquisa científica sobre a China.
O primeiro caso eu colocaria lado a lado com atendentes daqueles estandes de empresas em feiras de emprego. Eles pintam a empresa (ou o país, ou a universidade, ou…) como se fosse o paraíso na Terra, mas é o trabalho deles e supõe-se que isso seja deixado claro de início.
O segundo caso são pesquisadores que usam métodos científicos para analisar um aspecto que tenha ligação e interesse do órgão de fomento / país.
Quem poderia imaginar?
Ganhando dinheiro não sei, mas já vi bastante reflexo da propaganda política chinesa nas redes sociais daqui. Tenho a impressão que, da mesma maneira que direitistas saem replicando qualquer bobagem, “socialistas de internet” também caem facinho nessas estratégias de propaganda com desinformação. Um exemplo é o modo como o governo justifica a invasão e anexação do Tibete (com diversos crimes contra a humanidade, campos de concentração, extermínio etc…), como se tivessem salvado o país. Não falta gente replicando fake news sobre isso.
Segundo a lente norte-americana, torta, qualquer interpretação de eventos que não condiza com os interesses nacionais norte-americanos (políticos, economicos, sociais, etc) + visão liberal, é propaganda anti-americana, de atores hostis vis e mentirosos, então não me surpreende.
O oposto que vale: Tem MUITA gente ganhando dinheiro para defender o governo norteamericano, as empresas norteamericanas, e a visão norteamericana do mundo, muito além das redes sociais e midas, muito além do que imaginamos. Se a china investe nesse instrumento de soft power, é muito menos recursos que os eua tem e investem abertamente.
Veja o caso da invasão do iraque em 2003: apoio incondicional da mídia corporativa toda, da maioria da academia e fundações think tank, apoio organico majoritário da população normal, e só uns gatos pingados contra, tipo o chomsky. E mesmo perguntando hoje numa rede social com gringo ianque, ainda afirmam que a invasão foi justificada, o país estava correto, e foi uma Libertação do iraque, não uma guerra invasão etc.
É o novo George Soros?
Eu tendo a concordar com o Andre Kittler, do outro comentário. Parece-me sinofobia, reflexo da lente torta que norte-americano tem do espectro político — lá, qualquer coisa levemente à esquerda é “far-left”.
(E, talvez seja coincidência, talvez não, mas esse rapaz do Twitter aí eu só vejo quando publica fios questionáveis com aromas fortes de teorias da conspiração e xenofobia…)
“…lá, qualquer coisa levemente à esquerda é “far-left”.
Como se aqui qualquer coisa levemente à direita não fosse “extrema-direita” e, mais recente agora, a “ULTRA-direita”. Aqui você nem lê mais a palavra direita, é sempre extrema-direita.
Fomos governados durante quatro anos por um extremistas, e seu legado continua impregnado no Legislativo e nos governos de vários estados. É um fenômeno recente, e o termo cabe. Uma situação bem diferente da dos EUA.
Sou muito afeito às palavras e ao sentido delas.
Aliás, políticos(as) de direita não-extremistas, com projeção, parece que rarearam por essas bandas. Se puder indicar algum(a), agradeço.
“Qualquer coisa levemente à direita” pra falar da cretinice que é o bolsonarismo é ofender a inteligência alheia.
Tem o outro lado, a chinofobia do inferno, que faz empresas como a Lenovo terem dificuldades em trabalharem sem nenhum motivo aparente.
ops…
desculpe, Lenovo não é da Chia.
ops…
desculpe, não é que não é da China. Mas mas… ela é amiguinha de todos então deixa assim tá! Diferente da Huawei!
O que na pratica deixa tudo mais complexo.
Se por um lado o ocidente ataca a china sem nenhum motivo real, apenas por diz-que-diz e tiktok espiona tudo! (diferente do face… digo, do twite… digo, diferente do goo… digo, diferente da amazon… péra. péra! DIFERENTE DE NÓS e fim).. o que a china pode fazer a não ser o mesmo? Esperar por bom senso?
É por isso que eu só compro eletrônicos da Samsung e da LG. Não quero americano nem chinês me espionando. Coreanos eu deixo, afinal, coreanos só querem me vender coisas, não dominar o mundo.
Países realmente independentes são raros, se é que existem. A Coreia do Sul é aliada dos EUA.
Foi só uma piadoca boba, até porque nos aparelhos da empresas coreanas ou de qualquer país também vêm instalados os mecanismos de rastreamento.