Nota do editor: Algum tempo após a publicação desta conversa, a revista Wired, que publicou em primeira mão a notícia via uma coluna de opinião, retirou-a do ar e colocou no lugar uma nota afirmando que a coluna “não atendia aos padrões editoriais”, um eufemismo para dizer que a notícia era falsa.
“Percebe, Ivair, a petulância do cavalo?!”
Já faz um tempo que tem ficado inviável usar o Google para algumas pesquisas, principalmente quando é relacionado a produtos e/ou serviços. O problema é que tudo hoje é produto/serviço. Se você busca algo sobre saúde, infelizmente tornaram em produto. Qualquer tema ou curiosidade virou produto de sites caça-cliques, e assim vamos seguindo.
Alguém aqui está usando aquele buscador pago? Pode relatar a experiência?
7 comentários
Para surpresa de zero pessoas. Hoje o Bing é melhor que o Google. O ideal seria usar uma instância do SearX por segurança ou até o Startpage mas sou uma pessoa de hábitos e me habituei ao Bing. Ademais o esquema de rewards da Microsoft permite converter buscas em produtos.
Essa notícia é falsa. A Wired, que a deu em primeira mão, retirou o texto do ar (uma coluna de opinião) e emitiu uma errata.
Eita. Obrigado por avisar.
Imagina! Vou colocar um disclaimer ali em cima.
Ontem a Wired tirou o artigo do ar.
Isso me lembrou de quando fiz um curso técnico de Ti e o professor fez um experimento de que o nome dele estava mais em destaque que a de muito ator e atriz por aí.
Todo mundo na sala fez a mesma pesquisa, mas alguns alunos relatavam que apareciam outros resultados, o nome do professor um pouco acima, outros um pouco abaixo dos famosos.
Esse cozido do TudoCelular ficou ruim, mal traduzido.
Para começar, o artigo da Wired é de uma advogada que já trabalhou para o DuckDuckGo e na FTC.
Ela cita, sem detalhes, um slide exibido durante o depoimento de um funcionário (não nominado) que revela um sistema de “semantic matching” nos resultados orgânicos (leia-se: não pagos) do Google. O termo, na real, é mais abrangente e tem aplicações justificadas.
O exemplo que ela dá, pelo que entendi, é uma extrapolação. Ela fala (grifo meu) que “o Google provavelmente altera consultas bilhões de vezes por dia em trilhões de variações diferentes”.
Pode ser que o Google esteja usando essa técnica para exibir resultados que lhe sejam mais rentáveis? Sim. Não duvido, não descarto. Mas a evidência que temos até agora é muito frágil — e a repercussão, desproporcional.