‘A França está prestes a testar a proibição de telefones celulares nas escolas para alunos de até 15 anos, buscando proporcionar às crianças uma “pausa digital” que, se considerada bem-sucedida, poderá ser implementada em todo o país a partir de janeiro.
Quase 200 escolas secundárias participarão do experimento, que exigirá que os jovens entreguem seus telefones ao chegar na recepção. Isso leva a proibição dos dispositivos além de uma lei de 2018 que proibia os alunos de escolas primárias e secundárias de usarem seus telefones nas dependências, mas permitia que os mantivessem em sua posse.
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Um relatório de 140 páginas, publicado em março, concluiu que havia “um consenso muito claro sobre os efeitos negativos diretos e indiretos dos dispositivos digitais no sono, no sedentarismo, na falta de atividade física e no risco de sobrepeso e até obesidade… bem como na visão”.
O relatório afirmou que o uso “excessivo” de telefones e outras tecnologias digitais não era apenas prejudicial para as crianças, mas também para “a sociedade e a civilização”.
O relatório recomendou que o uso de telefones celulares pelas crianças fosse controlado em etapas: sem celulares antes de pelo menos 11 anos, celulares sem acesso à internet entre 11 e 13 anos, e celulares com internet, mas sem acesso às redes sociais antes dos 15 anos.’
1 comentário
Existe um dilema, que é: o ideal seria que familiares tivessem esta regulação ao invés do Estado. E quando o Estado toma a atitude no lugar dos familiares, isso soa como “ditadorial”.
O maior problema nesta questão é que o ideal é que fosse um movimento mais “mundial”, ou seja, que todos os países criassem grupos de estudo que pudessem se comunicar e achar soluções comuns. Talvez tenha e estou por fora. Depois pesquiso.
Uma coisa que me veio a mente é que Estados Unidos, Japão e Inglaterra são países que induzem educação sobre tecnologia nos anos básicos (educação fundamental – ou tou viajando quanto a isso?), e o Brasil tem lugares com implementação de educação baseada em tecnologia nos anos básicos. O que me pergunto é se isso acaba mais induzindo ao mau uso das tecnologias, resultando em vícios e problemas sociais ou se ajuda mais as pessoas a lidarem bem com a tecnologia.
Seria interessante achar estudos sobre justamente como estão indo as classes que tem essa relação com a tecnologia e como é a relação entre alunos, professores e sociedade.