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Feliz Dia da Marmota en.wikipedia.org

Acabei de ser lembrado que hoje é o Dia da Marmota – imortalizado num filme que caminha rápido para estar entre os 10 ou 20 melhores de todos os tempos. Já está entre os 50, se não me engano. E há uns 10, 15 anos atrás nem sequer constava…
É um clássico porque é de fato uma fábula, um conto de fadas, cujo título deveria ser “Just for Today” – frase q resume a metafísica implícita no filme.
É um desses filmes que eu não canso de rever – e revejo de tempos em tempos – cheio de “momentos cults”.
Enfim, dá pra ver que amo esse filme!

11 comentários

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  1. Pra quem curte esse tipo de trama, recomendo “About time”, filme britânico de 2013.

  2. também gosto bastante do filme e pararia pra assistir sempre que tivesse a oportunidade, mas vou aqui fazer o papel de ranzinza e dizer que é um pouco de exagero considerá-lo entre os melhores de todos os tempos, hahaha :)

    inclusive acho que tem vários problemas nos discursos presentes ao longo do filme: ele é movido por uma ética bastante explicitamente conservadora (pra não dizer reacionária): cidade pequena vs. cidade grande; provincianismo vs. cosmopolitismo; vida monogâmica e estável vs. agitação; etc.

    mas de fato, como ghedin comentou, ele estabeleceu uma fórmula que passou a ser copiada a tal ponto de ter virado uma entrada no TV Tropes: https://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/GroundhogDayLoop

    mas pra entrar entre os melhores, acho que ainda falta muita experimentação narrativa e formal. Nesse sentido, gosto mais dos quebra-cabeças doidos que distorcem tempo e espaço dos filmes do david lynch (império dos sonhos que o diga)

    1. ah, e das produções recentes na mesma linha, a primeira temporada de boneca russa da netflix é maravilhosa

    1. Inclusive, lembro de um ano que algum canal de filmes à cabo (Telecine?) reexibiu Feitiço do Tempo, na sequência, durante todo o dia 2 de fevereiro.

  3. Um detalhe que explodiu meu cérebro, e que não saquei quando assisti ao filme, é o tempo que o personagem do Bill Murray passa preso no loop temporal. As estimativas do diretor variam de 30 a 40 anos (!) repetindo o mesmo dia.

    Ah, e vários outros filmes (acho) repetiram a fórmula desde então. Um dos mais recentes, simpático, até, é Palm Springs, do Max Barbakow. (Assisti em casa, no início da pandemia, e talvez tenha estragado um pouco a lembrança que tenho do filme por essa associação.)

    1. Eu tb não lembro de ter parado pra pensar nisso: quanto tempo ele passou “lá” – até se libertar (pela aceitação compassiva do seu destino que abriu caminho para o amor incondicional).
      É um filme que daqui a 50 anos vai continuar intelegível – ao mesmo tempo engraçado, comovente e profundo…
      Enquanto escrevia lembrei de outro filme com as mesmas qualidades só que, para mim, o mais triste de todos os filmes que já vi: Leolo.
      Chegou a ver, Rodrigo?