26 comentários

  1. Faz perto de 1 mês que abandonei o twitter e o facebook. No passarinho eu tinha uma lista de pessoas que eu seguia que traziam muita informação relevante. Depois que o Musk comprou a plataforma eu passei a receber mais postagem de quem eu não seguia do que o que eu queria filtrar de fato. O facebook só tem propaganda. Pra compensar a ausência eu passei a ler o que eu usava antes das redes sociais: portais de informação chave (manual, plural, carta, lemonde…) e algumas sugestões do google news personalizado. De rede social ficou só o zap mesmo.

  2. A quantidade de anúncio deixa as redes sociais ruim para consumo, parece até uma prática de assédio. Uso a versão Premium do YouTube e percebo o quanto é bom não ser interrompido, além deixa a plataforma mais “limpa”.

    1. Concordo com você, por isso gosto de redes descentralizadas e com princípios anticapitalistas, como o Mastodon (que não tem anúncios).

      O problema do YouTube Premium é que o Google continua sugando até a cor da sua roupa de baixo para mostrar anúncios em outros lugares.

    2. a quantidade de grana que eles fazem com nossos dados dava pra servir youtube free forever pra todos, acho um abuso youtubepremium. bom é que os comerciais constantes ao menos me ajudaram a des-viciar

      1. Dá pra reviciar usando o navegador brave. Ele corta as propagandas de forma super eficiente.

  3. Só falta o Ghedin colocar o botão de seguir aqui. Já considero o Orbita a melhor rede social, é a única que eu uso atualmente haha.

    1. Hahaha, será? O WordPress tem um plugin oficial de rede social, o BuddyPress. Está meio abandonado há anos, mas oferece alguns recursos legais, como fazer amizades/seguir, troca de mensagens e até grupos.

  4. Desisti de tentar aderir a algum substituto do twitter. Tentei entrar no bluesky, mas não consegui convite e a vontade passou. Como nunca participei do Instagram, nem olhei o threads e nunca me animei a tentar o mastodon. Assim, de redes sociais eu sou usuário atualmente apenas do WhatsApp e YouTube, caso o conceito de redes sociais abarque essas duas.

  5. Para mim a relação com as redes sociais está ligada a questão da velocidade e o caráter comercial delas. Ficamos viciados em velocidade ao usar elas nesses últimos 10 anos. É uma chupeta instantânea de estímulo e informação na sua mão, com atualizações constantes.

    E isso não faz o menor sentido na minha opinião, é desumano esse ritmo. Tenho buscado encontrar outros ritmos de conexão. Canais mais lentos e menos comerciais.

    Voltei a assinar uma revista semanal para lidar com as notícias, por exemplo. Fico sabendo das coisas em outro tempo, enquanto percebo amigos passando por 2 a 3 ciclos de indignação por semana, por acompanharem as redes. Ciclos que não fazem o menor sentido mergulhar quando você alarga sua percepção temporal.

    De forma geral é isso, tento consumir produções semanais de coisas que gosto. Não é simples, depois de uma década influenciado pelas redes, me vejo ainda atrás da chupeta de atualizações em alguns momentos, mas já estou lidando bem melhor.

    Mas o que eu acho é isso, se você não é um jornalista que precisa estar antenado o tempo todo, qual o sentido de adotar esse ritmo digital? Mesmo no âmbito das relações pessoais, qual o sentido de saber da vida dos amigos no exato instante que a pessoa posta? O stories, por exemplo, para que postar algo que dura 24 horas? Se parar pra pensar é bizarro termos adotado esse ritmo.

    Quando você muda o seu ritmo, as redes sociais começam a perder o sentido ou ao menos enfraquece a sua necessidade de acompanhar elas. Fica uma relação mais desprendida. E imagino que muitas pessoas estão sacando isso, estão cansadas.

    1. Tento fazer algo parecido, tenho evitado consumir rede social pra ficar sabendo das coisas. Atualmente tenho recorrido a newsletters e podcasts, maioria semanais semelhante o caso da revista.

  6. (Opinião)

    Se considerar o sentido semântico da palavra, faz, mas se considerar rede social como mídia social, talvez não, e explico:

    A primeira definição considera uma rede social como forma de comunicação com outras pessoas, ou seja, Discord, whatsapp, até o facebook e twitter se usar mais como forma de conversa que consumo de TL.

    Já no segundo caso, mídia social, depende, porque não estamos falando de uma rede de comunicação, e sim de consumo de feed, é os posts do TT, as imgs do instagram, e os vídeos do TikTok.

    Pode fazer sentido em alguns casos, gosto de usar o instagram porque só sigo artista e isso o torna legal, e uma das duas coisas que gostava do Twitter era seguir artista lá também (mastodon idem).

    Entretanto, influencers, trending-topics, política e demais fábricas de tempestade de ansiedade em mídias sociais, pra mim perde totalmente o sentido, porque me fazia (e faz) mal, especialmente depois que comecei a ler jornal.

    De qualquer forma, o que vale pensar é o caso da geração Z, porque cresceram já nesse ambiente de mídia social, e isso talvez tenha ligação com o sucesso do TikTok e Discord nessa demografia, especialmente o TikTok onde a rede tal qual youtube (que inclusive hoje o copia) se comporta como mídia mesmo, e talvez seja parte do mesmo movimento do Snapchat que todo mundo esqueceu, mas era febre entre meus colegas genZ durante o ensino médio (é meio estranho falar genZ na 3a pessoa qnd eu tb sou um haha).

    Anyway, escrevi isso, mas é no geral impressões minhas, devo estar enganado sobre alguns pontos nesse texto.

  7. Então, em que sentido que você diz que é um modelo que não faz muito sentido?

    As redes sociais usam um comportamento humano como combustível: a capacidade de se comunicar, de contar histórias, falar sobre seus feitos, dar suas opiniões, mostrar sua vida. Basicamente um perfil em uma rede social é um grande diário virtual. Então acho isso não vai mudar tão cedo (ou talvez nunca vai mudar).

    Se você tá falando do modelo de negócios de uma rede social, do tipo, atrair uma grande quantidade de pessoas para a rede, e depois faturar em cima de anúncios para este público, também não vejo sentido na pergunta. Basicamente qualquer plataforma (seja pago ou aberto) que tenha um público ganha dinheiro assim, incluindo TV, jornal, revista, site, canal no YouTube, cinema, etc. Até mesmo o Manual do Usuário ganha uns trocados com anunciantes. Há algumas raras exceções, tipo aquelas que dependem de financiamento coletivo, ou serviços de streaming. Mas pra uma rede social, que requer uma base de usuários grandes, não vejo isso mudando tão cedo também. Até porque, quem pagaria por uma rede social?

    Então eu realmente não entendi a pergunta se faz sentido existir redes sociais.

  8. O whatsapp ou algo semelhante é imprescindível para trabalho/relações sociais/familiares.
    Tento usar o instagram como informações sobre o “mundo real” próximo: novas livrarias, bares, cafés, feiras na minha região. Uns 5 minutos por dia já dá conta. Depois que passei a usar apenas para isso acho bem útil (moro em sp, então acontece muita coisa). O lado ruim é que me exponho a propagandas demais.
    twitter/bluesky/threads – estou tentando abandonar todos.
    Linkedin: Imprescindível. Já me trouxe clientes sem eu precisar fazer muita coisa. Tento postar coisas com utilidade prática. Isso limita bastante as postagens. É difícil ser relevante. Às vezes me arrependo das postagens.

  9. Eu e minha esposa estamos a uns 3 anos fora de redes sociais. Não faz falta nenhuma. Quem eu quero manter contato, faço da forma old-school ou no máximo pelo whatsapp (no caso de pessoas distantes).

  10. Eu gosto como ponto de contato com pessoas próximas e realmente uso bastante dessa forma. Infelizmente vem com o ônus da exploração comercial.

    1. A questão é essa, quantos são efetivamente ativos? Duvido que chegue à metade dos inscritos.

      1. Sob os números absolutos eu não faço ideia, mas na rede de pessoas que me cercam eu diria que mais de 95% utiliza todos os dias pelo menos uma das grandes redes sociais. Eu acho que as redes sociais vão demorar para ser superadas. e se tem público, faz sentido que existam sim.

  11. A grande maioria das pessoas vive e interage na base de redes sociais de todo tipo. Sempre foi assim, e atualmente os WhatsApps e Twitters da vida são um formato de rede social disponível na mão de cada pessoa. A grande maioria não pensa em questões de tecnologia ou no poder econômico das big techs, mas simplesmente vai no embalo proporcionado por essas tech-redes (será que existe essa expressão?). A questão é quais redes vão cair de moda e quais vão surgir e tomar o lugar. Os rumos dessa evolução, infelizmente, ainda são ditados por pouca gente.

  12. Minha resposta é: Depende do que você considera uma rede social.

    Esse ‘fórum’ aqui pode ser considerado uma rede social também. Uma rede social de fotos, de vídeos, de texto fixos (Instagram, YouTube, Twitter) ou mensageiros (WhatsApp, Telegrama, etc.)

    1. Aqui não considero uma rede social. O foco aqui são nos assuntos em si, nas discussões.

    1. Pois é. Porque, tirando isso, eu não consigo ver nada de muito bom vindo disso. Talvez conseguir mobilizar muita gente rápido, dificilmente outra plataforma consiga isso com tanta facilidade. Mas não sei, parece o começo do fim de todas elas.

      1. Se tem aquele artigo do “pecado original da internet”, a falta de portabilidade pode ser considerado como o “pecado original das redes sociais”.