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  1. Eu trabalhei como voluntária ajudando mulheres vítimas de violência doméstica e assédio a registrar BOs em delegacias, especializadas ou não. Esse quadro de horror é geral: são HORAS aguardando a vez e, na frente do escrivão/delegado a ladainha é a mesma: “Vai passar”, “Tem certeza?”, “Pensa bem, você vai estragar a vida do cara”, “Ele só quer te conhecer, dá uma chance a ele”, “Foi brincadeira”, “Deixa pra lá que isso se resolve sozinho”, “Tem certeza de que você não deu corda?” e por aí vai.
    Por isso eu ensinei às minhas filhas a palavra mágica: PREVARICAÇÃO. E sempre pedia por escrito a recusa do escrivão/delegado para registrar a ocorrência “para o caso de eu ter que entrar com uma queixa na ouvidoria do MP por prevaricação”.

    1. Sinto muito, Júlia. Tenho amiga que sofreu violência doméstica e é uma coisa muita triste.