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eu odeio o Medium

quando surgiu, o Medium era uma plataforma bem simpática. Num momento em que os blogues já tendiam a desaparecer, o Medium nos recordava de tempos mais felizes da web aberta mas com uma camada de bom gosto visual que os velhos tempos não tinham.

aí ele resolveu mudar — mais de uma vez. Hoje é uma plataforma paga baseada num esquema de paywall terrivelmente irritante e totalmente distante da web aberta.

não é como se a gente não soubesse que isso aconteceria lá no começo, mas ver a profecia se realizando não deixa de ser desagradável — aliás, sabemos que o mesmo está acontecendo com o substack.

enfim, é só um desabafo mesmo: eu odeio o Medium.

16 comentários

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  1. Saudades da internet mlk, da internet marota. Medium foi um bom exemplo, mas vejo que como tantos outros serviços na web, não conseguiu encontrar um modelo de negócios que não tornasse a plataforma uma bosta.

  2. Isso parece uma lei universal na web:
    O Sucesso tende a bostificar tudo.
    É melhor se manter pequeno.
    Quais são as exceções?

  3. Concordo. O que penso sempre também é que Medium e Substack são projetos criados e/ou financiados pelos tecnocratas norte americanos (como basicamente tudo na internet), e que estamos sempre falhando ao esperar invenções deles que salvem a internet.

  4. Compartilho do mesmo sentimento. E incluo o substack no caminho. Transformar aquilo em um rede social me parece o maior erro estratégico. Afinal, quando entro no substack o que eu quero é uma newsletter.

    1. Achei a proposta dele polida demais, uma saída para autorizar o termo a ser dito pelos âncoras do Jornal Nacional, por exemplo.

      “Bostificação” ou “merdificação” me soam mais alinhados com o espírito da coisa. O produto se transforma em uma bosta mesmo, não fica emporcalhado.

      1. Bostificar eu aceito, mas merdificar e porcarizar devem ser repudiadas com veemência.

        Emporcalhar e esmerdalhar, por favor!

  5. Concordo: tive a mesma vivência e posterior desgosto. O que mais gostava nele era seu minimalismo, fonte tipográfica extremamente agradável, legibilidade sem poluição visual e de os posts terem maior destaque do que seus blogs / autores. O que dava uma dinâmica bem diferente.

    Na “segunda fase” havia editorias / revistas promovidas pela plataforma como a “Matter”, por exemplo, que contava com textos e reportagens bem interessantes.

    Duas que sempre lembro e recomendo são:
    – [Good Samaritan Backfire. or How I Ended Up in Solitary After Calling 911 for Help | by peretz partensky | Thoughts And Ideas | Medium](https://medium.com/indian-thoughts/good-samaritan-backfire-9f53ef6a1c10)
    – [Amazon: o monopólio 2.0. Medimos o tamanho da sombra de uma gigante norte-americana | by Nicollas Witzel | Revista Poleiro | Medium](https://medium.com/p/719637546823)

  6. Como já diria um certo comentário nas redes, outrora, sociais: A internet já foi um planeta melhor.

  7. Concordo. Quando mantinha uma newsletter sobre programação em Go, evitava ao máximo (ou nem colocava) links do Medium, pelas mesmas razões.

  8. Cheguei a usar para hospedar um projeto paralelo que eu tinha com algumas amigas, mas elas não se adaptaram e acabamos voltando para a solução antiga: o Blogger da Google, que também é o mesmo serviço que uso no meu blog pessoal desde 2002. Para descobrir textos interessantes de blogs que não conheço ainda, estou usando o Lerama.