Não faz muito tempo adquiri um relógio Casio F91W e um celular Multilaser Flip Vita. E agora estou querendo muito comprar uma câmera de impressão instantânea. Fico pensando se esse consumismo retrô é produto da nostalgia de uma época que sonhávamos com um futuro prometido que não chegou… enfim… maldito capitalismo que monetiza até mesmo isso. E vocês, têm sentido esse impulso por produtos e conteúdos antigos, retrô, vintage?
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Pois é…
Eu sinto imensa saudade do meu último Blackberry com teclado físico. Pra mim, a evolução do smartphone podia parar nessa fase e permanecer para sempre.
Ainda uso um relógio digital convencional (estilo Cassio G-Shock) marca chinesa. Paguei a fortuna de 25,00 reais e não substituo esse treco velho por um smartwatch, nem se eu ganhar de presente. Ah e não sou anti smart-tech, até usaria um, mas ainda não vi onde isso iria melhorar minha vida.
Eu não sei se sou um cara retrô mas, meu “Netflix” são filmes copiados num pendrive que depois conecto numa TV convencional (não smart). Não sei o nome pra isso, mas com certeza não é moderno. E acho que continuarei usando esse processo até morrer, hehe.
Talvez seja uma percepção particular minha, mas acho que muitas vezes, como sociedade, simplesmente aceitamos o que é entregue como “melhor para sua vida” e colocamos lá. Meio que o problema capitalista de resolver um problema que não existia antes.
Engraçado que entrei numa onda de consumismo retrô, mas não por nostalgia. Simplesmente passei a ver que muita coisa anunciada como “avanço tecnológico” acaba sendo um retrocesso na minha vida.
Por exemplo, faz já um tempo que tenho tentado reduzir o tempo de tela e aproveitar mais meus hobbies sem me distrair no celular. Troquei um smartphone por um dumbphone e tem sido uma das melhores coisas que fiz nos tempos recentes (to já a uns 3 meses com ele e zero arrependimentos até aqui).
Também nisso, nunca vi muito sentido em ter um smartwatch. Mesmo praticando atividades físicas, não sou muito a favor de metrificar tudo. Então faz já uns 3 anos que uso um Casio (agora, com dumbphone, mais que nunca).
Adoro jogar jogos antigos, que deixei passar na época ou simplesmente não tinha acesso. Boa parte do que joguei ano passado ta entre 8Bits e a geração do PS2, então investi (mais ou menos, paguei 50 reais) em um monitor CRT em excelente estado que divide mesa com um QHD. É uma experiência bem gostosa e de fato eu sinto uma melhora considerável no visual de coisas antigas.
Uma câmera analógica talvez entre nesse meu combo pessoal, mas mais por gostar da estética das fotos mesmo, e por achar que gera um cuidado maior com quais momentos escolhemos registrar.
Eu as vezes me vejo querendo comprar alguma coisa nesses sites de.leilões. depois de quebrar a cara algumas vezes, acho que aprendi a lição, mas ainda tenho uma maquina de fliperama genérica aqui em casa pra botar pra funcionar um dia
Mais ou menos. Minha questão é o foco combinado com ter menos coisa. então no que me serve, eu topo. Por exemplo: Kindle em vez de livro. Não tenho essa pira de ter um biblioteca como na minha bolha e acho um consumismo como qualquer outro.
Discos eu tenho por nostalgia em partes e por diversão em outra. Cresci ouvindo vinil e como não tenho mais aquele momento que tinha ouvindo um CD e era isso, posso ainda ter com os vinis, é um momento de foco. Mas eu só compro, quando compro, disco aleatório em promoção. Tipo de música clássica e afins. Até cogitei já assinar clube de vinil mas aí pesou o consumo de pra quê acumular mais coisa, sabe?
Eu tenho um relógio simples que uso quando corro porque não gosto de correr com celular, além de ser um trambolho, corrida pra mim tb é uma prática de “limpeza” mental. Botar o tênis e sair… Mas aí como precisava ver o quanto tava correndo, peguei um reloginho haha
Uma coisa que queria muito e por causa disso que comecei a frequentar mais por aqui, porque achei gente querendo tb, era um mp3 player, mas não achei nada que vale o investimento, entã de boa tb.
Tipo nostalgia? Tenho pavor disso.
Só uso relógio comum (uma replica de fw91) por que supre minha necessidade… eu priorizo a praticidade e economia.
Tenho algumas coisas guardadas por colecionismo (moedas, cartões, latas) e recordação (midias em CD, fitas, pedras e conchas de lugares que visitamos). No entanto não tenho intenção nenhuma de voltar a ouvir em fita ou vinyl.
Eu ouço discos inteiros, uso o Nicotine+ para baixar, deito na cama, coloco o fone e curto a música.
Até me desfiz de livros e máquinas fotograficas velhas por que só estavam ocupando espaço.
Você não pode virar refém dos seus bens materiais.
Eu adoro ver como o design dos celulares era muito mais interessante antigamente, mas acho que acaba por aí, só um interesse de Youtube. Minha nostalgia, se tenho, não é forte a ponto de me levar às compras kk
Apesar disso, uma coisa que mudou muito meu modo de pensar foi a preocupação com a “experiência” (vou chamar assim por falta de nome melhor).
Por um tempo, relacionei minimalismo a um design funcional das coisas: “se posso fazer tudo no notebook, vou usá-lo para tudo”. Mas com os produtos cada vez mais voltados à distração, e o cotidiano cada vez mais entediante e acelerado, fui percebendo que me movimentar, estar em outras posições e habitar outros cômodos era algo que fazia com que eu me sentisse bem.
Uma das grandes mudanças do lado de cá foi sair do Google Agenda e ir para o papel. Não uma agenda convencional (nunca me entendi bem com elas) mas um caderno em branco, com folhas pontilhadas, que vou atualizando a cada sábado e que me faz pensar um pouco mais em como vai ser minha próxima semana. Não é a forma mais prática de fazer, e me fez até gastar um pouco mais com canetas, post-its, marcadores de texto… Mas é como se me retirasse daquela posição e tornasse a vida um pouco mais agradável. Percebo muito melhor o que me sobrecarrega e o que me faz mal, e não caio tanto na cegueira da rotina da agenda digital.
É bobeira, e, pensando bem, não tem tanto a ver com nostalgia, porque nunca anotei muita coisa em papel, mas essa e outras coisas têm sido minhas saídas pra um outro ritmo com a coisa, e estou bem feliz com isso. É um “minimalismo” diferente de como eu costumava pensar.
Comprei um relógio desse no mês passado, porém fazia anos que desejava ter. Há outros produtos retrô que tenho vontade de ter, mas tudo vai depender se a utilidade vai ser maior do que apenas a nostalgia.
Sigo meu consumo numa lógica muito minimalista e também pensando na quantidade de lixo a ser produzido.
O celular e o relógio me parecem muito úteis e agregar a qualidade de vida. Se realmente conseguir usar um celular tão simples.
Mas PARA MIM uma câmera assim não combina muito. Se fosse uma espécie de impressora pequena para fotos seria mais legal.
Eu ainda coleciono CDs, mas estou em busca de um bom tocador para reproduzi-los. Tenho um aqui em casa, mas já faz um tempo que uma pecinha quebrou e não encontro reposição. Se não conseguir mesmo arrumar, o jeito vai ser comprar outro.
Em 2017, tive um mp3 player que comprei no centro da cidade onde moro, mas era bem fraquinho, então, acabou não durando muito, mas gostei da experiência.
No papo de coisa velha e CD, parece que o playstation – aquele cinza, o primeirão – é bem gostosinho pra ouvir CD.
https://old.reddit.com/r/audiophile/comments/csqs3m/ps1_dac/
Eu tenho 35 MSXs em casa, fora os que estão à venda.
É um caminho sem volta. Bem vindo ao clube!
Eu tive uma fase parecida com discos de vinil entre 2010 e 2012. Como a moda da “volta do vinil” ainda estava no começo, e também era muito barato importar naquela epoca, comprei muitos discos. Só parei quando meu filho nasceu…
No meu caso foi por pura nostalgia mesmo, e por sentir falta de ouvir albuns inteiros (o que não fazia mais desde que o mp3 surgiu).
Apesar de hoje em dia praticamente não comprar mais (pelo preço e pela falta de espaço físico), ainda ouço bastante os que tenho aqui, e percebi que desde então, passei a ouvir mais álbuns completos mesmo no streaming.
Outros tipos de consumo retrô eu ainda não me interessei…rsrs
Essa coisa do consumismo retrô começa bem antes, quando meio que gerou uma cultura do “vintage” e do valor do antigo, do colecionável. Ou como dizem, o “gráfico em U” (o produto começa caro, o preço decaí conforme produção e depois o preço sobe quando o mesmo produto começa a ficar raro em quantidade útil em época mais recente).
Em partes sou adepto disso pois coleciono algumas coisas, mas no final como dito, fica algo meio “entulhado” e acabo virando um “acumulador”. Só que é aquela coisa também: na cabeça do colecionador, aquilo tem valor e desfazer, só se alguém pagar um valor justo ou ir para alguém que vai usar aquilo. Preciso me desfazer de algumas coisas, diga-se.
Tem coisas que de fato mesmo antigas são legais e úteis. Um rádio de pilha antigo funcionando pode ser um excelente parceiro em casos de falta de energia. Um computador antigo pode ser uma mão na roda se alguém tem um arquivo antigo que precisa ser acessado para documentar algo.
Consumismo retrô também pode recair em hobbys, tipo coleção de algo (brinquedos, mídias como cds e dvds, eletrônicos antigos…). E tipo, um jeito fácil e barato de achar é em brechós de entidades religiosas, pois geralmente são os mais baratos, dado que os produtos são frutos de doação e vendem sem nota. Só em alguns bazares que documentam a venda (como o da AACD, do Exército da Salvação ou das Casas André Luiz) que o produto acaba caro.
No Brasil, a propósito, não temos algo que tem no exterior, de lojas que vendem usados baratos. Quem assiste o Lazy Gamer Reviews (LGR) conhece o “Thirfts”, que é a sub-série que ele tem mostrando compra de produtos em lojas como a Goodwill, que tem dessa de vender bem barato algum equipamento antigo, que outrora foi caro.
Eu to nessa. Louco pra achar uma Cybershot e um Mp3 player ambos à pilha.
Os relógios “retrô” da Casio são ótimos, além de servirem bem como um acessório – tenho um daqueles prateados comprados na feira de antiguidades aqui da cidade mesmo, sem receios e nunca me deixou na mão.
A questão do consumo de produtos antigos pra mim é muito mais uma questão de estética mesmo, gosto de velharia e por isso coleciono vinis, me interesso por fotografia analógica (apesar de não possuir uma câmera), etc mas não sinto esse impulso propriamente dito.
Pessoalmente consigo controlar o impulso ao focar na utilidade, então me seguro pra não comprar algo só pela estética que vai ficar parado no canto e isso ajuda a tirar um pouco dessa ‘culpa consumista’ que pode bater de vez em quando.
E sim, é produto da nostalgia criada pelo capitalismo, rs. Não caia na pilha dele pra não acabar com entulhos retrô também.