Compro livros lá desde que foram lançados e, como comprador, sempre percebi muitos problemas no site, inconsistências, bugs etc. Problemas que continuam até hoje, mesmo eles tendo sido ‘resgatados’ da Cultura pelo Magazine Luiza, que aparentemente não quer investir em nenhuma melhoria.
Aí trombei com o relato desse livreiro, que dá a visão de quem vende na plataforma.
Então tá ruim pra quem vende e pra quem compra, e nessa toada o site caminha pra extinção.
Ou não?
6 comentários
Alguém que mora fora do Brasil já tentou acessar o site esses dias?
Eu não consegui, só dá erro. :(
Vou tentar através de um VPN mas esse vídeo me deixou com poucas esperanças.
Como se lidar com cultura e educação já não fosse difícil por si só, vem esse povo atrapalhar…. 🙄
A estética do site anterior era quase perfeita. Faltava alguns recursos, porém o site ainda funcionava de maneira aceitável. Só precisava de algumas atualizações pontuais, por exemplo, colocar mais fotos dos livros.
A magalu pensou que ia curar uma dor de cabeça com um remédio para estômago.
A grande vantagem da Estante Virtual, para mim, era pesquisar o livro desejado, filtrar por cidade e, ao invés de comprar pelo site e gastar com frete, ir pessoalmente até o Sebo, pagando o valor ofertado diretamente ao livreiro.
Sobre o que está acontecendo, provavelmente seja só mais um caso de “Enshittificação” (Enshittification):
“É assim que as plataformas morrem: primeiro, elas são boas para seus usuários; então, elas abusam de seus usuários para tornar as coisas melhores para seus clientes empresariais; finalmente, elas abusam desses clientes empresariais para recuperar todo o valor para si mesmas. Então, elas morrem. Eu chamo isso de enshittificação, e é uma consequência aparentemente inevitável decorrente da combinação da facilidade de mudar como uma plataforma aloca valor, combinada com a natureza de um “mercado bilateral”, onde uma plataforma fica entre compradores e vendedores, mantendo cada um refém do outro, arrecadando uma parcela cada vez maior do valor que passa entre eles.”
(Cory Doctorow)
Fonte: Wikipédia (traduzido pelo Google Translator).
Fico com a impressão de que as plataformas de venda de usados de forma geral caminham pra extinção. Um outro exemplo é o Mercado Livre, que cada vez mais espreme o vendedor casual com baixa visibilidade e fretes abusivos.
Enjoei tá virado num brechózão gentrificado, e a OLX acho que é o único que ainda resiste. Mas por quanto tempo eu não sei.
Enjoei não tá virando, já é há um bom par de anos. Eu adoro Melissa e o povo vende lá a R$ 200 quando uma nova custa R$ 150 e um modelo antigo, R$ 50.
Eu percebi essa mudança quando vi o anúncio de uma guria vendendo um prato “antigo, de colecionador” que era da linha do que eu estava usando, comprado nas Americanas.
Ah tá, essa do pessoal vendendo coisa antiga mais caro que nova acho que tenho uma teoria para isso.
Há alguns anos passou no Brasil aqueles programas sobre profissionais nos exterior que trabalham com antiquários, brechós e similares. Tipo “Trato Feito”, “Caçadores de Relíquias”, dentre outros.
A sensação é que tais programas fizeram a cultura de venda de usados mudar e ficar mais “mercantilizado”, tipo, ao invés da informalidade e de vender algo barato só para recuperar um pouco do dinheiro, galera quer tentar recuperar o que gastou na época. Ficou muito aquela coisa do “tentar lucrar o que der”.
O único lugar que ainda restava para comprar algo usado e razoável era o Facebook Marketplace. Era. Hoje encareceu muita coisa e pessoal fica com medo de golpe de ambos os lados.
O que resta é algum “Mercado de Pulgas” / “Feira do Rolo” presencial mesmo para tentar algo. Mesmo assim, com um pé atrás. Ou bazares e brechós de igrejas e entidades assisstênciais – estes últimos são meio careiros também dependendo.