Achei o texto interessante, embora não concorde totalmente com o posicionamento do autor, acho que a autohospedagem é o caminho para projetos comunitários. Pelo menos comigo foi assim. Comecei o a hospedar as coisas para mim e hoje compartilho com meus irmãos e pais via tailscale.
9 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
O primeiro parágrafo só fez reforçar minha opção por ler em papel, obrigado :D.
Sobre hospedagem de forma geral, as políticas cada vez mais restritivas, toscas e aleatórias de soluções prontas só aumentam, então tenho considerado cada vez mais as opções não-genéricas. Não estou falando de hospedagem de “conteúdo que um amigo meu acessa”, mas de coisas como o YouTube remover imediatamente um vídeo em que eu brincava com meu filho (que só estava disponível para quem tivesse o link), como já aconteceu (não deu tempo sequer de compartilhar e as apelações foram inúteis). Não sei se quero esse tipo de interferência, nem sei se quero que eles digam cada vez mais o que eu posso ou não hospedar com eles. Enquanto isso, eu gostaria que eles tivessem alguma ferramenta apenas decente de controle parental, o que está longe de existir por lá.
Por outro lado, pra mim a parte chata disso tudo nem é instalar tudo, mover arquivos ou lidar com o “custo de transição”, mas sim precisar resolver problemas quando eles aparecerem (e vão). Por enquanto, e por muito pouco tempo, dados os custos crescentes do armazenamento em soluções prontas, vou continuando a alimentar o monstro, mas daqui a pouco devo partir pra algo melhor e personalizado para as minhas necessidades.
Um problema da auto hospedagem quando você presta esse serviço para familiares é acontecer algo com você ninguém ter o conhecimento sobre como manter o serviço funcionando.
Há alternativas menos técnicas e que estão dentro da possibilidade de pessoas comuns como o CasaOS. Evidente que não permite um nível tão granular de ajuste. Mas para pessoas ditas comuns, o nível granular não é necessário. Estou bem satisfeito com meu selfhost. Tenho dois servidores espelhados um em casa e outro no trabalho como ficam em cidades diferentes é bastante útil já que me possibilita uma certa redundância para eventual falta de luz/internet que ocorra em algum deles.
Eu não assino mais nada, eu auto-hospedo meus arquivos, mas não em um NAS, só em SSD e HDs externos com redundância e deixo o SSD conectado no computador. Como não costumo rever filmes e séries apenas baixo uma vez, assisto e já deleto.
As duas únicas coisas que são fixas são a biblioteca de fotos e de música que juntas dão pouco mais de 100 GB.
Mas é um “hobbie” para poucos, a maioria sempre vai procurar o mais conveniente que é assinar algum serviço e ter acesso onde quiser dos arquivos, eu mesmo fui assim até 2023, ano que decidi começar a investir em armazenamento fisico do que espaços na nuvem que não são meus.
A auto hospedagem é um serviço de nicho para quem sabe no mínimo instalar uma distribuição linux e seus apps por terminal.
Imagine a minha mãe tendo que fazer isso.
Impossível.
Por isso, é mais fácil ela usar o temido (leia com ironia) Google Fotos.
Parem de procurar problema e apenas usem um google fotos/drive, onedrive ou Apple fotos e mantenha 2 backups offline.
Bom, é uma opção, claro.
Eu ofereço o serviço para os meus irmãos e meus pais, então eles não precisam se preocupar com a questão técnica, e quando se sentirem a vontade podem me ajudar com algum custo. Pra mim é um ganha-ganha. Aprendo mais hospedando estes serviços e eles tem acesso a eles.
Legal mesmo! Pensando em fazer algo parecido, mais robusto, mas quando tiver acumulado mais experiência (queria um servidor writefreely). Por enquanto, só testando algumas gambiarras num note velho e o ngrok (;-).
Ricardo, não sei se ficou parecendo, mas caso sim, esclareço que a minha mensagem não foi uma crítica a vc.
Eu, inclusive, se fizesse um auto hospedagem, seria com a mesma premissa assumida por vc: aprendizado, seguido de auxílio a pais e irmãos.
Tenho pensado em sugerir isso para alguns familiares e amigos a um custo de rateio da manutenção do serviço desde que cientes e consentindo com os eventuais riscos.