Apesar de compartilhar do sentimento do autor, e ser saudosista de tecnologias mais antigas (não só da web), eu tenho procurado escolher melhor as lutas que luto; ou melhor, procurar escolher onde invisto meu tempo e esforço para que valha a pena.
Recentemente tenho aceitado que “evangelizar” os outros a respeito de certas tecnologias mais simples é perda do meu tempo, pois ao fim e ao cabo, as pessoas utilizam o que é mais conveniente pra elas, mesmo que não levem em consideração questões como privacidade, simplicidade, etc. E hoje entendo o porquê: porque cada um está lutando suas próprias lutas, e é injusto de minha parte esperar que elas se envolvam em algo que quem valoriza sou eu.
Muitas das coisas que eu levava como muito importantes na minha vida (ex.: uma preocupação exacerbada com privacidade) perderam importância frente a outras, porque cheguei à conclusão que perdi a batalha e a guerra. Como li uma vez, é como lutar com uma sombra, de algo que talvez nunca ocorra. Claro que falo isso de uma posição privilegiada de “pessoa comum”. Fosse eu um jornalista, ou alguém com contatos de interesse, a conversa seria outra.
Mas eu admiro quem tem a coragem, gana e tempo para investir na guerra conta os grandes e cheios de dinheiro. Só que hoje admiro de longe.
Como o texto me pareceu focar mais no aspecto da falta de privacidade na referida “commercial web” (o divisor escolhido pelo autor), foi impossível não pensar num estresse fora da web que eu tive de enfrentar nesta semana: tão somente para entrar em prédios comerciais, agora me cobram cpf + digitais + foto (só rg? não, não é suficiente). Quer dizer, teorizo que esse aspecto da privacidade no qual o texto foca não é uma exclusividade da internet – pelo menos aqui no Brasil. E, claro, fora da internet a possibilidade de escolha de lado é praticamente nula. (se é que ainda existe esse tal “fora da internet” rs)
É, faz algum tempo que prédios comerciais exigem foto. E é uma dessas situações em que não dá (ou é muito difícil) resistir: negar a foto e não acessar o prédio? Em todas as vezes em que isso me foi exigido, era para consulta médica… Complicado.
Muito bom esse texto! Ótima questão. Gostei também do site/blog. Alguém sabe me dizer em qual plataforma ele foi feito?
É um gerador de site estático que o próprio autor escreveu, em Python. Aqui tem o repositório.
Esse texto ressoou aqui em mim, embora lamente que a web tenha se dividido porque, nessa, muita gente querida parece ter ficado “do outro lado” — mesmo sem sequer notar que havia uma divisão em curso.
Coisas como o Manual acabam sendo uma tentativa de diminuir essa distância. E, infelizmente, estar “do outro lado” (da web/internet comercial) acaba sendo necessário para não perder contato com algumas pessoas.
Concordo com você que é necessário ficar do outro lado para não perder contato com algumas pessoas. Mas aos poucos vamos fazendo o trabalho (que você faz muito bem aqui no Manual) de formiguinha e trazendo as pessoas para este lado também.
Em conversas pessoais recentes, muitos amigos tem expressado que estão cansados das redes sociais e nem querem olhar para alternativas. Muitos só continuam nas redes das Big Techs por questões profissionais.
Muito legal este post. Gostei que ele mencionou Gemini. Alguém aqui usa? É muito legal navegar no Gemini, lembra muito a web antiga.
Apesar de compartilhar do sentimento do autor, e ser saudosista de tecnologias mais antigas (não só da web), eu tenho procurado escolher melhor as lutas que luto; ou melhor, procurar escolher onde invisto meu tempo e esforço para que valha a pena.
Recentemente tenho aceitado que “evangelizar” os outros a respeito de certas tecnologias mais simples é perda do meu tempo, pois ao fim e ao cabo, as pessoas utilizam o que é mais conveniente pra elas, mesmo que não levem em consideração questões como privacidade, simplicidade, etc. E hoje entendo o porquê: porque cada um está lutando suas próprias lutas, e é injusto de minha parte esperar que elas se envolvam em algo que quem valoriza sou eu.
Muitas das coisas que eu levava como muito importantes na minha vida (ex.: uma preocupação exacerbada com privacidade) perderam importância frente a outras, porque cheguei à conclusão que perdi a batalha e a guerra. Como li uma vez, é como lutar com uma sombra, de algo que talvez nunca ocorra. Claro que falo isso de uma posição privilegiada de “pessoa comum”. Fosse eu um jornalista, ou alguém com contatos de interesse, a conversa seria outra.
Mas eu admiro quem tem a coragem, gana e tempo para investir na guerra conta os grandes e cheios de dinheiro. Só que hoje admiro de longe.
Como o texto me pareceu focar mais no aspecto da falta de privacidade na referida “commercial web” (o divisor escolhido pelo autor), foi impossível não pensar num estresse fora da web que eu tive de enfrentar nesta semana: tão somente para entrar em prédios comerciais, agora me cobram cpf + digitais + foto (só rg? não, não é suficiente). Quer dizer, teorizo que esse aspecto da privacidade no qual o texto foca não é uma exclusividade da internet – pelo menos aqui no Brasil. E, claro, fora da internet a possibilidade de escolha de lado é praticamente nula. (se é que ainda existe esse tal “fora da internet” rs)
É, faz algum tempo que prédios comerciais exigem foto. E é uma dessas situações em que não dá (ou é muito difícil) resistir: negar a foto e não acessar o prédio? Em todas as vezes em que isso me foi exigido, era para consulta médica… Complicado.
Muito bom esse texto! Ótima questão. Gostei também do site/blog. Alguém sabe me dizer em qual plataforma ele foi feito?
É um gerador de site estático que o próprio autor escreveu, em Python. Aqui tem o repositório.
Esse texto ressoou aqui em mim, embora lamente que a web tenha se dividido porque, nessa, muita gente querida parece ter ficado “do outro lado” — mesmo sem sequer notar que havia uma divisão em curso.
Coisas como o Manual acabam sendo uma tentativa de diminuir essa distância. E, infelizmente, estar “do outro lado” (da web/internet comercial) acaba sendo necessário para não perder contato com algumas pessoas.
Concordo com você que é necessário ficar do outro lado para não perder contato com algumas pessoas. Mas aos poucos vamos fazendo o trabalho (que você faz muito bem aqui no Manual) de formiguinha e trazendo as pessoas para este lado também.
Em conversas pessoais recentes, muitos amigos tem expressado que estão cansados das redes sociais e nem querem olhar para alternativas. Muitos só continuam nas redes das Big Techs por questões profissionais.
Muito legal este post. Gostei que ele mencionou Gemini. Alguém aqui usa? É muito legal navegar no Gemini, lembra muito a web antiga.
Não conhecia, parece interessante!
Identifiquei-me tanto com o texto linkado que escrevi sobre também: https://sol2070.in/2023/08/Web-alternativa
Gostei muito do seu artigo. Legal ver que você também olha para a IndieWeb. Você já foi muito além do que eu com degoogling seu fone.
👍️✊️
Cara, li esse seu texto hoje mais cedo.
Sua newsletter é ótima!
👻️👍️
Sinto-me assim também.