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EnCovidei pela primeira vez

É, desde o início, meio e fim da pandemia (se é que podemos dizer que existe um fim), eu não me contaminei, tudo bem que sou um tipo de hipocondríaco que se protege até demais, mas mesmo assim tive contato próximo com pessoas contaminadas, sem máscara, e aparentemente não me contaminei, fiz alguns testes quando suspeitei, mas todos deram negativo.

Eis que comecei a me sentir mal na sexta passada, como tenho uma alergia fudid@ com ar-condicionado, e trabalho em uma empresa que tem um desses em cada sala, pensei que poderia ser mais uma das várias crises alérgicas que culminam em uma faringite ou sinusite – Comecei a ter febre, calafrios e uma tosse chata, tudo parecendo as faringites que já tive, e resolvi ir ao pronto-atendimento ontem, o próprio médico diagnosticou a faringite mas me pediu um teste de covid por garantia, mas para terça-feira, para dar tempo do resultado sair.

Não me aguentei e comprei um teste desses de farmácia, o resultado foi “contaminado pra caralh*”, os dois tracinhos que aparecem no teste pareciam riscados com uma caneta permanente, de tão forte.

Estou monitorando tudo, como todo bom hipondriaco, e tudo está normal, não tive nenhum sintoma que já não conhecia anteriormente, nem dor no corpo, falta de ar, dor de cabeça e continuo sentindo cheiro e gosto dos alimentos, amém!

Enfim, fiquei refletindo sobre o que o mundo passou, os anos de isolamento, a sensação distópica de viver em um mundo completamente diferente do que conhecíamos, o medo de se contaminar e acabar sendo mais um número nas estatísticas… A quantidade de pessoas que perderam suas vidas de forma tão brutal por essa doença, a ascensão de negacionistas da vacina que ajudaram a matar inúmeras pessoas com suas mentiras disseminadas por redes sociais, aquele monstro que se fantasiava de presidente do Brasil e que ria de pessoas sufocando.

Hoje a covid continua perigosa, como qualquer gripe, mas não tão mortal como antes, as vacinas salvaram muitas vidas, hoje eu sinto que estou bem e tranquilo com essa situação, não tenho mais medo como antes, sou muito bem vacinado e informado, mas não deixa de existir uma mácula ao lembrar de que aquilo que mudou o mundo, que tirou tantas vidas, hoje está dentro de mim causando somente um incomodo temporário.

Viva a ciência, viva as vacinas, viva o SUS!

9 comentários

9 comentários

  1. Marido e eu, até onde sabemos, ainda não tivemos. Ambos vacinados, etc. Ainda usam os máscara em transporte público, elevador, supermercados…. Não uso mais no trabalho porque as pessoas ficam comentando. Álcool gel eu já tinha há décadas aquele frasquinho pendurado na bolsa, só não usava tanto como faço hoje (por exemplo, entrei no ônibus, sentei, álcool nas mãos; levantei, desci do ônibus, álcool nas mãos). Acompanho os dados da prefeitura sobre casos positivos. Sempre vejo mais alguém de máscara na rua e tal. Não uso mais em restaurantes, por exemplo. No prédio onde moramos, eu uso a desculpa de que trabalho no décimo andar de um hospital, e pego o mesmo elevador que os pacientes.

  2. Até hoje eu e minha esposa nunca tivemos nenhum resultado positivo para Covid. Porém, não sou ingênuo de acreditar que nunca tenha acontecido, com algum sintoma fraco ou mesmo assintomático. Das vezes que fiz um teste de laboratório (umas duas vezes), nunca “positivei”.

    Pergunta: o teste de farmácia verifica mesmo se você está doente, ou só verifica se você tem o antígeno para o vírus? Pergunto porque o antígeno pode dar resultado positivo mesmo se você tiver só tomado vacina. E da última vez que procurei um teste de farmácia (pra evitar o incômodo do cotonete no nariz), não encontrei em nenhum lugar, só o do antígeno.

  3. Fui pegar agora em 2023 ou 2024. É estranho pegar hoje em dia pq não parece tão complexo mais e é bem estranho usar as máscaras hj em dia. Tentei me isolar pelos dias necessários e foi tudo bem. Boas melhoras!

    1. Curioso que, sobre ser estranho usar as máscaras hoje em dia, tenho visto bem mais gente retomando o uso de uns tempos para cá. Principalmente em supermercados e locais com grande circulação.

  4. Rick, não existe comparação entre covid e gripe. O fato de a covid dar sintoma “respiratório” na fase aguda não é indicação de benignidade (infecção por HIV também pode parecer resfriadinho na fase aguda). Covid é uma doença vascular neuroinvasiva com potencial de persistência viral. Estimo melhoras. Procure repousar mais do que parecer necessário, continue evitando essa doença e se puder, ajude a cobrar por medidas mitigatórias: máscaras em unidades de saúde, ar limpo nas escolas e vacinas atualizadas e universais. Em maio de 2024 a OMS recomendou a troca pelas versões atualizadas mirando as variantes KP.2 e JN.1 que já estão sendo aplicadas em outros países. Aqui estamos parados na XBB que não circula mais, não é aplicada em crianças em idade escolar e adultos em idade produtiva e está em falta, fato reconhecido pelo próprio MS. Pelo PNI atual, uma criança de 4 anos que tenha se vacinado recentemente terá que esperar 55 anos por um reforço.

    https://secure.avaaz.org/community_petitions/po/ministerio_da_saude_e_ministerio_das_relacoes_inst_vacina_atualizada_contra_covid19_nas_versoes_para_as_variantes_kp2_e_jn1/

  5. Vai piorar. Não tem vacina e o governo não tem nenhum planejamento de campanha de vacinação nesse sentido. Como a gripe é sabido que o efeito e novas variantes necessitam de doses de reforço.

    https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2024/10/21/covid-medicos-alertam-para-falta-de-vacina-e-doenca-passa-de-5-mil-mortes-no-ano.ghtml
    Covid: Médicos alertam para falta de vacina, e doença passa de 5 mil mortes no ano
    Estoques não conseguem atender a demanda, mesmo com procura em baixa; Ministério diz que concluiu pregão para compra de 60 milhões de doses
    Estados estão sem estoques de vacina contra a Covid-19
    Estados estão sem estoques de vacina contra a Covid-19 — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom
    A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) afirma que o número de vacinas contra Covid-19 adquiridas pelo governo neste ano não foi suficiente para abastecer postos de saúde, e que campanhas de comunicação tímidas não estão conseguindo elevar a cobertura vacinal para a doença, que caiu após o pico da pandemia.

    Segundo Alberto Chebabo, presidente da entidade, seu grupo de médicos tem colhido relatos de falta de vacina em postos de saúde de grandes cidades, e os estoques são insuficientes mesmo para a baixa demanda que o produto está tendo agora.

    Segundo o Ministério da Saúde, a cobertura para a vacina bivalente (a mais atualizada, que protege contra duas cepas do vírus) está em apenas 21,6%, nível considerado insuficiente pela SBI para conter epidemias. Para o ciclo de quatro doses da vacina monovalente a cobertura também é baixa, de 19,3% da população.

    Com 5.160 mortes provocadas pela doença até agora em 2024, a Covid-19 ainda é a doença infecciosa que mais mata no país. Fica empatada com a dengue, mesmo tendo recuado bastante em relação ao período mais crítico da pandemia, em 2021. A dengue teve 5.219 mortes até o fim de agosto.

    A Covid-19 estava em nível relativamente baixo na primeira metade do ano, com menos casos que no ano passado, mas a terceira semana de setembro teve uma alta preocupante, com mais de 300 óbitos.

    — Está faltando vacina — diz Chebabo, que fez levantamento informal para sondar a disponibilidade do produto em postos de saúde — Aqui no Rio tem algumas poucos unidades em que há sobra de vacinas do último lote, e muitas simplesmente não têm.

    Segundo o médico, a situação em outras capitais do país não é muito melhor.

    — Isso é responsabilidade do Ministério da Saúde, principalmente, porque o que está acontecendo agora é uma falta de distribuição das vacinas. Não é uma questão de município ou estado — afirma.

    A escassez de imunizantes não ocorre só com a Covid-19. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alertou no mês passado que em 65% das cidades há falta de vacina para ao menos uma doença. Mas o coronavírus é o patógeno que mais preocupa agora.

    Segundo Chebabo, pelo baixo nível de testagem que existe para o vírus hoje, é difícil dimensionar o tamanho do problema refletidos, por exemplo, nos casos da chamada Covid longa. As pessoas com sintomas duradouros muitas vezes se retiram do trabalho e dos estudos, causando impacto social.

    — A gente vê muita complicação posterior a esses quadros virais, como trombose, aumento de doença cardiovascular ou neurológica e depressão — diz Chebabo. — Isso tudo está relacionado a um quadro que às vezes é até leve, e a pessoa nem correlaciona ao quadro gripal que ela teve anteriormente.

    O Ministério da Saúde informa que liberou 3,17 milhões de doses de vacinas para distribuição no mês passado. Não houve distribuição em outubro ainda, segundo registros do Departamento de Logística em Saúde publicados no site do ministério.

    A última vez que a pasta anunciou uma grande compra foi em abril, quando foram adquiridos 12 milhões de doses. As vacinas compradas do laboratório Moderna são a Comirnaty e a Spikevax, ambas monovalentes, atualizadas para cobertura contra cepas mais recentes do vírus.

    O Ministério disse ao GLOBO, porém, afirma que ainda não conseguiu concluir a distribuição dessas doses.

    “Em 2024, mais de 8,2 milhões de doses da vacina XBB contra a Covid-19 foram distribuídas aos estados”, afirma a pasta, em nota. “Em 4 de outubro, o Ministério da Saúde recebeu mais 1,2 milhão de doses, que já estão sendo enviadas aos estados. A distribuição semanal das doses segue a capacidade de recepção e armazenamento da rede de frio dos estados, que repassam as vacinas aos municípios”.

    Em uma nota técnica anterior, em 26 de setembro, o órgão afirmou que o atraso se dava pela necessidade de despacho da Anvisa para distribuir parte dos lotes.

    “A vacina, que é a mesma para crianças e adultos, difere apenas na dosagem. A oferta para a vacinação infantil foi menor, resultando em falta de doses em alguns estados. Durante o processo de vacinação, alguns lotes se aproximaram do vencimento, e o Ministério solicitou a substituição desses lotes por novos.”

    Segundo o levantamento da CNM, a falta de doses infantis da vacina da Covid-19 afetava 770 municípios no final setembro, principalmente na região Sul. O Rio Grande do Sul anunciou que desde o último sábado já não tinha mais doses disponíveis.

    Entre cidades grandes que já anunciaram paralisação na vacinação de Covid-19 em outros estados estão Feira de Santana (BA) e São José do Rio Preto (SP). No Rio, segundo a SBI, o trabalho de vacinação está sendo concentrado em alguns postos, porque não compensa abrir a vacinação em todos.

    Segundo a entidade, é improvável que a epidemia volte a ter a mesma intensidade do pico em 2021, pois muitas pessoas já possuem anticorpos, ou por terem contraído o coronavírus ou por terem se vacinado. A vacinação anual, porém, é importante para conter o espalhamento de novas cepas do vírus e o aparecimento de casos graves em pessoas vulneráveis como idosos, pacientes de câncer ou transplantados.

    Segundo Chebabo, a baixa demanda por vacina contribui para reduzir a pressão da sociedade pela compra do produto.

    — É compreensível que exista um cansaço de todas as pessoas, porque a pandemia até 2022 foi um período muito ruim que as pessoas querem esquecer — diz o presidente da SBI. — Só que a doença continua aí. As pessoas podem até querer esquecer, mas o ministério não pode.

    Em resposta às críticas da associação, o ministério afirma que já concluiu o pregão para a aquisição de mais 60 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 contra cepas atualizadas. “O contrato assegura a validade das doses em estoque e prevê a troca de vacinas, se necessário”, diz o comunicado, sem detalhar quando o produto será recebido.

    Sobre campanhas de informação, o órgão afirmou que, desde 2023 “investiu R$ 58 milhões em campanhas publicitárias para alertar a população sobre a doença e a importância da vacinação”, mas não especificou quanto desse valor foi empregado em 2024.

  6. Eu, minha esposa e meus pais pegamos essa semana tb.
    Meus pais já tiveram, mas eu e minha esposa foi a primeira vez.
    Minha avó teve um mês atrás, também.

    Pode ser impressão minha, mas parece que está tendo uma nova onda.

  7. Fico feliz que foi só uma crise. Nunca tive sintomas por outro lado tem pessoas que sequer escapam.

  8. E, infelizmente, parece que muita gente não lembra de tudo que passamos , nem de muitas atitudes de quem estava no poder na época, mas seguimos!