10 comentários

  1. Um ponto do video que eu acho bem relevante é a demografia.

    Interfaces de usuário que mudam toda hora atrapalham quem já gastou tempo e energia para aprender a usar de um jeito e vai precisar aprender a usar de outro

  2. Aguardando o próximo redesign do MdU para parecer o yahoo de antigamente

    ;)

  3. Fui pro Japão em Abril/Maio e esse vídeo descreve muito bem o que vi por lá. Os restaurantes têm vitrines que mostram não só fotos, mas réplicas exatas dos pratos em plástico (“sampuru” https://www.japanhousesp.com.br/artigo/sampuru/), pra você ter certeza do que está escolhendo. Inclusive tem muitos lugares especializados em vender material para quem trabalha com sampuru, workshops, etc.
    E tudo é mesmo muito bem sinalizado e muito claro. À primeira vista parece “excesso de informação”, mas à medida que você aprende a usar e se acostuma, tudo é muito mais fácil.
    Sobre o “taijin kyofusho”, por um lado acho que é um dos motivos pelos quais as coisas no Japão funcionam bem. Tudo é muito organizado, limpo, pontual, pois o coletivo é sempre mais importante. Não é permitido falar no celular dentro dos trens/metrô para não incomodar os outros passageiros, por exemplo. Por outro lado, a “opinião dos outros” acaba tendo um peso bem grande na vida de cada um.

    1. Comigo rola um negócio que é imaginar o que seria a opinião dos outros, ou seja, presumir que as pessoas poderiam se irritar por algo que eu faça/faria. Faz sentido que uma das consequências desse viés seja maior/melhor organização, bem como que, em excesso, seja prejudicial mesmo quando não é a opinião dos outros, mas a opinião imaginada que se tem dos outros. Em mim, isso gera uma ideia por vezes infundada de que o mundo seja mais hostil do que é de fato.

      1. Isso não tem relação com ansiedade, Ghedin?

        Eu tenho isso, principalmente no trabalho (e isso me impediu de trabalhar algumas vezes porque eu sempre acreditava que presisava fazer mais e mais). Na vida pessoal eu tinha muito mais, terapia foi fundamental pra isso.

        1. Talvez? Faço terapia já tem uns bons anos, mas a psicóloga nunca aventou essa possibilidade. Se for isso, é um grau leve de ansiedade — nunca tive algo remotamente parecido com uma crise.

          1. Saúde mental nunca é 100% né, cada caso é um caso.
            Mas eu tive uns 3 terapeutas na vida e o primeiro que teve esse insight, digamos assim, foi o atual. Acho que a linha de TCC trabalha mais isso.

            Acho que sempre é válido levar esse tipo de questão pra terapia.

    2. Essa de mostrar o prato montado na virtrine é relativamente comum no centro de Porto Alegre. Os restaurantes normalmente são em prédios mais altos e que a pessoa não “passa na frente”, então eles tem vitrines com os pratos montados enrolado em plástico-filme. Não sei agora se é de verdade (não deve ser, o trabalho seria grande).

      No Mercado Público de POA tem um esquema parecido, mas são pratos reais que os garçons te mostram ao fazer o pedido – vem, literalmente, o prato montado “de exemplo”. E sim, esses restaurantes montam o prato todo o dia, mas como eles normalmente tem 1/2 pratos pra servir, deve ser bem de boas.

      Acredito que isso ocorra porque o Mercado Público tem as mesas em uma sala única no centro e os restaurantes são ao redor dessa sala (alguns tem um pequeno espaço interno com mesas e balcão).

    3. Acho que já vi alguns lugares com “comida de plástico”. Até porque talvez dá um impacto visual também. Salvo engano, vi no McDonald’s (nos McCafés) e em alguns lugares de São Paulo como cafeterias. Geralmente mais doces (como rosquinhas), e até “pretzels” de shopping são reproduzidas. Taí um conceito interessante que me pergunto porquê não vem mais a fundo no Brasil.

      Pensando no fato que uma comida na vitrine também pode ter problemas de contaminação por estar exposto, além da economia ao vendedor de todo dia ter que fazer um prato para expor, acho um conceito legal para copiar.

      Da fobia social japonesa, taí um conceito que eu nunca tinha ouvido falar. De fato, é interessante o lado positivo dele pois sempre parte do princípio que qualquer coisa “da nossa parte” é incômodo ao alheio. Ao mesmo tempo, gera um problema de convivência que limita a quem tem adotado este pensamento de forma mas extrema, como se sempre estivesse a prejudcar o próxmo. Só me peguei pensando que quando se pesquisa o termo, ela é considerada como uma “doença” ema alguns casos, mas como o vídeo demonstra, na verdade é um aspecto cultural. Que talvez não seja tão ruim se bem mensurado – ou usando uma métrica brasileira, “gentileza gera gentileza”. Talvez o temor de ser o mal do outro também…

      Do vídeo em si, amei ve-lo pois agora entendo que a informação é relevante contextualiza-la conforme também a cultura de uma sociedade. Mesmo no Brasil imagino que temos estas diferenças culturais de em alguns Estados / regiões ser necessário mais camadas de informação expostas e a preocupação em realmente informar. Também pode servir para ilustrar porque há pessoas que curtem menos informação (para evitar atritos) e pessoas que preferem mais informação (pois o atrito em si contextua o porque da informação e ajuda na decisão com bem mais clareza).