Até o mês passado, eu estava usando um MacBook de 2012 como servidor de aplicações (RSS, streaming e armazenamento). Hoje, estou usando um PC, também antigo, para essa tarefa.
Vocês concordam com os pontos abordados no texto? A obsolescência programada me incomoda muito. Esse MacBook passou por vários upgrades, algo que é impossível nos dias de hoje.
15 comentários
Legal o artigo! =D
Uso em casa e no trabalho um MacBookPro8,1 (de 2011) que possui um Core i5-2415M @ 2.30GHz e 8 GB de RAM. Dele troquei o HDD para um SSD Sata e o SO para o Fedora (já não usaria o macOS mesmo que fosse um aparelho mais novo).
Para o meu trabalho ele atende super bem. Para o meu e da grande maioria das pessoas uma máquina dessas serve muito bem.
O desktop do trabalho é um Dell OptiPlex 5070 com um Intel Core i3-9100 @ 3.60GHz, 16 GB de RAM e SSD M2.
Noto diferença entre eles? Óbvio que sim, o Dell é bem mais ágil, mas na prática faz alguma diferença? Tirando a tela, não (o Dell tem dois monitores 1920×1200 de 24″).
Em casa “brinco” com um notebook antigo, um Toshiba nem-sei-que-modelo. Ele tem um Core 2 Duo e 4 GB de RAM. Um SSD de 120GB. Uso ele como um servidor headless para experimentos. Funciona muito bem com o Debian instalado.
Gostaria de trocar de notebook, trocar o MacBook por algo mais novo, como um Acer Swift Edge 16 ou um ThinkPad X1 Carbon? Óbvio que sim. Tem necessidade? Não. Então, sigamos com o que eu tenho.
Só a leitura do texto sobre como manter um notebook de 2006 em uso já me deu uma baita canseira. Não me parece fazer muito sentido manter um notebook de 2006, com um outro notebook sobressalente (porque você não confia suficientemente no seu notebook de 2006, e com razão, afinal, ele é de 2006), e ainda ter todas as limitações que isso te traz em termos de hardware e software.
Como um experimento, é uma leitura interessante, mas para a vida real, não me vejo trabalhando de forma eficiente com um equipamento tão antigo.
Pra navegar na internet e usar planilha, um uso sussa, to com o mesmo macbook air desde 2015. 8 anos tá bem bom, só troquei a bateria (e levei pra limpar uma vez q derrubei café. em 15 min eu tava na assistencia).
achei curioso ele reclamar dos think pads fabricados pela lenovo. eu trabalho na IBM e sempre recebo TPs e adoro eles. inclusive eles trocam antes do q eu acho q precisa e ficam pressionando pra trocar qdo chega a hora. o ultimo eu fiquei bem chateada pq eu adorava aquele computador (era um X1 yoga) e compraria pra mim se eles dessem essa possibilidade.
mas enfim… no final, esse uso q ele faz não é possivel pro publico geral… pq envolve uma manutenção… é meio parecido com ter carro velho tbm, q seria o certo mas a maioria não tem paciencia/conhecimento de dar a manutenção
Concordo muito, mas eu diria que a maioria das pessoas não usa computadores por 10 anos nem hoje em dia.
Ao contrário do que diz o comentário abaixo, não é simples nem é um jornalista enchendo linguiça. Metade das 8 páginas foi gasta listando as medidas que o Kris fez para conseguir utilizar seus notebooks, que incluiu uma reconfiguração completa do computador (linux, programas explicitamente leves) e truques (cartão SD para armazenamento). Se fosse seguir as fabricantes, o Windows 11 não roda em computadores de antes do seu lançamento, o Windows 7 já foi largado, apple larga os macbooks e iphones depois de 7 anos em média.
Os programas vão ficando em média mais pesados, acompanhando os processadores: Tem os Jogos para PC, que são horrivelmente otimizados hoje em dia se forem AAA, enquanto temos contra exemplos como o Doom 2016 que mostram um marco de eficiência alta; Tem a Web comercial, que além de deixar de ser aberta, roda cada vez mais pesado com os efeitos visuais, a coleta de dados de vigilância, os anúncios dirigidos, o carregamento de rolagem infinita em vez de ”páginas” clássicas, etc; O próprio Windows caminha nessa direção.
O aspecto de os computadores serem desenhados cada vez mais para serem descartáveis é impossível de notar também. Não dá para mudar um notebook com tudo soldado na placa-mãe, smartphones nem se fala, etc. Um gabinete clássico dá para ser recomposto num nível muito acima disso.
Cara se não joga usa e bem PC por 10 anos. Fonte: eu.
PC é a nova geladeira… dura mais que tua TV (mais do dobro se ela for Samsung!)
A maquina que aposentei recentemente (3 ou 4 anos atras) era um i7 primeira geração. Aos poucos subi memoria (cheguei a 16G), coloquei SSD e placa de video melhor (não jogo, mas precisou para alimentar um monitor 4k). De 2011, durou em uso 9 anos e hoje ainda é melhor que a maioria que vejo em meus clientes, mantenho ela para backup apenas mas facilmente posso trabalhar nela e ter minha produtividade padrão. Troquei por caprixo e oferta.
Desk atual é um i5 9gen. 16g com breve up para 32 e um M2 de disco. Tem 4 anos, maquina muito boa aida. Se não der problema dura 10.
Meu note acho que ta com 6 anos, i7 7gen, 16G e M2. Tiro mais 4 aqui fácil, novamente se o hardware não falhar.
Basta comprar certo.
Pessoas levam menos que 10 anos para trocar máquina porque não sabem comprar. Como qualquer eletronico – comprar certo, gasta mais nessa hora, e ele rende.
E tudo em Windows, 11 e 10, up-to-date.
Acho engraçado essa historia das tvs Samsung, eu dei sorte e estou com una TV 1080p de 2015 funcionando bem ate hoje. Vou usá-la até quebrar.
O Kris é um militante ambientalista (além de outros aspectos), entao ele foca muito mais no custo ambiental e nas tendencias sistémicas. O negócio é que nós (leitores de manual do usuário) somos bem mais informados que a média nessas coisas tech (e tanto tecnológica quanto socialmente he), e sabemos nos virar, mas a maioria silenciosa segue a maré, e quem determina a maré são as mega corporações em 1o lugar e os governos em um 2o.
Os seus Notebooks voce comprou bem, e escolheu dispositivos atualizáveis, mas o notebook médio hoje não é mais modificavel como ja foi por default. Macbooks, Chromebooks, mesmo outros sao Tudo uma placa mãe soldada, e as fabricantes insistem em fazer modelos com 4gb de memória RAM e discos duro em vez de SSD, fica inviabilizado trocas que extendem a vida útil. Justamente se nao for pesquisar bem, hoje da para levar uma carroça que dura os mesmos 3-5 anos mesmo com a tecnologia de hardware madura, e isso é portanto una obsolescência programada, tese do artigo.
Acho que no aspecto ambiental, é inegável que a tendência sistémica é aumentar consumo e descartar as coisas. O windows 11 vai aposentar muito notebook, mesmo fazendo as mesmas coisas que windows 10. É de pensar se não podíamos fazer sistemas que durassem mais e mais tempo então, como o Linux tenta (princípio da eficiência), podíamos ter Notebooks e smartphones durando 20 anos se tudo de hardware fosse modular e com pecas e reparos de terceiros, se parassem com o capitalismo de vigilância, moderar o javascript e aceitar um minimalismo geral (jogos indie em vez de AAA)…
Que coincidência ! Ia publicar este artigo ontem mesmo, mas como não consegui logar de primeira, deixei pra lá kk
Que bom que alguém veio antes. É um ótimo texto, o qual revisito de vez em quando. Tanto porque é muito bem escrito, como põe em vista as contradições da obsolescência programada, além de nos fazer refletir sobre como o desperdício material em tecnologia impacta o ambiente e nossa vida financeira. Além disso, desde a leitura desse artigo, me tornei um fã da linha Thinkpad – IBM !
Uso um laptop Positivo de entrada há mais de dez anos, e graças às dicas do autor, consegui potencializar e estender seu uso.
A lei de Moore nos trouxe processadores cada vez mais rápidos e o software por sua vez não teve necessidade dessa atualização tão rápida, o que fez com que hardwares que antigamente ficavam obsoletos em 3 anos hoje fazem o mesmo em 10.
Simples.
Mas posso tentar escrever em 8 páginas e virar um jornalista…
Por que esse cinismo com jornalistas? Até onde sei, Kris De Decker (criador da Low-tech Magazine, não se identifica como jornalista.
Sim, computadores de dez anos atrás ainda funcionam bem, mas existem ganhos de desempenho em sistemas modernos que se justificam em alguns casos. O trabalho com multimídia (áudio, vídeo), por exemplo, se beneficia muito dos avanços nesse intervalo.
Trabalho tangencialmente com áudio e pequenas edições de vídeo, e é notável como um MacBook Air M1, de 2020, é superior em tais tarefas comparado ao notebook que usava até então, o MacBook Pro (2015) com Core i5 de quinta geração.
Apenas tenho, talvez por viver na periferia portanto em uma bolha que é completamente diferente de tudo que eh “normal” do brasil em jornalismos nacionais e regionais, como o fato que quando falta água na casa do jornalista em 6 horas tem a noticia, e na minha casa em 5 dias e ninguém nota (exemplo 1 de 35). Jornalista olha a barriga, acha que acabou de ver o centro do mundo, e escreve.
(sim estou generalizando… jornalistas do brasil em particular entendo que não escrevem nada que eles querem, apenas o que o chefe manda).
Ah mas para, tu pegou a UMA aplicação! Para edição de video tua maquina de 2 anos é velha! E para jogos! Para os demais porém….
Se bem comprados são geladeiras. A tecnologia melhorou, o OS não pesa nem perto da proporção de hardware que ganhamos.
Outro problema claro é que todos tem acesso a internet, e poucos entendem o hardware que usam para isso.
Talvez você devesse rever essa postura. Primeiro porque você está em um site jornalístico, o que gera um clima meio chato. Segundo porque existem muitos jornalistas que olham para além do próprio umbigo — às vezes, eles e os leitores que mais se beneficiariam não se encontram, mas eles existem.
E, claro, com boa manutenção, atualizações de componentes e boas práticas, muito computador antiquíssimo ainda funcionaria bem hoje. Mas aí a primeira coisa que a pessoa faz é baixar o Chrome e encher de extensões. Sem falar que os sistemas operacionais podem ter ficado mais leves ou estáveis na última década, mas o mesmo não pode ser dito dos aplicativos, vide os vários feitos com Electron. Poder computacional é igual poder político: todo vácuo é preenchido.
Ah por favor. Se reclama que técnico de informática é tudo picareta ou faz marda para voltar dar o mesmo problema 30 dias depois eu concordo. Faz parte, é a generalização da profissão. Se o chapéu servir ou não cabe a min.
Pois pela logica nem de politicos pode ser reclamar. Ou… de nada, melhor viver em um mundo de florzinha onde tudo é lindo em todos lugares. Resolveria e seria 100% justo.
Não sei se você leu tudo da matéria, mas a questão do jornalista levanta não é nem quanto ao hardware e sim mais à durabilidade física dos aparelhos. O primeiro e o terceiro notebook dele teve problemas quanto à componentes específicos (no primeiro, o carregador, e no segundo, o teclado) que ele acabou gastando mais do que gostaria nesses itens (no caso do carregador, ele se recusou a comprar um novo por um preço alto).
Só no segundo notebook dele que vai de encontro ao que você falou. Ainda assim, ele estava usando um notebook com Windows XP ainda em 2013. Só pra comparar, o Windows 7 foi lançado em 2009; o Windows 8 foi lançado em 2012. Então realmente ele não teve nenhuma pressa pra atualizar. Ele só trocou de notebook mesmo porque o Windows XP já tava no fim do suporte pela Microsoft, e com certeza atualizar um computador que já tava lento com o XP não ia dar certo. E talvez o Linux não fosse uma opção pra ele naquele momento.
Puts, tu merece um prêmio pela paciência !
Eu já tenho a impressão, que com os retornos reduzidos, dá pra se usar cada vez mais tempo os computadores. Estar com um computador de 2013 hoje em dia é muito melhor que estar com um computador de 1996 em 2006.