Um artigo bem pé no chão sobre a nova rede que está gerando um burburinho nos círculos dos artistas digitais. Achei os pontos levantados bem a cara do Manual do Usuário.
5 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Bluesky, Mastodon, Telegram e RSS
Um artigo bem pé no chão sobre a nova rede que está gerando um burburinho nos círculos dos artistas digitais. Achei os pontos levantados bem a cara do Manual do Usuário.
5 comentários
Esses dias eu vi muitos dos artistas que seguia no instagrão anunciando a criação de perfis no Cara.
A premissa da rede é bacaninha, toda aquela pregação anti-IA e tudo mais, mas no final das contas é uma câmara de eco para os artistas.
Que cidadão médio que posta foto das viagens e dos pets vai se interessar por uma rede social “anti-IA” (considerando que IA é algo “muito legal” para o brasileiro médio) e “abarrotada” de artistas procurando vender sua arte?
Sou um dos que se inscreveram nessa nova plataforma, e fiquei feliz por ver que alguns artistas que nunca me viram no Instagram passaram a me seguir (um sinal de que existe contato humano, afinal?), mas confesso ter pensamentos muito semelhantes aos levantados no artigo: vamos ver por quanto tempo essa lua-de-mel vai durar até a “enshitification” inevitável. Mas o que mais me incomodou no artigo foi a questão da “câmara de eco”: artistas mostrando trabalhos para outros artistas… mas, e os clientes? Estes acessarão o Cara na busca de artistas talentosos, ou vão simplesmente seguir usando arte por IA no mundo real, enquanto os artistas humanos ficam em um mundinho fechado, exibindo portfólios uns para os outros, e para mais ninguém?
O cliente médio não vai procurar artistas numa rede dessas, ainda mais uma que abriu esses dias. Não vai.
É a mesma velha história de sempre, né?
Acho que a única parte que não é muito a cara do Manual (ou a minha) é a em que ele se cadastra no serviço por FOMO.
Ele tem bons argumentos.
Mas fiquei com uma dúvida, será que ele já deletou a sua conta no cara.app?