2 comentários

  1. Acho que não tenho muitas ideias, mas decidi comentar porque é inaceitável que um texto tão bom passasse batido no Órbita kk. Salvei o site para ler com calma no próximo fim de semana.

    Fucei os livros por aqui, porque a primeira coisa que me veio à mente foi “Literatura: defesa do atrito”, da Silvina Rodrigues Lopes. Conversa distante. Por lá, ela diz:

    “Não é a cultura que precisa da poesia, para se enriquecer, é a poesia que precisa de uma cultura que a permita, isto é, que aceite que há em cada homem a potencialidade de se relacionar com os outros pela afirmação da sua dissemelhança, a sua maneira
    única de participar do mundo”.

    Fiquei pensando que a literatura é algo extremamente humano e extremamente “inotimizável”. E fiquei pensando, também, que essas voltas e imprecisões são impossíveis de se retirar dela, que não é feita pra enriquecer a cultura, mas que habita o espaço da cultura que a permite, observando desde esse ponto de vista dela.

    Daí, quem sabe, precisemos evitar de esquecer que não somos só essa otimização, mas essa experiência no meio do caminho. Não sei se tem algo que dê pra fazer individualmente, mas quem sabe, o que acalme nossa pressa. Quem sabe, sair mais do digital já não seja, para alguns de nós, se “inotimizar” um pouco?