É um relato hiperbólico, porém com um (ou alguns) fundinho de verdade.
Para começar a semana animado 😄🥲
14 comentáriosBluesky, Mastodon, Telegram e RSS
É um relato hiperbólico, porém com um (ou alguns) fundinho de verdade.
Para começar a semana animado 😄🥲
14 comentários
Acho o humor dos ingleses imbatível
“You can’t win, and you can’t quit.”
Bem-vindo ao capitalismo.
10 maneiras que percebo que sou grato por viver hoje:
1. eu trabalho 3 dias por semana de casa
2. minha casa inteligente liga lâmpadas, alarmes, e outras coisas baseada em cenários
3. pressiono um botão e ligo o console, som e tv. Pressiono outro e ligo o android tv. Etc. Ser honesto, nem ideia mais em que HDMI isso tudo está, e se fosse usar os controles remotos originais (vários ao mesmo tempo, ao invés de apenas um) teria de achar eles antes.
4. tenho contato instantâneo com quem preciso, seja pessoa ou empresa na outra ponta
5. “ok google, boa noite” e todos os itens e luzes da casa são desligados. Não preciso me levantar para desligar uma lâmpada hoje em dia. Como bonus, ele ainda da a previsão do tempo (sempre errada) para amanha.
6. digito MUITO melhor que eu digitava antigamente. E quando tenho de escrever muita coisa posso simplesmente ditar com voz (finalmente funciona muito bem, em 2024)
7. todas minhas senhas são diferentes, e seguras em um servidor que eu mesmo hospedo dentro de um chaveiro (raspberry pi)
8. manter tudo meticulosamente organizado em minha vida digital traz uma sensação de bem estar que combina com minha pessoa
9. é fácil acompanhar shows e cinemas que quero ir, e comprar sem sair de casa as entradas
10. minha psicóloga, que diz que eu sou pessimista, me atende remotamente. Sim, eu tento explicar que não sou pessimista, apenas crítico…. e então vejo matérias de imbecis ingratos como esse cara. E sim, eu que sou pessimista, “apenas vejo o lado ruim”, e…. … …
Só fiquei curioso sobre as senhas hospedadas num chaveiro, raspberry pi.
Usa um Pi Zero, ou foi apenas uma forma de fazer referência a um rasperry pi 3/4/5 em que você hospeda sua solução (como Vaultwarden, por exemplo)?
Vaultwarden, docker no pi4. Tenho ele para vários motivos, esse apenas um deles :)
Excelente, tenho um em casa também.
Quais outros serviços roda nele ?
https://ibb.co/Q6nLWBy
8G de ram é “memoria infinita” em linux….
Ler teus contrapontos me fez achar a matéria menos hiperbólica e menos ingrata.
Isso porque tive a impressão que seus pontos são superficiais e partem de uma exceção. Enquanto o relato do cara parece falar de um lugar de maior dificuldade para encontrar equilíbrio e partem da regra. Mas eu adoraria que fosse o contrário, que o relato dele fosse a exceção e o seu a regra.
Exceção de fato.
Mas se tu desenvolver um sistema para idiotas usarem apenas idiotas vão usar ele.
A tecnologia fornece muito para que não tem medo dela.
Cara, é 2024. Eu acho básico que temos de ter desenvoltura nisso. Pessoas param no tempo, acham que programar um VCR é muito complicado e até hoje estão nessa mente. Isso vejo como comodismo demais. Se o mundo e a sociedade mudou, cabe as pessoas se adaptarem e pararem de acender o lampião ou fazer fogueira com 2 gravetos.
Caso acima. Ninguém me ensonou nada: eu sou “burro”, não tenho formação superior alguma. Simplesmente tenho acesso ao youtube, e além do acima concerto varias maquinas em casa (a lava e seca samsung arrumei o 6º erro esse final de semana, tá mais mexida que meu PC essa porcaria, mas funciona!). Podo arvores. Arrumo canos. Coloco forro em casa. Etc. E se eu precisar fazer algo – qualquer coisa – eu posso simplesmente aprender (era quase impossível antigamente) e avaliar se está dentro da minha destreza manual ou não.
Isso não requer inteligência, apenas vontade. Dizer “tecnologia de hoje é ruim” é comodismo.
É o mesmo que dizer “antigamente a vida era mais fácil” ignorando saúde e todos os comodismos (agua gelada!!!) que foram conquistados até aqui.
“Mas se tu desenvolver um sistema para idiotas usarem apenas idiotas vão usar ele.”
Parece que você tá falando de todos os usuários da maioria das empresas de tecnologia atuais.
É bacana teu comportamento em relação a tecnologia e adaptação às mudanças. Mas discordo que não requer inteligência para isso. Teu autodidatismo não pode ser atribuído a outras pessoas, cada um tem uma forma diferente de aprender – fora o acesso a informação (achar que um ser humano médio possa hospedar suas próprias senhas no próprio servidor chega a impressionar por soar tão deslocado do mundo real). E vontade nenhuma aguenta o tranco se não houver ambiente e privilégios propícios para que te permita continuar alimentando a vontade.
Talvez seja menos sobre falar que a “tecnologia de hoje é ruim”, partindo da experiência individual, e mais sobre a relação da sociedade com a tecnologia como um todo.
Com todo respeito, desses pontos que você citou eu gosto apenas da ideia de trabalhar 3 vezes por semana (coisa que a tecnologia não me proporcionou, pelo contrário, trabalho mais horas que deveria e o fato do chefe ter acesso a minha pessoa a qualquer momento, é um agravante dessa situação) e comprar ingressos de casa, sim, isso é maravilhoso e usufruo bem.
Entendo que a tecnologia trouxe conveniências incríveis e cada um usa a que lhe agrada ou a que lhe cabe melhor. No meu caso, faço uso de algumas conveniências que considero um avanço tremendo, mas também dispenso intencionalmente muitas delas, justamente porque não me satisfaz, mesmo que seja vantajosa aquela conveniência, não desejo ela ou não quero que a minha vida seja automatizada naquele âmbito. A vida não é um mero cálculo utilitarista. A internet, por exemplo, é maravilhosa, mas as vezes tudo que preciso é 100 por cento de distância dela.
O celular salva a minha vida em diversos contextos, ao mesmo tempo que atrapalha a minha concentração em diversos outros, me prejudicando mesmo. O Kindle é maravilhoso, mas o livro físico vence na minha concepção, então seguirei carregando ele ou eles para onde for. É uma inconveniência que abraço com prazer. Agenda, por exemplo, nada bate a agenda física na minha organização pessoal. Tenho um prazer tremendo em parar um momento com calma e pensar o meu dia, a minha semana, numa agenda física, usando um lápis e uma borracha. Gosto de ver as horas no meu relógio de pulso analógico. Caderno, gosto demais de ter um com uma estética legal e escrever no papel. E por aí vai.
Enfim, nem tecnofóbico, nem encarar a tecnologia como se fosse a solução de tudo, como se ela fosse, a priori, só virtudes. Na empresa que trabalho as pessoas usam o Teams, que agiliza muita coisa, mas meu deus, o quanto atrapalha também. Todo mundo aciona o outro quando quer e ansiosamente aguarda um retorno rápido ali. É tipo um e-mail acelerado. Uma loucura.
Do que entendi do texto, na sua essência, é que quando a tecnologia é a única via para resolver um determinado problema cotidiano, além de nem sempre ser a melhor opção (muitas vezes é, mas nem sempre), na verdade aborrece muitas pessoas que não preferem aquele caminho. Elas não são imbecis. Elas apenas não querem ser impostas a resolver as coisas daquela maneira.
“Elas não são imbecis. Elas apenas não querem ser impostas a resolver as coisas daquela maneira.”
São impostas a viver em 2024, não são?
Em que ano passamos a aceitar que “máquina de datilografar é antiquado” e exigimos que todos saibam usar um PC para trabalhar? Pode uma pessoa reclamar de “ser imposta a usar um PC” ou passamos dessa faze já? Me da tua linha de corte: “quero parar em 2015”? Ou “Quero parar a 10 anos atras e seguir nessa distância para sempre”?
Certamente, viver uma vida antiga sem “ser imposto” a aceitar tecnologia é tri. Ainda mais quando todos os outros ao teu redor usam tecnologia e facilitam a TUA vida!!! Mas é realista? Amish?
Meu lance não é ir contra os avanços tecnológicos, nem ter um período de recorte de quando eu quero parar, haha.
Eu quero que continue avançando e facilitando a vidas das pessoas. Meu ponto é que nem toda nova tecnologia é melhor ou substitui uma mais antiga, somente porque é mais atual. Pensando que o livro, por exemplo, também é uma tecnologia, ele segue batendo no kindle ou qualquer e-reader para muitas pessoas. Outras adotaram 100% o e-reader. Mas é isso, as pessoas tem poder de escolha sobre qual usar. O ruim é quando não existe escolha alguma e, pior, a tecnologia imposta não facilita tanto a vida das pessoas assim.
Pensando na questão etária, por exemplo, a solução sobre um acesso a desconto do supermercado ser via aplicativo e não um controle no papel de acúmulos de compra, pode ser péssima para a população idosa. Eu mesmo não suporto ter aplicativo de supermercado no celular, imagino para muitas pessoas idosas o inferno que deve ser. Alguns podem se adaptar, claro, sempre terão pessoas adaptadas, mas sempre terão pessoas que funcionam e preferem a moda antiga. Nesse sentido, adotar o aplicativo como avanço absoluto da vida nessa questão, é uma visão bem limitada, bem tecnologia é tudo, como se fosse um Deus em nossas vidas…não, nem sempre é.
O mundo moderno provavelmente será assim, algumas tecnologias realmente morrem e são substituídas, outras permanecem, ainda que sejam desafiadas por novas tecnologias. E se algumas permanecem é porque as pessoas querem ela, não adotaram 100% a mudança para a nova, por N motivos.
O Andre defende que toda tecnologia é inevitável (determinismo do Vale do Silício) e melhor que a solução que a precedeu. Na real, existem outros muitos motivos para uma tecnologia ser imposta, quase sempre desalinhados do que é melhor para os usuários e a população em geral.
Se pegarmos esse (ótimo!) exemplo do app de supermercado, é melhor para quem? O maior beneficiário é o próprio mercado, que passa a ter um controle rigoroso de quem alcança com suas promoções, pode coletar dados de consumo e outros do celular para processá-los a fim de vender mais e ainda economiza com a impressão de papel.
Pode ser benéfico aos clientes também, mas… né, tem muitos recortes da clientela que torcem o nariz para um app de mercado. (Eu jamais instalaria isso no meu celular.)