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[en] Quão precisos são os sensores de relógios/pulseiras inteligentes? Menos do que você imagina traduzir theconversation.com

A matéria aborda uma meta análise de gadgets vestíveis (relógios e pulseiras inteligentes, no geral) que encontrou discrepâncias enormes nas funcionalidades para saúde/atividades físicas, como monitoramento de batimentos cardíacos e da qualidade do sono.

Quando estou numa fase mais ~atlética (como agora, com corrida), fico tentado a usar um desses para ter mais dados do meu desempenho a fim de melhorá-lo. Só que… sei lá, quando paro para pensar realmente, desisto.

A quem usa produtos do tipo: vocês estão satisfeitos? Confiam nos dados coletados pelos sensores? Consideram o relógio/pulseira indispensável?

15 comentários

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  1. Tenho um Apple Watch 6 que comprei no final de 2021. Antes dele, tinha uma Miband 4. Recentemente comparei as medições do Apple Watch com um oxímetro e tanto os níveis de saturação quanto os batimentos foram realmente precisos. Mas infelizmente a Apple ainda tem muito o que melhorar no algoritmo de monitoramento de sono. É péssimo, diria até vergonhoso, visto o valor que é um aparelho desses. Enquanto a Miband acertava o horário exato que eu pegava no sono, os períodos que eu eventualmente acordava durante a noite (com uma previsão assustadora), o Apple Watch até hoje, mesmo depois de inúmeras atualizações desde que comprei, continua todo confuso pra monitorar meu sono, apresentando horários totalmente fora da realidade.

    1. O monitoramento do sono do Apple Watch é único — e bem mais simples que o de outros relógios/pulseiras. Talvez essa simplicidade e escassez de dados impacte negativamente alguns perfis de usuários, como você.

      No já citado The Quantified Scientist, tem um vídeo legal sobre essa característica do Apple Watch.

      1. Acho que não tem muita firula em apresentar dados de monitoramento de sono, todos são relativamente simples e apresentam basicamente os mesmos dados. Quando mencionei a falta de precisão, me referi a divergência dos horários com a realidade. Por exemplo: Vou pra cama a meia noite, mas tenho o (péssimo) hábito de ficar em média meia hora mexendo no telefone antes de dormir. Com 15 minutos na cama o relógio já identifica que estou dormindo, sendo que estou acordado e mexendo no meu telefone devidamente pareado (?!). Não faz muito sentido. Não sei se é um problema no meu aparelho, mas de todas as funções do meu AW, a única que nunca levo em consideração é o monitoramento de sono.

        1. Ah, não me referia à apresentação, mas sim à mensuração — a maneira que o relógio detecta que você está dormindo e os estágios de sono. O Apple Watch usa apenas o sensor de movimentos; outros relógios combinam mais dados, como os batimentos cardíacos.

  2. Em 2022 conversei sobre isso, resgato a anotação da época:

    “Caso você tenha aparelhos de pressão e oxímetro: a medição condiz com aparelhos dedicados? Meus testes: Mi Band 4 (73 BPM); OMRON HEM-7320 (local: braço) (70 BPM); e OMRON HEM-6123 (local: pulso) (69 BPM). Ou seja: 3 a 4 BPMs a mais na Mi Band 4 em relação aos aparelhos dedicados da OMRON (lembrando que fiz medição em sequência, pois simultaneamente poderia viciar o teste pelo fato de os aparelhos apertarem o pulso e o braço)”.

    Depois disso, meio que passei a ignorar os dados de saúde na Mi Band 4.

    Já em 2007, a história era bem diferente com um monitor cardíaco dedicado: Polar FS1 (daqueles que você colocava uma cinta com o sensor no peito). Era o modelo mais simples e, mesmo assim, extremamente preciso. Quando fazia o exame de teste ergométrico, antes mesmo de iniciá-lo, já falava à médica qual seria meu BPM Máximo. Ao final, ela: “Nossa, você acertou mesmo…”.

    1. PS: a Mi Band 4 só mede Batimentos Cardíacos. Neste comentário, eu questionava usuários de gadgets que também mediam saturação do sangue e pressão sanguínea.

  3. Tenho uma pulseira Mi Band 7 que comprei pra usar mais como relógio do dia-a-dia, além de medir tempo, distância e gasto calórico de atividades de caminhada e corrida. Depois de mais de um ano de uso, posso dizer que ela é muito imprecisa. Ela só mede bem a distância se você levar o celular junto, porque depende do GPS dele. A medição do batimento cardíaco às vezes entra nuns bugs estranhos, e acaba apresentando medições inconsistentes. Por exemplo, andando de bicicleta ela sempre ela mostra batimentos cardíacos de repouso (60-80 bps), e em várias caminhadas em trilhas que fiz ela não mostrou aumento dos batimentos em subidas muito íngremes, o que era bastante estranho, pois sentia meu coração pulsando rápido e os batimentos mostrando como 80. Parece que elas são programadas com algum algoritmo de estimativa dos batimentos baseando-se nos movimentos do corpo, pra economizar a energia utilizada pelo sensor cardíaco. No fim das contas, dá pra ver que esses trecos são produzidos com componentes baratos que são “emendados” com software, dando um efeito de serem “medidores placebo”, fornecendo dados imprecisos para satisfazer o apetite de informação do usuário.

  4. Até que a matéria me surpreendeu com a precisão dos batimentos cardíacos e do VO2, coisas que eu nunca botei fé, já que quem precisa mesmo saber disso faz aqueles testes em esteira com máscara e tudo. E os profissionais também usam aqueles sensores em cintas para colocar no peito, ou ainda sensores de movimento nos pés quando querem uma métrica mais precisa.

    Controle de sono e de calorias é uma coisa que um relógio dificilmente vai ser preciso, envolve respiração, metabolismo, etc… acho que é até muito o que já fazem.

    Eu uso um garmin Forerunner 235 para correr e estou bem satisfeito. Com o GPS pelo menos ele é bem preciso no trajeto e os batimentos fazem sentido.

  5. Depois que eu passei uma noite quase toda em claro e o relógio marcou 8 horas de sono larguei mão de acreditar nele pra qualquer coisa

  6. Tenho um Garmin Swim 2 para natação. Uso as estatísticas com ceticismo.

    O batimento cardíaco é bem estranho. O SWOLF (contagem de braçadas / metragem) é uma piada. Identificação de nado até desativei pois se eu nadasse o tanto de borboleta que ele diz que eu nado seria uma atleta olímpico. Se eu fizer somente perna, ou nadar peito (onde o braço fica sempre embaixo d’água) é comum ele se perder na metragem, tipo, quase sempre.

    Se você nada mais do que a distância da piscina (tipo, nada 50m em uma piscina de 25m) ele registra a parcial, mas me parece que com um “delay”, tipo, ele identifica a virada depois dela realmente acontecer (a troca de sentido). Ainda uso como parâmetro, mas comparando com ele mesmo.

    Apesar disso, considero muito útil MESMO. Consigo registrar os tempos sozinho, descarrego para o programa e consigo ter um acompanhamento geral, intensidades, evolução.

    Mas ainda acho mais útil montar o treino e tê-lo no relógio – me ajuda muito a cumprir o treino, intervalos, lembrar qual exercício, etc.

    Minha esposa tem um Garmin Forerunner 245, usa mais do que eu – acompanhando corrida, bicicleta ergométrica e treinamento funcional. Ela é instrutora de ioga, o relógio permite colocar treino para ioga, mas… qual o sentido? Ficar olhando pro relógio e apertando ele ao final de cada exercício? Bem esquisito. Mas ela adora estrelinhas, badges, quanto de energia recuperou com o sono, hehe… Fica faceira. Isso nem dou bola, só uso na piscina e deixo desligado na mochila até o próximo treino.

  7. Para quem está mais dedicado à corrida, mensurações de distância, pace e batimento cardíaco acho que agregam muito no treinamento e no geral me parecem bem precisos. Mas não sei se o preço compensaria para alguém que pratica esporadicamente.
    As medições complementares que muita gente procura, de sono, queima de calorias, passos também estão lá, mas eu mesmo não acompanho

  8. Claro que não estou insatisfeito. O meu Amazfit GTR 2 até acertava o número de metros na piscina (pratico natação), mas depois… Só erra. Recentemente ele passou a acertar a metade dos metros que eu nadei. E me dou por satisfeito.

    A medição de metros na caminhada é outra atividade que ele erra. Nem parei pra pensar nas medidas de batimentos cardíacos e consumo de calorias…

    Resta saber se tem algum espertológio mais preciso. Como ando pensando em substituir esse Amazfit, em breve vou ver isso.

    1. Quando estou nessas fases em que sou seduzido pela ideia de usar relógio/pulseira, recorro ao canal do Rob ter Horst, um pesquisador aficionado pelo tema. Ele faz análises bem aprofundadas e com metodologia, o que permite fazer comparações que, se não estão no padrão mais elevado, são bem acima da média de canais do YouTube.

      Sei que parte da galera aqui torce o nariz para a Apple, mas nos testes do Rob o Apple Watch se destaca muito: é o que tem as medições mais precisas e são os aparelhos mais consistentes, e isso vale para todos os modelos, do mais caro (Ultra) ao mais barato (SE).

      1. Mas também não são aferimentos lá muito precisos. Eu e a patroa temos o Series 5, e eventualmente saímos juntos pra caminhar. Sempre o dela mostra uma distância percorrida menor, mesmo ativando e desativando ao mesmo tempo.