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[en] Por dentro do debate de “A geração ansiosa” traduzir platformer.news

Muito tem se falado do novo livro de Jonathan Haidt. Achei este artigo o mais equilibrado — traz as duras críticas, lideradas por outro artigo que saiu na Nature, e as preocupações de uma mãe.

É um tema difícil, cheio de nuances, e muito próximo da realidade de muita gente, o que abre ampla margem para relatos anedóticos. Que são válidos, mas (por natureza) enviesados. Complicado.

5 comentários

5 comentários

  1. Confesso que não tinha lido essa parte criticando o trabalho dele, realmente algumas soluções que ele traz parecem ser só reacionárias a frente de um problema social tão amplo.

  2. O quanto disso tudo (problemas de redes sociais + ansiedade + depressão + TDAH) é explicado de forma muito mais simples: capitalismo.

    Nos EUA esse problema é ainda pior. Um local onde é comum as pessoas dividirem o valor que pagaram em algo relacionado ao entretenimento pelas horas e calcular o “custo” de um filme/jogo, se torna normal que até mesmo momento de ócio seja pressionado para ser “produtivo”.

    A gente, sociedade, chegou no problema (ansiedade/depressão causada pelo stress) mas não quer ver a causa (um modo de produção desumano e escravizador). Parece que nós estamos incapazes de perceber uma sociedade diferente da atual (capitalista) a ponto de olhar pra um problema geral e pensar que o problema *não é* o modo como o sistema pressiona todos.

    O maior indicativo disso é que a gente perceba a IA como uma ameaça (aos nossos empregos) e não como uma oportunidade de trabalhar menos.

    1. Perfeito, Paulo.
      Conforme eu ia lendo o artigo as mesmas associações se formavam na minha cabeça.
      O artigo se concentra em apresentar visões distintas sobre tempo de tela e acesso sem sequer conseguir mergulhar numa segunda camada que é qual conteúdo os jovens acessam.

      As redes estão recheadas do discurso do vitorioso; padrões de sucesso inalcançáveis, sociedade de falsos-felizes, pessoas vivendo praticamente uma vida dupla entre a realidade e o digital, incentivo maciço ao consumo, crises e mais crises.

      Incrível como os americanos possuem esse talento de não conseguir enxergar o modo de viver como parte do problema.

  3. Por mais que tudo encaixe perfeitamente para culpar as tecnologias que foram moldadas especialmente para nos viciar, pelo jeito não é nesse problema complexo que teremos uma resposta simples. Por enquanto vai caber a cada um decidir o que é melhor para si.
    Agora com toda a crítica frente a mais um livro “científico” popular, sinto falta de algum lugar que compilasse contestações críveis a essas obras ou avaliasse as conclusões tiradas frente a estudos mais recentes. É um destino que tanto obras com embasamentos sólidos quanto aquelas mais questionáveis estão sujeitas pela evolução natural da ciência.