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[en] Paul Graham e o Culto ao Fundador traduzir davekarpf.substack.com

“… Aaron morreu em 2013. Ele tirou a própria vida, após anos sendo perseguido pelo Departamento de Justiça pelo crime de (literalmente) baixar muitos artigos do JSTOR.”

“… Sam Altman e a OpenAI praticamente rasparam toda a Internet. JSTOR, YouTube, Reddit… enquanto o conteúdo for publicamente acessível, a posição da OpenAI parece ser que a lei de direitos autorais é só para os pequenos.”

11 comentários

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  1. Esse texto é uma pedrada. Topei com ele por outro muito bom, do Ian Betteridge. Juntos, acho que eles colocam em palavras o descontentamento que tenho sentido nos últimos meses (anos?) com o mercado de tecnologia.

    1. Você sabe que o direito é muito anterior ao capitalismo, não sabe?

      1. Mas se tornou mais uma ferramenta a disposição do capital no mundo moderno

      2. Eu sei.
        Mas não relacionei o direito ao capitalismo e sim à luta de classes.
        Direito é um instrumento de dominação de elites sobre povo, essencialmente.
        A própria ideia do direito é a manutenção de certos “direitos” das elites (propriedade, principalmente).

        1. é assim desde o código de Hamurabi, quando um crime cometido contra um escravo era punido de forma diferente do mesmo crime cometido contra um homem livre. as leis são instrumentos de poder.

        2. Por coincidência, estou lendo Vigiar e punir, do Foucault. O livro fala da mudança que houve no sistema penal francês (em todo lugar; o autor usa a França de exemplo) por volta do século XVIII, quando a punição deixou de focar no corpo para atingir a alma, e argumenta que o sistema penal é sempre guiado por interesses econômicos. No período analisado, por exemplo, o aumento da riqueza e o adensamento demográfico fez migrar o objeto de proteção primordial, dos direitos para os bens.

          (É um resumo bem superficial do primeiro terço do livro, do que já li até agora. Estou curtindo. As descrições dos suplícios, as execuções cruéis em praça pública do período clássico, são aterrorizantes.)

          1. Esse livro é muito bom, eu li na época de faculdade ainda. A abertura é gráfica e serve pra entender o que é o direito.

            Mas a ideia do direito é essencialmente essa mesmo: manter os privilégios. A ideia de um “estado democrático de direito” é sim uma ideia burguesa-capitalista que serve como um intsrumento de manutenção de poder. E as pessoas (povo) se dão conta disso a todo o momento, e por isso mesmo políticos e coachs “anti-sistema” estão fazendo tanto sucesso ultimamente. O sentimento geral de que “deu errado” carrega esse povo trabalhador precarizado e ultra-explorado pra um caminho de questionar o sistema. Podemos passar a nos perguntar a validade dos questionamentos da direita – e acho que devemos, como sociedade, entender que essas pessoas não são facistas, elas apenas tem um decontentamento muito grande que está sendo capitalizado pelas elites (novamente).

            A questão é que estamos chegando em um momento onde o poder dos bilionários é tão absurdo, tão fora dos predentes, que eles se tornam monarcas absolutistas transnacionais, sem nenhum tipo de freio. Nessa toada, existe algo ali que é pobre e que as pessoas percebem, mas não entendem o que é e como agir. Na garupa dessa ideia a direita surfa dizendo que o problema é o “globalismo” e a “agenda woke” e bate no sistema (mesmo sendo o sistema) e vende a ideia de que nós, trabalhadores, podemo fazer parte do sistema (eles não dizem que o sistema vai cair, eles dizem que nós faremos parte deste). No contraponto disso vem uma centro-esquerda defendendo o sistema. Fica fácil entender porque um patina e o outro cresce.

            A série Sucession mostra isso de forma muito “escrachada”. Aqueles bilionários são completamente inconsequentes proque eles sabem que o direito – as leis – não chegam neles.

            Pra mim, defender o sistema juridico, o sistema penal e o sistema de segurança (PMs) é meio absurdo vindo de progressistas e do povo.

        3. Sim, fui desnecessariamente chato, óbvio que tava subentendido, eu é que fui obtuso. Deixei meu saco cheio de internet me contaminar e esquecer que aqui as conversas sempre partem do pressuposto que estão falando de boa vontade. Foi mal, erro meu.