6 comentários

  1. Mas isso é só um sintoma do mundo que vivemos… O mercado demanda inovação para vender, para permanecer relevante, mesmo que os produtos atuais já sejam bons suficientes.

  2. Concordo que têm coisas que não precisam ser melhoradas. Aprecio a simplicidade de carteiras de couro, relógios CASIO básicos, calculadora Hp 50g, cadernos simples sem pauta, cafeteira tipo bieleti, etc.

  3. Eu uso Arc no desktop porque a gestão de abas dele é perfeito PRA MIM. A guerra dos navegadores teve várias fases e provavelmente vai ter outras, muito presunçoso esse artigo.

  4. desde quando eu migrei pra área de tecnologia, sempre fiquei encucado com essa coisa de “resolver problemas”. e basicamente, quando a empresa tinha um produto, a definição de problema ficava autocontida ali: o problema a ser resolvido era naquele produto ou serviço. o que faz com que existam profissionais (e no geral toda a empresa) orientada a encontrar problemas e resolvê-los num software. é curioso porque o mundo tem muitos problemas pra resolver, mas ninguém realmente pensando em probleeeemas de fato hehe. mas aí, por outro lado, para além dessa lógica de problemas, e mais quanto ao que pode ser oferecido, o quanto tudo faz sentido pras pessoas, o quanto aquilo molda nosso comportamento, tem uma coisa que eu penso sobre navegadores que é: se chegou ao ápice ou não, se tá funcionando bem ou não, o que pode ser feito e o que não pode, bem, quem define isso é uma empresa interessada em vender muito, em viciar as pessoas em consumir. e esse cenário tá posto pra onde você olhe em termos de produtos/serviços digitais, assim como nos navegadores. decretar que o navegador chegou no estado da arte, como uma calculadora (achei uma péssima comparação, aliás), é subestimar o que está em jogo – e, infelizmente, talvez nem esteja mais, e, por isso, essa sensação de que não tem mais o que debater.

    1. Também fiquei com esse incômodo ao ler o texto. Afinal, nem com a calculadora é possível cravar que tenhamos chegado ao estado da arte. (A Apple discorda; vide a calculadora do iPadOS 18.)

      O problema do Arc não é que o navegador chegou ao ápice, é que o incentivo da The Browser Company para evoluir o navegador (gerar receita) é ruim para encontrar soluções às necessidades da maioria de nós. Aí eles acabam tendo que apelar para recursos ou de nicho ou muito complexos para as pessoas se importarem, o que explica não terem encontrado demanda suficiente para tornar a empresa sustentável.

      Não é à toa que os dois maiores navegadores hoje (Chrome e Safari) são espécies de “veículos”/acessórios para suas respectivas donas e o único independente (Firefox) vive uma crise interminável e sustenta sua fatia de mercado mais com ideologia do que em vantagens objetivas.